Segundo ela, a medida é absurda porque os professores e diretores da rede estadual têm de passar por um rigoroso processo de seleção e, por isso, estariam preparados para a função. Ela criticou ainda a intenção de tratar o funcionamento da Secretária de Educação como uma empresa.
- A Tereza Porto (ex-secretária) falava a mesma coisa. Mas não fez nada disso. Gastou uma dinheirama com ares-condicionados, computadores, mas esqueceu do básico, porque continuou faltando professor na rede. Todos são qualificados e passam por um filtro. O problema é que ninguém fica, porque se paga muito pouco para muito trabalho [R$ 765,66 por 16 horas semanais].
Maria Beatriz demonstrou sua insatisfação com a gestão de Sérgio Cabral (PMDB). Ela não entende o porquê de o governador nomear um secretário sem formação na área educacional, já que Wilson Risolia é economista.
- É um absurdo isso. Me assusta o Cabral fazer isso. É a segunda vez [Tereza Porto é analista de sistemas] que ele escolhe alguém de fora da área. Eles só pensam em otimização, mas o básico não passa pela cabeça deles. Educação não é empresa. Não dá para pensar nisso como algo privado, não funciona assim, é de outra natureza.
A coordenadora do Sepe exigiu ainda que o governo estadual passe por uma avaliação, assim como professores, diretores e alunos da rede.
- É muito fácil avaliar os alunos, os professores ou quem quer que seja. Mas por que não avaliam os governantes também? Cobram dos educadores, mas esquecem do governo. Não pode canalizar a culpa dessa maneira.
Das 16 horas de aula por semana, a divisão é feita da seguinte maneira: 12 horas para sala de aula e 4 horas para planejamento e correção de provas e ou outros projetos. De acordo com Maria Beatriz, cada turma tem duas aulas por semana e, com isso, o professor atende em media 300 alunos. As exceções são feitas para português e matemática, que têm seis e cinco aulas semanais, respectivamente.
Fonte: Blog do Jornalista Flávio
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