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Na Luta pela Escola Pública
O nome “Pó de Giz” é tomado, por empréstimo, do antigo time de futebol dos professores do Colégio Municipal Rui Barbosa. Um colégio reconhecido por sua luta pela educação pública de qualidade. Um lugar onde fervilha a discussão educacional, política e social. Colégio que contribui de maneira significativa na formação de seus alunos, lugar onde se trabalha com o sentido do coletivo.
O " Pó de Giz" é uma singela homenagem a essa escola que tem um "pequeno" espaço educacional, mas corajoso e enorme lugar de formação cidadã.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Pesquisa mostra que apenas 2% dos jovens querem ser professores
Pela legislação atual, os professores da educação básica têm que ter nível superior. Porém, cerca de 600 mil dos quase dois milhões de docentes do país não possuem curso universitário, segundo o MEC. De acordo com o secretário de Ensino Superior do ministério, Luiz Cláudio Costa, cerca de 300 mil estão fazendo licenciaturas ou mestrado para se adequar à exigência.
Na avaliação de especialistas, há carência de professores qualificados em diversas áreas, como nos primeiros anos da educação infantil e nas disciplinas de Física e Química.
— Nas Ciências Biológicas, faltam professores praticamente em todos os setores. As redes procuram cobrir isso usando profissionais que, na sua formação, tangenciam as disciplinas (em que há falta de professores) — diz a pesquisadora Bernadete Gatti, colaboradora da Fundação Carlos Chagas.
Como outros especialistas, Bernadete se preocupa com a queda no número de alunos de licenciatura ou Pedagogia. Segundo o MEC, esse número vem diminuindo na modalidade presencial, por causa da falta de interesse dos jovens. Em 2005, 1,2 milhão de alunos estudava alguma licenciatura, número que, em 2009, passou para 978 mil. No mesmo período, o número de alunos de Pedagogia caiu de 288 mil para 247 mil.
No entanto, houve expansão das graduações à distância, para atender à necessidade de professores que já estão no mercado de trabalho. De 2005 para 2009, o número de estudantes das licenciaturas subiu de 101 mil para 427 mil. Nos cursos de Pedagogia, o número pulou de 27 mil para 265 mil, no mesmo período.
— Nem todos os cursos à distância são ruins. Mas eles não são supervisionados direito, não têm uma proposta clara. Muitos alunos desistem porque não têm com quem discutir — diz a superintendente de pesquisa em Educação da Fundação Carlos Chagas, Elba Siqueira Barretto.
MEC rebate e diz que tem fechado cursos de má qualidade.
A evasão dos cursos de Pedagogia e licenciatura também preocupa educadores.
— Nas universidades privadas, os cursos de licenciatura e a Pedagogia são os que têm as taxas mais elevadas de evasão, de 50 a 55% — afirma Maria Helena Guimarães Castro, ex-presidente do Inep, órgão responsável pelas estatísticas do MEC.
Mas, segundo o MEC, dados preliminares já mostram que a taxa de evasão está diminuindo em algumas universidades.
"Quero lutar pela educação", diz estudante
Pesquisa realizada em 2010 pelas fundações Carlos Chagas e Victor Civita mostrou que, dos 1.500 alunos ouvidos, apenas 2% dos jovens do terceiro ano do ensino médio pretendiam cursar Pedagogia ou alguma Licenciatura.
— A carreira é um horror. Apesar de os planos de carreira terem melhorado, e de existir um piso salarial nacional (R$ 1.187 para jornada de 40 horas semanais), eles deixam a desejar. A média salarial está baixa em relação às exigências. Outra coisa que afeta a escolha é a condição das escolas públicas, que são precárias, sem infraestrutura e gestão — diz Bernadete.
Mesmo sabendo desses problemas, o estudante de Pedagogia Cesar Scarpelli, de 24 anos, quer dar aulas para crianças:
— Quero lutar pela educação. Meus pais sempre falam: "não vá trabalhar na rede pública", por causa da ideia de que é uma profissão sofrível. Mas acho que temos que ir para a periferia.
Rivaldo Vieira Xavier Júnior, de 21 anos, estuda licenciatura em Física e sabe bem o que é sofrer com a falta de professores:
— Estudei em escola pública e fiquei sem aulas de Química por quase todo o segundo ano do ensino médio. Tenho interesse em educação devido à realidade da escola onde estudei. Ser professor no Brasil é ato de coragem.
Já a estudante de Pedagogia Maria Alice Bertodini diz que é preciso ser sonhador para abraçar a profissão:
— A ideia de ser professor é idealista, é por amor, por gostar de crianças.
Para o estudante de Química Mauritz Gregori de Vries, de 20 anos, que dá aulas particulares, falta vocação a muitos dos que estão fazendo licenciatura.
— Às vezes, as pessoas fazem a licenciatura porque sabem que a demanda por professores é alta e que um emprego na indústria, por exemplo, é mais difícil.
O secretário de Ensino Superior do MEC reconhece que os salários não são adequados. Mas diz que a meta do governo é que, em 2020, o rendimento médio dos docentes com a qualificação necessária seja o mesmo que o de qualquer profissional com nível superior.
domingo, 13 de novembro de 2011
Governo dará R$ 500 a mais para 1.613 profissionais da rede estadual de ensino
Valores serão depositados em janeiro de 2012. Confira vencimentos por classe
A Secretaria Estadual de Educação vai conceder reajuste de R$ 500 sobre a Gratificação de Encargos Especiais (GEEs) para os 1.613 diretores-adjuntos das unidades de ensino, a partir de 1º de dezembro. Os novos valores serão depositados em 3 de janeiro. A informação foi divulgada com exclusividade pela pasta à Coluna. O aumento será aplicado em todas as escolas da rede estadual, classificadas A, B, C, D ou E, dependendo do número de alunos e turnos.
De acordo com essa nova disposição, as gratificações vão ficar divididas da seguinte forma: para profissionais das unidades A, os vencimentos iniciais vão subir de R$751,76 para R$1.251,76; nas unidades B, de R$ 592,06 para R$ 1.092,06; e nas escolas C, a gratificação passou de R$ 547,24 para R$ 1.047,24.
As unidades D não contavam com diretores-adjuntos. Mas, após resolução, essas escolas passaram a ter direito a um profissional com esse cargo. A superintendente de Gestão de Pessoas da pasta, Patrícia Reis, explicou que o acréscimo proposto foi superior aos demais para compensar a falta da gratificação e equiparar os valores. O valor, neste caso, será de R$ 950. Escolas E não têm diretor-adjunto.
Criticado pelo sindicato de profissionais da Educação, o secretário Wilson Risolia se defende reforçando o compromisso de melhorar o setor: “Vamos valorizar o professor e todos os profissionais da Educação cada vez mais”.
Reajustes concedidos em abril
A secretaria lembrou que, em abril deste ano, reajustou as gratificações de encargos especiais (GEEs) dos diretores escolares e diretores das regionais (administrativas e pedagógicas).
Também foram contemplados os cargos de coordenação das diretorias regionais. As modificações foram divulgadas em decreto do governador Sérgio Cabral, publicado no Diário Oficial, em 14 de abril.
Com as alterações, o cargo de diretor regional tipo A, ocupado por docentes I 40 horas — a soma do vencimento-base com a nova gratificação — resultou em uma remuneração no valor de R$ 5.989,24. Para o diretor de unidade escolar, o patamar mais alto é pago às funções ocupadas por professores docentes I — 40 horas das escolas de tipo A: R$ 5.378,56. Antes, os vencimentos desses profissionais eram de R$ 4.489,24 e R$4.378,56, respectivamente.
Para direções de unidades, aumento das gratificações chegou a R$ 1 mil (classificações A e B) ou R$ 700 (classificações C, D e E).
Replicado de Visão la Flora
sábado, 12 de novembro de 2011
Comissão debaterá Ensino Religioso com ministro do STF
Representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE) reunem-se, no próximo dia 22, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Brito para discutir um tema polêmico: o Ensino Religioso. A oferta de aulas sobre o tema nas escolas públicas do país é obrigatória de acordo com as leis brasileiras. Na teoria, o conteúdo não pode professar dogmas de nenhuma religião e deve ser dado por professores das redes.
Na prática, as escolas não seguem as regras definidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Não há orientações claras sobre como o tema deve ser tratado, tampouco professores preparados para ensiná-lo. Quando a escola oferece Ensino Religioso, termina por fazer catequese de alguma religião – de modo geral as cristãs. Por conta dessas indefinições, os conselheiros criaram uma comissão que vai elaborar orientações nacionais sobre o assunto.
Depois de reuniões com estudiosos – nenhum representante de religiões foi convidado a participar das discussões para que não ficassem tendenciosas –, os conselheiros decidiram ir além. Vão expor ao ministro Ayres Brito suas preocupações com um acordo estabelecido em 2009 entre o governo brasileiro e o Vaticano, no qual o Brasil concorda que o ensino religioso deve ser dado por representantes da Igreja Católica ou de outras religiões.
O ministro será responsável por analisar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria Geral da União contra esse acordo no ano passado. A ação defende que o STF suspenda a “eficácia de qualquer interpretação que autorize a prática do ensino religioso das escolas públicas que não se paute pelo modelo não-confessional” e não permita que representantes de qualquer religião sejam responsáveis por esse conteúdo nas escolas.
César Callegari, presidente da comissão que discute o tema concorda com a PGR. “Estamos preocupados com os problemas que o acordo pode trazer. Devemos fazer de tudo para que a laicidade do Estado seja protegida”, afirma o conselheiro. Para ele, o acordo deve ser revisto. “Não se pode aceitar proselitismo no ensino religioso e esse conteúdo só pode ser dado por professores capacitados”, defende.
Segundo o conselheiro, o primeiro documento do CNE com orientações gerais sobre o tema está quase pronto. O texto, porém, só deve ser apresentado à sociedade, em audiência pública a ser marcada no início do ano que vem. Ele acredita que a sociedade ainda não resolveu um conflito que deveria ser a preocupação anterior a essa discussão sobre quem deve se responsabilizar pela educação religiosa das crianças: se a Igreja, as famílias ou as escolas.
No Rio de Janeiro, onde lei municipal aprovada recentemente definiu a oferta da disciplina a partir de 2012, quem não quiser assistir às aulas de ensino religioso – que deverá contemplar as doutrinas católica, evangélica/protestante, afrobrasileiras, espírita, orientais, judaica e islâmica – será matriculado na disciplina Educação para Valores. Inicialmente, a medida valerá apenas para as escolas de turno integral.
Para Antonio Costa Neto, pesquisador do tema na rede pública do Distrito Federal, o mais importante é garantir que as minorias sejam atendidas nessas normas. Antonio diz que a diversidade religiosa afrobrasileira não é contemplada nas aulas, nem na formação dos professores, o que prejudica as ações para combate ao preconceito racial. Durante o mestrado, ele fez um levantamento nas escolas do DF e identificou que, assim como no resto do país, a abordagem do assunto ainda é confessional
Desenvolvimento?
O Brasil avançou uma posição, em relação a 2010, no ranking do ‘Índice de Desenvolvimento Humano’. É o 84º entre 187 países. O avanço lento resulta da falta de investimento na educação e saúde. Os valores variáveis, medidos pelo indicador da ONU, são a expectativa de vida, anos médios de estudo e renda nacional bruta.
Enquanto a renda nacional per capita teve crescimento de 32 %, de 2000 a 2011, na educação os anos médios de estudo dos cidadãos, acima de 25 anos, teve um crescimento de 28,6 %, no mesmo período. A expectativa de vida escolar caiu de 14,5 para 13,8 anos. Na saúde, a possibilidade de vida ao nascer passou de 70,1, em 2000, para 73,5, em 2011. O progresso na educação e na saúde foram menores do que os avanços na renda, razão de uma desigualdade social que nosso país não consegue superar.
Alunos não têm as ferramentas básicas para prosseguirem nos estudos. Falhas na alfabetização são gritantes. Mais de 40 % dos alfabetizados não sabem ler e escrever. Boa parte sai da escola antes de terminar o Ensino Fundamental. Desperdiçamos a força jovem sem ver o custo econômico, sem permitir terem renda e que sejam trabalhadores capacitados.
Não temos o que comemorar. Os contrastes no país são assustadores. As elites econômica e política urbanizaram-se, mas não se civilizaram. Apesar do exercício democrático, muitos brasileiros estão longe de uma vida digna. Nossa República e cidadania deixam a desejar. Os dirigentes se esquecem que desenvolvimento não é um processo somente econômico, mas um processo econômico-cultural que só será alcançado quando a educação deixar de estar à retaguarda do crescimento. Urge a criação de uma cultura que não seja o privilégio de alguns, mas a possibilidade de gerar justiça e igualdade.
Carlos Alberto Rabaça é sociólogo e professor
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Vergonha!
Paralisação e ATO público dia 22/11 - Câmara dos Vereadores
Pelo desengavetamento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Profissionais da Educação de Cabo Frio;
Atentos para a previsão orçamentária para REAJUSTE em 2012;
Pela indignação das EMENDAS aprovadas pelos VEREADORES na Lei de Consulta para diretores de Escolas da Rede Municvipal em Cabo Frio;
Pelos 10% do PIB para a EDUCAÇÃO!
Fonte: blog do SEPE-Lagos
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Cláudio Paiva, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). Doutor em economia, pesquisou o destino do dinheiro do petróleo em cidades da Bacia de Campos, no norte do Rio de Janeiro, e verificou que a pobreza persiste apesar de muito dinheiro em mãos: é a maldição da abundância. O problema, diz, é que o recurso extra se perde em burocracia, aumento do funcionalismo e corrupção." Royalties sim, mas transparência também!
Todos na luta pela Escola Pública de qualidade!!
A quadra do colégio Elza Maria Santa Rosa Bernardo é uma luta de muitos anos, ja prometida por governos, secretários e nunca cumprida, com vários pedidos, movimentos e abaixo assinados.
Convocamos você para que se junte a nós para um protesto na próxima quinta-feira (dia 17/11) às 9:00 horas na frente do colégio Elza!
Contamos com todos! (Alunos, professores, pais e os moradores do comunidade do Jardim Esperança!)
Obrigado!
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ensino de Ciências
A Coordenação Geral do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Ensino de
Ciências, modalidades: Física, Ciências do Ensino Fundamental, Biologia e Química,
comunica a abertura do processo de seleção anual, para um total de 40 (quarenta) vagas,
sendo 10 (dez) para cada modalidade.
1. DA INSCRIÇÃO PARA O PROCESSO SELETIVO
1.1 O local da inscrição é na Secretaria da Coordenação Geral do Curso de Pós-
Graduação Lato Sensu em Ensino de Ciências, no Instituto de Química da UFF,
situado no Outeiro São João Batista, s/nº, Campus do Valonguinho, Centro-Niterói, 1º
andar - Sala 103.
1.2 O Período para a realização da inscrição é de 23/11/11 a 22/12/11, das 10h às 16h.
* Formulário - Curriculum vitae (ANEXO 2) devidamente preenchido, acompanhado de cópia de todos os documentos comprobatórios.
* Carta de intenções do candidato – digitada (Fonte Times New Roman, tam. 12), no máximo duas laudas, dirigida à Coordenação Geral do Curso, explicitando:
trajetória profissional; interesse pelo Curso; relação entre o Curso e atividade profissional.
§ documentação para análise da banca deverá ser obrigatoriamente encadernada em um só volume, com espiral, capa superior transparente e na seguinte ordem: Curriculum Vitae, cópia dos respectivos documentos comprobatórios e Carta de intenções.
1ª) de 09/01/2012 a 12/01/2012 – de caráter eliminatório: análise de Curriculum Vitae, mediante pontuação pré-estabelecida pelo Colegiado do Curso; serão selecionados para a 2ª etapa os 15 (quinze) candidatos com maior pontuação; o resultado será afixado na Secretaria da Coordenação Geral do Curso, a partir das 14:00 Horas do dia 13/01/2012.
2ª) de 16/01/2012 a 20/01/2012 - de caráter classificatório: avaliação da carta de intenções e entrevista a critério da Banca; a listagem com os candidatos indicados para a entrevista será divulgada em 16/01/2012; as entrevistas ocorrerão na Sala 102 do Instituto de Química, nos dias 17/01/2012 a 20/01/2012; caberá ao candidato verificar se seu nome consta da listagem e, também, o dia e horário da entrevista determinados pela Banca; o candidato indicado que não comparecer para a entrevista será desclassificado.
3. DO RESULTADO DA SELEÇÃO
O resultado final do processo seletivo será divulgado na Secretaria da Coordenação
Geral do Curso, no dia 23/01/2012, a partir das 14:00 h.
Secretaria da Coordenação Geral do Curso.
Tel: (0XX21) 2629-2130
e-mail: pglsec@if.uff.br
Nota de Esclarecimento
Goiânia,9 de novembro de 2011
Com relação a nota que foi publicada na última segunda-feira (7) no sítiowww.midiaindependente.org (inclusive replicada em outras páginas da internet), intitulada “Procurador Geral da República em GO processa professores inocentes”, assinada pelo “Movimento Independente Dos Trabalhadores Em Educação”, cabe ao Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) os seguintes esclarecimentos:
1. Em 24 de junho de 2010 foi protocolizada a peça de informação (PI) nº 1.18.000.001412/2010-57, a partir de notícia apresentada pelo comando de greve dos profissionais da educação de Goiânia, informando sobre irregularidades supostamente praticadas pela Secretaria Municipal de Educação, tais como contratações sem concurso público, inexistência de um plano de carreira com remuneração adequada e imposição de sobrecarga e más condições de trabalho aos professores, além de superfaturamento na aquisição de móveis e equipamentos para as escolas, ocorridos nos anos de 2008 e 2009.
2. A PI foi distribuída para a procuradora da RepúblicaMariane Guimarães de Mello, titular do Ofício de Tutela da Educação, que, após análise das denúncias, concluiu que as supostas irregularidades narradas eram imputadas à administração pública municipal, por servidores do município de Goiânia, e não envolviam, direta ou indiretamente, interesse da União a justificar a atuação do MPF.
3. Nem mesmo a alegação de superfaturamento e má aplicação de recursos do FUNDEB eram suficientes para atrair a competência federal, vez que fundo, de natureza contábil, compõe-se de repasses automáticos oriundos de estados e municípios, e apenas eventualmente pode receber complementação da União, o que ocorre quando o“valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente”. No caso, não houve complementação por parte da União.
4. Em 5 de julho de 2010, Mariane Guimarães, entendendo que a atribuição para oficiar no feito era do Ministério Público Estadual (MP/GO), encaminhou as peças informativas ao Procurador-Geral de Justiça para as providências que entendesse cabíveis.
5. Em 6 de julho de 2010, tendo em vista que a procuradora Mariane Guimarães de Mello estava em atendimento, o procurador da República Ailton Benedito de Souza recebeu em seu gabinete representantes do comando de greve dos professores, que solicitavam esclarecimentos sobre a decisão de declínio de atribuições para o MP/GO.
6. Na ocasião, Ailton Benedito informou aos presentes que não detinha atribuições relativas à matéria objeto da representação; que a procuradora da República oficiante já havia apreciado e decidido pelo encaminhamento do feita ao MP/GO; que a decisão era perfeitamente clara e cópia da mesma havia sido encaminhada aos representantes; que, enfim, não tinha atribuições pare revisar o ato.
7. Inconformados, os representantes abandonaram o seu gabinete, declarando, em voz alta, que estava havendo desvio e corrupção com recursos da União (FUNDEB), por parte de administradores municipais; que a sociedade não tem a quem reclamar; que o MP/GO e o MPF/GO estavam “coniventes com essas práticas” e “acobertando as mesmas”.
8. No mesmo dia Ailton Benedito encaminhou memorando à coordenação do Núcleo de Persecução Criminal (Nucrim) do MPF/GO com informações sobre o ocorrido e solicitando as providências que entendesse cabíveis.
9. Ao analisar os fatos, o Nucrim entendeu que havia indícios do crime de desacato (art. 331 do CP). Em 21 de fevereiro de 2011 foi requisitada a instauração de inquérito policial (IPL nº 314/2011) para apuração de todo o ocorrido. Atualmente o IPL tramita na Superintendência da Polícia Federal/GO.
10. O MPF/GO aproveita para lembrar que suas incumbências fundamentais consubstanciam-se na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Apenas para se ter uma ideia dos números da sua atuação, no biênio de 2009/2010 tramitaram no órgão cerca de 100 mil autos e peças de informações provenientes das várias áreas de atuação.
Ministério Público Federal em Goiás
Assessoria de Comunicação
Fones: (62) 3243-5454
E-mail: ascom@prgo.mpf.gov.br
Twitter: http://twitter.com/mpf_go
Sítio: www.prgo.mpf.gov.br
Ato de protesto.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Assembleia da Rede Municipal
Na pauta informes da Lei de consulta para diretores. Foi relato sobre as propostas, aprovadas em Assembleia, encaminhadas à Câmara. O Presidente da Câmara, Vereador Silas Bento, recebeu a comissão juntamente com os Vereadores Fernando do Comilão e Rogério do Laboratório. Na ocasião, foi dito que concordavam com os pontos apresentados pela categoria, mas que marcariam um encontro Governo e Sindicato. A lei foi aprovada sem esse debate. O vereador Silas Bento, alega que o Sindicato NÃO compareceu à convocação, mas NINGUÉM no Sindicato recebeu tal convite (que foi dito ter sido feito por telefone. Para piorar, algumas pessoas procuraram à Câmara e conseguiram fazer 3 emendas na lei encaminhada pelo governo, que beneficia uns poucos diretores que insistem em permanecer ETERNEMENTE na função, resumo: a Câmara NÃO atendeu a reivindicação da categoria e ainda piora,e muito, uma lei conquistada com luta.
Foi aprovado um ATO na próxima semana (na terça ou na quinta, de acordo com a disponibilidade do Uso da Tribuna pela sindicato), após o feriado do dia 15/11, em frente à Câmara para que o Sindicato pudesse pontuar nossas reivindicações que são: desengavetamento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos profissionais da Educação do gabinete do prefeito, Previsão na Lei Orçamentária que será votada por esses dias com previsão de reajuste para 2012. Solicitação de Audiência pública neste mesmo dia na Câmara.
Em seguida, foi dado o informe sobre os eventos que o SEPE-Lagos neste mês: 18/11, às 9h, na Associação Atlética Cabo-friense, Múltiplos Olhares e depois na Praça Porto Rocha, na parte da tarde. No dia 26/11, no Edilson Duarte, a partir das 14h, Encontro de funcionários. É necessário realizar a inscrição, antecipadamente.
Foi dado o informe sobre impasse no Comitê de acompanhamento do Plano Municipal. A Secretaria elegeu os representantes dos segmentos numa reunião de diretores, a categoria elegeu representantes em Assembleia da categoria ficando assim com uma questão a ser resolvida. A SEME solicitou que os eleitos em assembleia pedissem renúncia para convocarem nossa assembleia, mas a categoria não concordou com a solicitação do governo, mantendo a eleição anterior.
Para terminar, foi eleito os dois novos representantes do Sindicato no Conselho Municipal de Educação: a professora Denize foi eleita titular e o professor Rafael Peçanha, suplente.
ESTADO VAI TRANSFERIR 76 ESCOLAS COMPARTILHADAS PARA PREFEITURA DO RIO
O secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, disse, durante audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), realizada nesta quarta-feira (09/11), que das 268 escolas compartilhadas no estado, ou seja, aquelas em que estado e prefeitura usam o mesmo prédio para ensinos diferentes (fundamental e médio), 76 unidades divididas com a Prefeitura do Rio são de ensino exclusivamente fundamental e devem ser transferidas para o Executivo municipal. Estas unidades, porém, só serão repassadas caso a administração possa receber, com segurança, os alunos.
“Gostaríamos que a prefeitura assumisse essas 76 escolas no próximo ano, mas temos que ter muita segurança ao fazer essa transferência. No momento, 48 unidades de ensino estão sendo negociadas para que, no começo do próximo ano letivo, já estejam sendo geridas pela Prefeitura do Rio, pois só dependemos do aval do prefeito Eduardo Paes”, garantiu Risolia. Presidente da comissão, o deputado Comte Bittencourt (PPS) mostrou-se favorável a esta mudança, mas ressaltou a necessidade de um olhar diferenciado para cada escola.
“Não sou contra a reorganização que a Secretaria de Estado de Educação está realizando nas escolas compartilhadas, mas acredito que cada colégio deve receber um olhar diferenciado, porque o que nos preocupa é o deslocamento físico desses alunos. Temos que considerar a dificuldade do deslocamento, a distância e a situação das áreas que têm problemas com conflitos sociais, para que a gente não aumente um problema que já enfrentamos hoje: a evasão escolar”, destacou o parlamentar.
Risolia lembrou ainda que, no ranking feito pela Seeduc, as escolas da rede estadual de ensino com pior desempenho são as compartilhadas noturnas que se encontram na capital. “A relação entre município e estado é muito boa. Temos mantido um diálogo permanente com a secretária Municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, para que o processo seja feito sem traumas, tanto para professores quanto para os alunos”, acrescentou Risolia, informando que, no interior, 45 escolas são compartilhadas e continuarão funcionando dessa forma.
Outro assunto discutido durante a reunião foi a situação dos Centros de Estudos de Educação de Jovens e Adultos (Ceja). Há uma proposta para que, através de uma parceria com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, as unidades passem a se chamar Ceja Profissional, visando a fornecer ensino profissionalizante a estudantes da rede estadual de ensino. Essas unidades terão, na modalidade semipresencial, os ensinos fundamental e médio, oferecidos pela Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio (Cecierj), e cursos profissionalizantes da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).
Para Bittencourt, essa mudança tem que ser definida como política de estado através de uma lei e não por um decreto. “Não queremos que essa mudança seja feita através de um decreto e sim por lei, para que não seja só uma política de Governo, mas uma política de estado. Se isso for o melhor para a educação fluminense, que seja através de uma norma definitiva”, disse o presidente da comissão.
O secretário esclareceu que pretende unir forças. “Essa mudança foi pensada a partir de visitas a essas unidades e do diagnóstico que fizemos com os próprios alunos, principalmente do interior, pois muitos não têm acesso ao ensino profissionalizante. Não podemos esquecer o momento que o Rio está vivendo, com muitas empresas se instalando no interior e, consequentemente, buscando mão-de-obra qualificada”, lembrou Risolia.
Os deputados Inês Pandeló, Robson Leite e Gilberto Palmares, do PT, Gustavo Tutuca (PSB), Andreia Busatto (PDT), e Claise Maria Zito e o líder do Governo, André Corrêa, ambos do PSD, além de representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) e da União dos Professores Públicos do Estado (Uppes), também participaram da audiência.
(texto de Vanessa Schumacker)
Comunicação Social da Alerj



