Na Luta pela Escola Pública

Este blog pretende criar um espaço para informações e discussões sobre Escola Pública na Região dos Lagos, com destaque para o município de Cabo Frio.

O nome “Pó de Giz” é tomado, por empréstimo, do antigo time de futebol dos professores do Colégio Municipal Rui Barbosa. Um colégio reconhecido por sua luta pela educação pública de qualidade. Um lugar onde fervilha a discussão educacional, política e social. Colégio que contribui de maneira significativa na formação de seus alunos, lugar onde se trabalha com o sentido do coletivo.

O " Pó de Giz" é uma singela homenagem a essa escola que tem um "pequeno" espaço educacional, mas corajoso e enorme lugar de formação cidadã.


domingo, 31 de julho de 2011

Fora Cabral!

Convite à GREVE


Caro(a) colega professor(a) se você não aderiu à nossa greve, faça-o agora , junte-se a nós agora pois motivos não nos faltam, como:

- amargamos uma perda salarial (acumulada) superior a 70% e, só estamos pleitiando 26% emergencialmente;

- a incorporação da integralidade do que resta da extinta gratificação nova escola ( meritocrática) ;

- ameaças de corte de ponto;

-ameaças de professores contratados ( NÃO HÁ LEGALIDADE PARA ISSO , conforme e-mail enviado sob o título: Governo BLEFA);

-etc...

Portanto contamos com a sua participação na assembléia de 03/08/11, as 09:00h na fundição Progresso - rua da Lapa - atrás do Circo Voador.

Deve-se enfatizar que esse salário bruto de R$765,66 (atual) ou de R$836,10 ( como o governo do Rio de Janeiro alardeia que pago será em julho) é responsável ;

-Pela falta eterna de professores na rede estadual,faltam profs. de Física, Matemática, Química, Biologia, Filosofia, Sociologia, etc...;

-Por vários docentes pedirem diáriamente exonerações da rede estadual;

-Pela docência na rede estadual ter se tornado um emprego temporário,até que o prof. passe em outro concurso, com salário digno;

-Pela falta de atratividade para a licenciatura, somente os abnegados se aventuram;
-etc....

-----
Para que o colega reflita:
-Como o 2º estado mais rico da União , pode pagar tão mal a seus servidores ( não só aos da educação ) e ser tão complacente e parceira de empreiteiros e empresários .O governo estadual diz que não tem dinheiro para reajustar servidores mas promove enúncia fiscal de R$ 50 bilhões beneficiando salões de cabeleireiros, termas e motéis entre outros estabelecimentos. Recordando que o salário pago ao docente da rede estadual é muito inferior ao que várias prefeituras do próprio estado pagam , como as do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Volta Redonda, etc...
----
Colega professor , sugiro que faças parte da comunidade Professores do SEEDUC, clique no link abaixo, nela não há panelinha, é democrática e respeitosa.
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=110446974

Para terminar veja o vídeo abaixo:
http://videos.r7.com/professores-em-greve-no-rio-continuam-acampados/idmedia/4e202d0ffc9bf2faecf2e3d4.html


Atenciosamente.

Prof. Omar Costa

Carta ao Cabral

Carta da DRA. MARIA ISABEL LEPSCH AO GOVERNADOR SERGIO CABRAL

Sabe, governador, somos contemporâneos, quase da mesma idade, mas vivemos em mundos bem diferentes.

Sou classe média, bem média, médica, pediatra, deprimida e indignada com as canalhices que estão acontecendo.

Não conheço bem a sua história pessoal e certamente o senhor não sabe nada da minha também.

Fiz um vestibular bastante disputado e com grande empenho tive a oportunidade de freqüentar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, hoje esquartejada pela omissão e politiquices do poder público estadual.

Fiz treinamento no Hospital Pedro Ernesto, hoje vivendo de esmolas emergenciais em troca de leitos da dengue.

Parece-me que o senhor desconhece esta realidade. O seu terceiro grau não foi tão suado assim, em universidade sem muito prestígio, curso na época pouco disputado, turma de meninos Zona Sul ...

Aprendi medicina em hospital de pobre, trabalhei muito sem remuneração em troca de aprendizado.

Ao final do curso, nova seleção, agora, para residência. Mais trabalho com pouco dinheiro e pacientes pobres, o povo.. Sempre fui doutrinada a fazer o máximo com o mínimo.

Muitas noites sem dormir, e lhe garanto que não foram em salinhas refrigeradas costurando coligações e acordos para o povo que o senhor nem conhece o cheiro ou choro em momento de dor..

No início da década de noventa fui aprovada num concurso para ser médica da Secretaria de
Saúde do Estado do Rio de Janeiro'. A melhor decisão da minha vida, da qual hoje mais do que
nunca não me arrependo, foi abandonar este cargo.

Não se pode querer ser Dom Quixote, herói ou justiceiro. Dói assistir a morte por falta de recursos. Dói, como mãe de quatro filhos, ver outros filhos de outras mães não serem salvos por falta de condições de trabalho.

Fingir que trabalha, fingir que é médico, estar cara-a-cara com o paciente como representante de um sistema de saúde ridículo, ter a possibilidade de se contaminar e se acostumar com uma pseudo-medicina é doloroso, aviltante e uma enorme frustração.

Aprendi em muitas daquelas noites insones tudo o que sei fazer e gosto muito do que eu faço. Sou médica porque gosto. Sou pediatra por opção e com convicção.

Não me arrependo. Prometi a mim mesma fazer o melhor de mim.

É um deboche numa cidade como o Rio de Janeiro, num estado como o nosso assistir políticos como o senhor discursarem com a cara mais lavada que este é o momento de deixar de lenga-lenga para salvar vidas.

Que vidas, senhor governador ? Nas UPAS? tudo de fachada para engabelar o povão!!!!
Por amor ao povo o senhor trabalharia pelo que o senhor paga ao médico?
Os médicos não criaram os mosquitos. Os hospitais não estão com problema somente agora.
Não faltam especialistas. O que falta é quem queira se sujeitar a triste realidade do médico
da SES para tentar resolver emergencialmente a omissão de anos.

A mídia planta terrorismo no coração das mães que desesperadas correm a qualquer sintoma inespecífico para as urgências...

Não há pediatra neste momento que não esteja sobrecarregado. Mesmo na medicina privada há uma grande dificuldade em administrar uma demanda absurda de atendimentos em clínicas, consultórios ou telefones. Todos em pânico.

E aí vem o senhor com a história do lenga-lenga.

Acorde governador ! Hoje o senhor é poder executivo. Esqueça um pouco das fotos com o presidente e com a mãe do PAC, esqueça a escolha do prefeito, esqueça a carinha de bom moço consternado na televisão.

Faça a mudança. Execute.

"Lenga-lenga" é não mudar os hospitais e os salários.

Quem sabe o senhor poderia trabalhar como voluntário também. Chame a sua família.

Venha sentir o stress de uma mãe, não daquelas de pracinha com babá, que o senhor bem conhece, mas daquelas que nem podem faltar ao trabalho para cuidar de um filho doente. Venha preparado porque as pessoas estão armadas, com pouca tolerância, em pânico.

Quem sabe entra no seu nariz o cheiro do pobre, do povo e o senhor tenta virar o jogo.

A responsabilidade é sua, governador.

Afinal, quem é, ou são, os vagabundos, Governador ?

sábado, 30 de julho de 2011

Chamada Pública para artigos sobre Intolerância Religiosa

O site do Mapa da Intolerância Religiosa está convidando autores para publicarem reflexões sobre intolerância religiosa. Os artigos deverão ter no máximo três laudas e deverão tratar do tema de forma ampla, construindo um olhar amplo sobre esta questão. Também serão aceitas matérias e denúncias desde que estejam documentadas.

@s autores poderão enviar seus artigos a qualquer momento, mas solicitamos que o façam o mais rápido possível, para que tenhamos um banco de artigos para que possamos, semanalmente, ter novidades sobre esta questão.
Se você ainda não conhece, visite aqui o site do Mapa da Intolerância Religiosa :
Mapa da Intolerância Religiosa - Violação ao Direito de Culto no Brasil

Link: http://mapadaintolerancia.com.br/

Sem medo! Diga NÃO ao Assédio!!

Justiça devolve GLP

Recordando a greve de 2009:

O juiz da 2ª Vara Cível de Cabo Frio, Walnio Franco Pacheco, concedeu uma liminar pedida pelo Sepe, que obriga o governo do estado a devolver a GLP da professora Denize Quintal Alvarenga. Ela foi punida pelo diretor do Instituto de Educação Ismar Gomes de Azevedo onde ela trabalha, em Cabo Frio, por realizar a recente greve na rede estadual. O Departamento Jurídico do Sepe entrou na Justiça a partir de uma decisão da assembleia da categoria.



Obrigada aos deputados que falaram em meu nome no dia 14/10.
Tenham a certeza que muito maior que a aula extra perdida era a minha indignação pelos motivos do corte.
Perder as aulas porque fiz greve ou porque esclareci meus alunos os motivos dela, me fez ir até o fim em minha luta por justiça.

O exemplo que estava sendo dado, na minha escola estadual, era de que precisamos nos submeter aos caprichos daqueles que gerenciam as escolas.
Hoje a justiça diz um basta à tirania... dá um basta aos desmandos daqueles que fazem da escola pública algo de sua propriedade.

Agradeço a todos vocês que acreditaram na minha luta e em especial aos colegas professores, ao JURÍDICO DO SEPE , aos Deputados Rodrigo Dantas, Alessandro Molon, Paulo Ramos e Wagner Montes que, nas suas falas, demonstraram o mesmo sentimento de revolta vivido por mim.

A todos vocês, que lutam em defesa do servidor e em especial dos professores tão já sofridos no descaso dos governos meus sinceros agradecimentos.

Foi preciso uma ação judicial. O governo não utilizou sua autoridade para desfazer o autoritarismo, mas que seja assim, afinal ainda podemos contar com outros poderes.

O legislativo fez sua parte, defendo o professor no momento infame do envio do projeto que lei que atacava direitos constituídos e agora o judiciário desfaz a tirania, a perseguição.

Estou de alma lavada. Que esse seja exemplo de que a luta por direitos não pode parar.

Todo o meu desgaste e sofrimento valeram a pena, pois me fizeram acreditar que nenhuma luta é vã, se pautada nos princípios do direito, da justiça e da dignidade.

Que venham outros frutos dessa VITÓRIA!!!
Denize

Não tenha medo das ameaças nas escolas - Diga NÃo ao Assédio Moral!


Na greve de 2009, eu trabalhava em uma escola estadual com alunos e alunas do Curso Normal. Exercia minhas funções no laboratório de informática, como Orientadora Tecnológica e em turma, com aula exta (GLP). Após recesso de julho e duas semanas de aulas suspensas, pela gripe suína, iniciamos greve pelo envio de mensagem do governador em que ameaçava a conquista dos 12% entre níveis com a desculpa da incorporação do Nova Escola.
Aderi ao movimento, que durou cerca de 12 dias. No início da segunda semana, telefonei à escola para confirmar se estava sendo notificada minha opção pela greve em meu ponto (o Estado tem código específico para greve - 61), obtive a informação pela diretora adjunta que sim, estava sendo anotado em meu ponto código 61. Nesse mesmo telefonema foi-me informado que a partir daquela semana meu nome seria retirado das turmas de aula extra. Eu sabia que isso iria acontecer, mas esperava que, terminada a greve, ainda não tivesse sido substituída, coisa que realmente aconteceu. A greve soi suspensa, no dia seguinte ao telefonema. Retornei, normalmente, à escola e para minha surpresa, mesmo sem profissional que me substituísse, fui impedida de entrar em sala. Procurei a direção que me disse claramente que eu não poderia entrar em sala de aula por ter feito greve. Disse-me que por ser professora faltosa não teria mais as aulas extras. A direção considerou-me faltosa pelos dias de greve. Fiquei ainda mais abismada quando me foi dito que recebi código 61 em minha matrícula e código 30 (falta não abonada) nas aulas extras. Ou seja, sou duas pessoas. Faço greve e falto ao trabalho no mesmo momento. Depois dessa atitute arbitrária, procurei a Coordenadoria das Baixadas Litorâneas I, não obtive ajuda, apenas foi-me dito que o diretor cumpria ordens superiores e que era o que tinha que ser feito. Meus alunos e alunas permaneciam sem aulas. A direção me disse que entre ficarem sem aulas e terem aulas comigo, uma professora que faz greve, era preferível ficarem sem aulas. Fui até o Superintendente de Pessoas, no Rio. Já se passava mais de 1 mês do ocorrido. Conseguiram, depois desse tempo, que uma professora substituísse parte das aulas. Nada conseguia reverter a punição injustamente imputada a mim. O departamento jurídico do SEPE iniciou um processo na justiça e foi determinado pelo juiz, através de mandado de segurança que me fosse devolvida minhas aulas. O diretor não acatou o mandado e só depois de liminar, com multa diária, pude ver devolvidas minhas aulas.
Não abaixei a cabeça e não recuei diante das inúmeras situações de constrangimento que passei. Quem trabalha na rede estadual sabe que, os que não são amigos do diretor não conseguem as "benesses" ou "migalhas" oferecidas ao funcionário do estado. Essas benesses vão desde um horário de trabalho privilegiado, a oferta de aulas extras até a benevolência com faltas/atrasos, entre coisas.
A situação vivida foi extramente desgastante. O abalo psicológico foi imenso. O exemplo aos colegas e aos meus alunos e alunas é o de que a luta por meu direito era um caminho espinhoso a ser trilhado. Eu precisava suportar, não sem dor, esse desafio. Consegui resistir até o fim.
A partir do novo ano, retirei-me da escola que escolhi para trabalhar, escola que me formou e que agora me despedia. Não houve outra alternativa.
Agradeço aos que estiveram ao meu lado ajudando a suportar mais de 5 meses de angústia e ao Sindicato pelo apoio jurídico.

Denize Quintal Alvarenga

Clique no link para a cartilha do SEPE contra o Assédio Moral nas Escolas

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CARTA ABERTA AOS DEPUTADOS


SENHORES DEPUTADOS.

EM ÉPOCA DE CAMPANHA ELEITORAL OS SENHORES INVADEM NOSSAS RESIDÊNCIAS PROMETENDO MELHORAR OS SERVIÇOS BÁSICOS PARA A POPULAÇÃO, DENTRE ELAS, A EDUCAÇÃO.

A EDUCAÇÃO DE UM ESTADO É O QUE O DIFERENCIA DOS DEMAIS, ELA É O PILAR DA SOCIEDADE, É A BASE DE SUSTENTAÇÃO DE UMA SOCIEDADE, QUE A QUALIFICA E A DIFERENCIA DAS DEMAIS SOCIEDADES. NÃO HÁ QUALQUER PROFISSÃO OU QUALIFICAÇÃO QUE NÃO PASSE PELO INSTRUMENTO DA EDUCAÇÃO.

VERIFICAMOS QUE EM NOSSO PAÍS HÁ DIVERSOS POSTOS DE TRABALHOS, PORÉM NÃO HÁ MÃO DE OBRA QUALIFICADA, ISTO PORQUE A EDUCAÇÃO VEM SENDO FRAGILIZADA AO LONGO DE DÉCADAS, ATRAVÉS DE POLÍTICAS EDUCACIONAIS QUE VISAM A MERITOCRACIA EM DETRIMENTO DE UMA PEDAGOGIA EFICAZ DISCUTIDA COM OS EDUCADORES E O CONJUNTO DA SOCIEDADE.

NESTE MOMENTO DELICADO, EM QUE OS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO VEM ÀS RUAS, SOLICITAR O APOIO DA SOCIEDADE EM BUSCA DE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE QUE, EVIDENTEMENTE, PASSA PELA VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS, OFERTANTO UM SALÁRIO QUE FAZ JUS A TÃO ELEVADA PROFISSÃO, FICO CURIOSO EM SABER QUAL A RAZÃO QUE LEVA OS SENHORES A NÃO SAIR EM DEFESA DA EDUCAÇÃO DO NOSSO ESTADO, CUJA PAUTA SERVIU DE PLATAFORMA DE SUAS CAMPANHAS?

SERÁ QUE OS SENHORES, ENQUANTO FISCAIS DO POVO, SÃO TÃO ALIENADOS QUE NÃO OBSERVAM O GOVERNO ESTADUAL DESPEJAR MILHÕES DE DINHEIRO PÚBLICO NA MÃO DE EMPREITEIROS E MEGA-EVENTOS, ENQUANTO ALEGA QUE NÃO TEM R$ 190,00 (OU 26%) DE AUMENTO PARA O PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO?

OU SERÁ QUE OS SENHORES TAMBÉM ESTÃO MACOMUNADOS COM TODA ESSA "LAMA" QUE O SR GOVERNADOR REPRESENTA NA ADMINISTRAÇÃO DO BEM PÚBLICO?

É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO QUE OS SENHORES VENHAM A PÚBLICO, POSICIONANDO-SE, CLARAMENTE, DE QUE LADO OS SENHORES ESTÃO. SE AO LADO DE EMPREITEIROS, REPRESENTADOS NA FIGURA DO SR. CAVENDISCH E EIKE BATISTA, OU AO LADO DO POVO QUE O ELEGEU PARA TÃO NOBRE MISSÃO DE FISCALIZAR AS AÇÕES DO EXECUTIVO DO ESTADO.?

SE O PLANO DE METAS DA EDUCAÇÃO É TÃO EFICAZ, COMO DIVULGA O SR. WILSON RISOLIA, PROPONHO QUE OS SENHORES RECEBAM UM SALÁRIO SEMELHANTE AO DO PROFESSOR E SEJAM ABONADOS MEDIANTE A PRODUTIVIDADE DOS SENHORES NA FUNÇÃO QUE O POVO VOS DELEGOU. OS SENHORES TAMBÉM SÃO DIGNOS DE SEREM CONTEMPLADOS POR TÃO "BRILHANTE" IDÉIA.

AGUARDO, ENQUANTO CIDADÃO, A RESPOSTA PÚBLICA DOS SENHORES.!!

EDIR PEREIRA DA SILVA

* DENIZE QUINTAL ALVARENGA

Atenção para ligação de diretores sobre a greve


Os diretores estão ligando para os professores em greve, sob orientação do Risolia, para perguntar se voltaremos a dar aulas. Fui informado : "caso você não volte precisamos tomar atitudes quanto à contratação ou outra medida similar para reposição de aulas".

Resposta: Não voltaremos!!!! A greve continua até sua suspensão em assembléia.

Preparem-se colegas, o governo vem com tudo.

Não enfraqueçam quando receberem o telefonema.

Reafirmem a força da greve!



*post da Comunidade Orkut.

Absurdo!! Tudo orquestrado...Mestrado para diretores


Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública
Parceria com Universidade Federal de Juiz de Fora tem vagas para professores da rede

Estão abertas até o dia 29 de julho, sexta-feira, as inscrições para o processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Avaliação da Educação Pública – MeMestrado para diretoresMestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Parceria com Universidade Federal de Juiz de Fora tem vagas para professores da rede

Estão abertas até o dia 29 de julho, sexta-feira, as inscrições para o processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Gestão e Avaliação da Educação Pública – Mestrado profissional da Universidade Federal de Juiz de Fora em parceria com a Secretaria de Estado de Educação.

Poderão se inscrever para o processo seletivo:

Diretores das 15 diretorias regionais;

Diretores e diretores adjuntos das unidades escolares de Ensino Médio que obtiveram maior índice de adesão na avaliação do Saerjinho em junho de 2011;


Comentários:
**** Diretores e diretores adjuntos das unidades escolares de Ensino Médio que obtiveram maior índice de adesão na avaliação do Saerjinho ?????????

Nem precisa dizer que não passarão por seleção... e tudo PAGO pelo governo do ESTADO!!

E pra professor?

para professor o chicote!

porrada e gás de pimenta !

Congresso deve regulamentar férias de educadores em todo país


A recente atitude do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de fracionar as férias do magistério da rede pública de ensino reabriu um antigo debate sobre a regulamentação do direito de férias dos trabalhadores da educação básica, em especial dos profissionais do magistério. Estes, por sua vez, têm no calendário escolar a base para a organização do vínculo empregatício e, nas especificidades do exercício profissional, a necessidade de diferenciação de direitos trabalhistas e previdenciários, a exemplo da jornada máxima de trabalho de 40 horas semanais e da aposentadoria especial que reduz em cinco anos o tempo de contribuição e idade.

Atualmente, cada sistema de ensino organiza as férias de seus profissionais de acordo com o ano letivo. Porém, muitos insistem em não prever férias de 30 dias consecutivos, acrescido o período de recesso escolar no meio do ano, o que implicaria, no mínimo, em 45 dias efetivos de férias aos/às professores/as que exercem atividades de intenso desgaste físico e psíquico.

Por ocasião da aprovação da Resolução nº 2/1997, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, a qual fixou diretrizes para os planos de cargos, carreiras e salários dos profissionais do ensino fundamental, encontrava-se em debate, no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição que deu origem à EC 20 (reforma da previdência). À época, a CNTE apresentou estudos sobre as doenças relacionadas às atividades de magistério, cujo resultado significou a manutenção de direito à aposentadoria especial a todos os profissionais que lecionam na educação básica, bem como a orientação de férias anuais de no mínimo 45 dias no contexto das diretrizes de carreira.

Infelizmente, por pressão de gestores públicos, a nova resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE/CEB nº 3/2009), que versa sobre as diretrizes de carreira - contrariando orientação da CNTE e da própria relatora no CNE - não manteve a mesma previsão de férias contida na Resolução anterior, embora outros preceitos da recente normativa sejam de extrema importância para garantir as condições apropriadas de trabalho aos profissionais do magistério.

Encontram-se, neste momento, em tramitação no Congresso Nacional, alguns projetos de lei com a finalidade de assegurar as férias mínimas de 45 dias aos docentes - sendo 30 deles consecutivos e antes do início do ano letivo - e 30 dias para os demais trabalhadores da educação básica. A medida alia-se a outras ações (já em curso) que visam equalizar a atividade docente em todo país - desde a formação até a remuneração e a jornada de trabalho. E a CNTE atuará no sentido de fazer aprovar esses projetos, sobretudo em âmbito da LDB e das diretrizes nacionais de carreira para os profissionais da educação (professores e funcionários), como forma de garantir o direito subjetivo de todo cidadão à educação pública de qualidade, bem como a efetiva valorização de seus profissionais.


Comentário: Cobre do deputado / senador em que votastes que defenda o Calendário Escolar Unificado.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Assembleia da Rede Estadual

Panfletagem da Rede Estadual, de hoje, 28/07, na Praça Porto Rocha





Diretor de Escola vira Capacho do governo


O que uma gratificação "pompuda" não faz....

Chegamos ao absurdo de sermos intimidados pelos Diretores das Escolas, nas quais somos lotados, em nossas residências! Hoje, 28/07/2011, a Diretora-Adjunta ....., do Colégio Estadual que ou lotada, está ligando para a residência dos Professores Grevistas para perguntar-lhes se voltarão às aulas no dia 1º de agosto. Argumentando que houve uma reunião na Coordenadoria Metropolitana II, São Gonçalo, a Diretora quer a autorização do Professor Regente de Turma, CONCURSADO,para colocar um professor temporário em seu lugar na segunda-feira.

Onde estamos? Nossa assembléia é dia 03 e os ditadores querem que autorizemos com antecedência a nossa substituição!

Não devemos resposta algumas a esses algozes, que infelizmente esqueceram-se que já foram professores,regentes de turma, um dia!

Por email, Prof. Cristina Rocha Peixoto.

quarta-feira, 27 de julho de 2011


Arte - Profª Graça

Panfletagem da Rede Estadual, amanhã, 28/07, na Praça Porto Rocha


Os profissionais da Educação da Rede Estadual farão amanhã, 28/07, às 10h, panfletagem na Praça Porto Rocha.
Lembramos a tod@s que não estamos de recesso, na rede estadual, ESTAMOS DE GREVE.

Vejam o que diz a coordenadora do SEPE, profª Maria Beatriz Lugão:

"A greve dos professores completa mais de 50 dias. E, hoje, dia 27 os conselheiros do Sindicato se reuniram na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no centro da cidade, para discutir possíveis avanços nas negociações com o governo, e sobre o acampamento montado na Secretaria de Educação do Estado. "Ficamos até o dia 3 de agosto. Não desistiremos até termos o reajuste da categoria",

Vamos tod@s à praça denunciar esse governo que pune professor e despreza a educação desse estado!

Governo ameaça professor com AÇÃO ILEGAL!

Diante da ameaça da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) do Rio de Janeiro de contratar professores temporários para substituir professores concursados grevistas, cabe esclarecer que tal ação é ilegal, logo NÂO pode ser realizada.

Segundo o Artigo do Decreto Nº 42.901 de 28 de março de 2011 (em anexo) a contratação temporária deve ocorrer em consonância com o disposto no Parecer CEE nº 134 de 13/07/2010.

"Art. 1º - Fica a Secretaria de Estado de Educação autorizada a proceder à contratação temporária de até 4.378 (quatro mil trezentos e setenta e oito) Professores para atuação nos anos finais do Ensino Fundamental e/ou Ensino Médio, com formação específica para lecionar as disciplinas do currículo oficial, para regência de turmas no 2º segmento do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Cursos de Educação Profissional de Nível Médio, para o ano letivo de 2011, em consonância com o disposto no Parecer CEE nº 134 de 13/07/2010".

Ao analisar o Histórico do Parecer CEE nº 134 de 13/07/2010 (em anexo), verifica-se que a contratação e o aproveitamento de docentes para ministrarem aulas de disciplinas do currículo da Educação Básica e da Educação Profissional Técnica de Nível Médio deve ocorrer em decorrência do atual déficit verificado, e resultante do não preenchimento de vagas nos sucessivos concursos realizados.

"Por intermédio do Ofício SEEDUC/SUGEN GAB nº 119/2010, de 01 de junho de 2010, encaminhado ao Conselho Estadual de Educação, a ilustre Subsecretária de Gestão da Rede e de Ensino do Estado do Rio de Janeiro, solicita a aprovação deste Colegiado para a contratação e o aproveitamento de docentes para ministrarem aulas de disciplinas do currículo da Educação Básica e da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, em caráter extraordinário, para as disciplinas de Filosofia, Sociologia, Artes, Química, Física, Matemática e Geografia, em decorrência do atual déficit verificado, e resultante do não preenchimento de vagas nos sucessivos concursos realizados, do elevado número de aposentadorias, de licenças e de afastamentos".

Logo, professor temporário não pode substituir professor concursado, exceto se este último não repor as aulas. Trata-se, portanto, de mera ameaça para desmobilizar a categoria que está em greve. Precisamos nos manter firmes.

Atenciosamente,
Por email, Prof. Paulo José Mathias Cabral

Comentário: Prof., não duvide que ele cumpra a ameaça, afinal, no Estado do Rio, a justiça é CABRAL!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sergio Cabral ficará na história como o mais corrupto governador do Estado do Rio de Janeiro.


Sergio Cabral ficará na história como o mais corrupto governador do Estado do Rio de Janeiro.

Carlos Newton

As relações entre o governador Sergio Cabral e o empresário Eike Batista são espantosas e inacreditáveis. Não é apenas por simpatia que o homem mais rico do Brasil faz constantes gentilezas ao governador, emprestando-lhe seu luxuoso jato Legacy e tudo o mais.

Esse procedimento é tão irregular e suspeito que até já faz parte do Código de Conduta Ética recentemente criado pelo governador para que ele próprio possa saber o que é certo e o que é errado. A partir do Código de Conduta Ética, espera-se que as viagens particulares de Cabral passem a ser pagas pelo próprio governador, que é rico e tem condições para tal, embora haja grandes possibilidades de que ele passe a custeá-las através do erário público, por uma questão de interpretação pessoal do Código, ou alguém duvida disso?

Essa ligação direta entre Eike Batista e Sergio Cabral não vem de hoje, é antiga e consistente. O governador jamais a negou. Pelo contrário, sempre se orgulhou dessa sólida amizade, jamais escondeu nada, nem mesmo a viagem conjunta que fizeram à China, para “trazer negócios”.

Em 2 de dezembro de 2009, por exemplo, no almoço de confraternização de fim de ano da Harvard Law School, no Salão da Bolsa de Valores do Rio, lotado, com a presença de grandes personalidades, especialmente empresários, advogados e magistrados, Cabral fez um discurso revelador, que Helio Fernandes reproduziu aqui no blog.

Para espanto da seleta platéia, com predominância de personalidades do mundo jurídico, o governador primeiro deu uma gafe colossal no discurso, ao afirmar: “Minha mulher (na época, Adriana Ancelmo) é a melhor advogada do Brasil”. Não satisfeito, para espanto de todos, acrescentou: “Sou muito amigo de Eike Batista, trabalho com ele e juntos tentamos trazer negócios da China para o Rio de Janeiro. Fui à China com esse objetivo”.

É claro que tudo isso aconteceu antes da criação do Código de Conduta e Ética, adotado oficialmente pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, através de decreto, no último dia 5. O que causa surpresa é que, 16 dias depois de adotado o Código, tenha sido anunciado que o governador Sergio Cabral e o empresário Eike Batista haviam estendido sua parceria para a área esportiva.

O time de vôlei RJX, recém-criado e que terá investimento de R$ 13 milhões do homem mais rico do Brasil, usará as instalações do Maracanãzinho para treinos e jogos. O ginásio está sendo cedido ao time pelo governo do Estado.

Como se sabe, a letra ‘X’ está presente na razão social de todas as empresas de Eike Batista, porque o bilionário acredita que a letra, símbolo da multiplicação, faz os negócios prosperarem. Pena que no Código de Conduta Ética o governador tenha esquecido de acrescentar o ‘X’ preconizado por seu amigo Eike. Se o tivesse feito, quem sabe Cabral não teria multiplicado seu próprio poder de absorver o que significam as normas que estão prescritas no Código de Conduta Ética? Mas parece que ele ainda não leu direito o importante regulamento.

fonte http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=21280

Ao mestre com carinho


Os professores estaduais do Rio são uns chatos de galocha sem chuva. Como se não bastasse a ótima vida de cão vira-lata, vivem em greve por melhores salários. Nunca estão satisfeitos. Agora, por exemplo, cruzaram os braços por considerar uma ninharia o astronômico holerite de R$ 765.

Por meio do Sepe, milionário sindicato dos educadores, a mais privilegiada classe da Suíça sul-americana quer porque quer estragar a pobre festa da mamãe Fifa. Não aceita qualquer possibilidade de isonomia das chuteiras esfarrapadas.

Há razões para o temor. O primeiro passo foi dado com a construção do puxadinho do Maracanã para receber a final da Copa de 2014.

Uma pequena obra que consumirá pouco mais de R$ 1 bilhão. Nada que possa desfalcar um abastecido estojo com borracha meia-boca, lápis pela metade, apontador sem lâmina, régua de 10 cm e toco de giz.

Agora, tem-se conhecimento do segundo dois pra lá, nenhum pra cá. O sorteio das eliminatórias, com bolo de fubá e tubaína, custará a bagatela de R$ 30 milhões – R$ 15 milhões ao governo estadual e R$ 15 milhões da prefeitura.

O folguedo será organizado pela Geo Eventos, empresa das Organizações Globo e do Grupo RBS. Acontecerá no dia 30, na Marina da Glória.

Inconformados com a ascensão das meias furadas, três mil mestres já largaram a rede neste ano. Sabem que, mais dia, menos dia, sofrerão as consequências da política sem nenhuma política dos governantes.

Dúvida pertinente. Quanto custou cada uma das 40 medalhas de ouro do Brasil conquistadas por ‘atletas de aluguel’ nos Jogos Mundiais Militares?

fonte - http://espn.estadao.com.br/joserobertomalia/noticia/204847_A+FESTA+DA+FIFA+R+30+MILHOES+AO+MESTRE+COM+CARINHO+R+765
jose.r.malia@espn.com

O tirano mostra sua face...


Nota do Site da SEEDUC

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro suspendeu a liminar concedida ao Sepe que impedia o corte do pagamento dos dias parados dos grevistas. Com a decisão, o código 61 poderá ser aplicado e feito o desconto referente às faltas. A decisão foi publicada nesta terça-feira (26/07)

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informa que, por decisão própria, resolveu efetuar o pagamento dos dias parados e anotados desde o início do movimento de greve (07/06). Os pagamentos no início de agosto, portanto, ocorrerão normalmente. Dos 51 mil professores regentes de turma, 542 (cerca de 1%) aderiram ao movimento.

Já a partir de 1º agosto, quando as aulas recomeçarem, o servidor que estiver em greve terá a falta descontada diretamente. As aulas perdidas terão que ser repostas. Em não havendo a reposição, de acordo com calendário estipulado pela Secretaria, o servidor terá o desconto também retroativo.

Até o fim desta semana a Seeduc divulgará calendário de reposição de aulas, que deverá ocorrer até o dia 15 de setembro. O cronograma de reposição será acompanhado pelas Diretorias Regionais Pedagógicas, pelos Inspetores Escolares e pelos IGTs (Integrantes do Grupo de Trabalho) nas unidades escolares.

- É de fundamental importância que os alunos não tenham qualquer tipo de prejuízo - afirmou o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia.

A Seeduc ressalta, ainda, que tem, à disposição, 2.100 contratos temporários autorizados para professores a partir de 1º de agosto. Esses docentes poderão ser contratados no caso de haver necessidade de reposição de aulas.

http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=554564

Fábula da GREVE


Os bois e o leão

Três bois sempre dividiam tudo entre si. Um leão, querendo comê-los, não o conseguia por causa de sua união. Desuniu-os, então, com palavras enganosas e os apartou uns dos outros. E, ao encontrar cada um deles separadamente, os devorou.

Esopo

Por email, prof. Candido

Informe do Sepe sobre a audiência com o presidente do TJ

A coordenação geral do Sepe e dois advogados do sindicato estiveram hoje reunidos com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos. O objetivo da reunião era saber qual a decisão do presidente a respeito da suspensão da liminar do Sepe - ver nota anterior deste site. O desembargador confirmou que havia acolhido a solicitação do governo de suspender a liminar.

Os coordenadores e advogados do sindicato ponderaram com o desembargador os inconvenientes desta decisão, que ameaça o ano letivo estadual de 2011. O desembargador respondeu que poderíamos recorrer da decisão. Ele também afirmou que tentará intermediar as negociações do Sepe com o governo.

Governo do Estado publica boletim de Transparência....


Transparência fiscal - SEFAZ
Saiu o boletim do 1º bimestre de 2011. Na página 32 é a despesa com Educação é irrisória com relação a outras secretarias.

O gasto proporcional comparativo com o 1º bimestre de 2010 com o mesmo periodo em 2011 em comunicações e desporto e lazer que não são essenciais é muito maior que o gasto com a Educação.

A Educação tem uma participação das despesas do governo em apenas 11%. Verifiquem a despesa com "Encargos especiais".

Leiam: http://www.fazenda.rj.gov.br/portal/instituicao/transparencia.portal

Pelo menos cumprem o que determina a lei.

Já aqui em Cabo Frio, se o cidadão quiser saber das contas públicas que se dirija ao balcão da secretaria de fazenda e procure por lá, quem sabe consegue ler alguma coisa....

"É parte do Estado Democrático de Direito a obrigação do administrador público prestar contas à sociedade, demonstrando a adequabilidade da aplicação dos recursos às demandas econômicas e sociais."

Parabéns, Grevistas Guerreiros!


Hoje, greve dos profissionais de educação da rede estadual do Rio de Janeiro, completa 50 dias. É um momento histórico, motivo de orgulho e satisfação, pois demonstra a união, a força e a garra da categoria, por isso temos a obrigação moral de continuarmos lutando, pois há muito tempo o estado do Rio de Janeiro não via uma demonstração de força e coragem da categoria dessa magnitude.

Fiquem atentos, pois o Estado está no limite e vai fazer de tudo para derrubar o nosso movimento, mas não se preocupem com as manobras palacianas, o objetivo delas é aterrorizar e nos desmobilizar, pois o desespero é grande diante da nossa coragem e determinação. Não interpretem erroneamente estas ações, porque elas são um sinal da nossa força e significam a impotência do poder público diante do nosso movimento.

Está em curso mais uma maquiavélica manobra, ontem o Estado entrou com um recurso para decretar a ilegalidade da greve e anular o impedimento do corte de ponto, entretanto não temam, mesmo que a justiça venha a considerar a nossa greve ilegal e autorize o corte de ponto, na prática ele não poderá ser aplicado, pois se o fizer não haverá reposição desses 50 dias de paralisação e o ano letivo estará perdido, entretanto o governo estadual não pode deixar isso acontecer, pois cabe ao Estado garantir os 200 dias letivos determinados pela LDB. Ou seja, regionalmente pode ser legal, mas no âmbito federal é ilegal e consequentemente a Constituição nos protege, deixando o poder estadual de mãos atadas.

Atenção, pois essa é uma manobra clássica de prefeitos e governadores diante de greves de funcionários da educação, mas até hoje todos os que a utilizaram tiveram que retroceder e anular o corte em função da sua ilegalidade, isso só funciona para intimidar, não se esqueçam que somos a única categoria profissional que repõem os dias parados.
Se houver o corte de ponto e consequentemente a não reposição das aulas, a responsabilidade será do Estado, e esse é um custo político que nenhum governador pode bancar. A nossa situação particular têm mais um elemento que torna impraticável a concretização de uma ação desse tipo, o Plano de Metas. Carro chefe do atual governo na área de educação, esse projeto foi apresentado à sociedade fluminense como a salvação da educação estadual lastreado na promessa da melhoria no IDEB, logo se o ano letivo for perdido, ficará patente para a população que o governo fracassou e isso é algo que por força dos interesses políticos que estão em jogo, não pode acontecer de jeito nenhum.

O que está em jogo, e realmente tem o poder de afetar os poderosos, é o marketing pessoal e o futuro político de todos os envolvidos na administração pública estadual nesse momento. Nenhum pai e nenhuma mãe jamais vão esquecer que o filho foi reprovado pelo governador X e consequentemente o voto, que é o que importa para esses senhores, não virá. Logo o corte de ponto é mais um blefe do poder público.


Temos que nos manter firmes e ignorar o terrorismo, pois toda essa pressão é uma demonstração do desespero de quem está acuado. A nossa luta está tendo sucesso e as nossas posições estão consolidadas, só depende de nós mantermos a mobilização por mais um tempo para assegurarmos a vitória final, por isso tenham coragem e resistam às pressões.

O terceiro bimestre está para começar, e esse é um momento vital para o governo, se a greve se manter por mais 15 dias e não houver negociações o ano letivo estará perdido e o Plano de Metas, em função do esquema de avaliações do "Saerjinho" vai desabar, por isso a pressão será total, pois agora é tudo ou nada para o Estado.

Vamos nos manter firmes porque a vitória está a um passo, não deixe que o medo e a insegurança nos levem à derrota, não deixem que as emoções atrapalhem a análise dos fatos, na greve é preciso agir friamente e ser racional.

Se analisarmos as medidas tomadas pela Seeduc, veremos que as mesmas são estratégias de intimidação e demonstram o desespero que se instalou no bunker da Rua da Ajuda, literalmente em estado de sítio pelo nosso acampamento. Abaixo listamos algumas das manobras que foram tentadas e que corroboram a tese de que estamos realmente em vantagem:

Demora nas negociações: esse recurso é uma tentativa do governo demonstrar força e tentar vencer pelo cansaço, fica cozinhando a categoria em fogo brando, adiando e protelando as decisões, o objetivo e desmobilizar os grevistas, entretanto não estamos caindo nessa armadilha, pois a nossa greve já está com 50 dias e se preciso for estamos dispostos a mantê-la até 2014! O que é lógico, se o governo pode parcelar um direito- o Nova Escola - até lá, nós também temos o direito de voltar a trabalhar só quando recebermos o que de direito.

Desqualificação do inimigo: a tese de que apenas 2% da categoria aderiu à greve, já notaram que à medida que o movimento ganha força, o governo progressivamente vai diminuindo o percentual? Agora estão dizendo que apenas 542 docentes (não eram 2%?), o que é risível e a população deve estar convencida que o secretário e o seu staff precisam urgentemente de aulas de reforço de matemática e de uma consulta ao oftalmologista, pois o que a mídia, mesmo contra a vontade, tem demonstrado é que as passeatas, atos e assembleias desmentem cabalmente os números apresentados pela Seeduc.

Satanização do inimigo: tentativa de colocar a população contra os professores alegando que os alunos estão sendo prejudicados pela greve, mais um tiro que saiu pela culatra, pois a população e os alunos sabem que não depende de nós o fim da greve, é o governador que se recusa a atender as nossas reivindicações e mostra para todos o quanto se preocupa com a educação dos filhos e filhas das camadas mais pobres da população.

Assédio moral: diretores e diretoras movidos a polpudas gratificações, são colocados no papel de capitães do mato para coagir os docentes através de ameaças infundadas através de e-mails e telefonemas, tudo isso foi por água abaixo, pois estão lidando com indivíduos que têm conhecimentos e sabem muito bem, ao contrário dos paus-mandados que executam essas ordens, que todos essas ameaças não têm fundamento legal. Guardem os e-mails e se for possível gravem as ameaças verbais, sem esquecer naturalmente de avisar que estão fazendo a gravação (gravem essa parte), pois assim após a greve há a possibilidade de se fazer uma tempestade de processos por assédio e ensinar a esses "colegas" a respeitarem os profissionais que temporariamente eles estão dirigindo.

Terrorismo: ameaças de corte de ponto e também através de press realese (matéria paga distribuída aos jornais); exibição dos contra-cheques com descontos, contratação de professores temporários, entrada com recurso para determinar a ilegalidade da greve e garantir o corte do ponto, etc.


Vamos nos manter firmes até a conquista das nossas reivindicações, não caminhamos tanto para desistir agora, temos que mostrar para a população a nossa indignação a nossa fibra e a nossa coragem, pois se desistirmos agora, estaremos dando à população motivos para nos desprezar e desrespeitar, pois covardes e desertores não merecem consideração. Se a ameaça do corte de ponto se concretizar e for noticiada pela mídia, seremos vistos pela população como vítimas, e com isso só teremos lucros, pois será mais uma demonstração de covardia e autoritarismo do poder público e a população, depois dessa onda de escândalos, já começa a demonstrar a sua insatisfação com a atual administração e não tenham dúvidas que rapidamente o corte será retirado.

Lembrem-se do exemplo, recente, dos Bombeiros, todas as bravatas caíram por terra, a anistia e o perdão foram concedidos, o que era algo bem mais difícil do um corte de ponto do magistério, pois no caso dos bombeiros havia respaldo legal para essa ação do governo, já no nosso caso, o corte do ponto não poderá ser sustentado, pois é de responsabilidade do Estado garantir os 200 dias letivos, pois se não o fizer estará desrespeitando a Constituição.


União, Força e Coragem! Unidos Venceremos!

Corajosamente, Blog SOS Educação Pública

Deu no Blog do Prof. Doc


Participação dos professores(Doc, Fábio, Denize e Babade) da rede municipal de Cabo Frio no programa da Iva Maria, na rádio 104 Fm tratando das questões relativas ao plano municipal de educação(não cumprimento das metas). O programa foi "curto" pra quantidade de assuntos relativos a educação em nosso município e em nossa região. Ainda assim foi possível discutir a escola em tempo integral(promessa de campanha do prefeito MM), a sede alugada da secretaria de educação de Cabo Frio, a nomeação de conselheiros para acompanhamento das verbas do Fundeb e merenda escolar, o descaso dos vereadores (e políticos em geral) com as causas da educação.
Falamos um pouco da greve na rede estadual, mas precisamos de mais espaço na mídia para uma discussão mais abrangente. Valeu, Iva!

fonte: Blog do Prof. Doc



Comentário: Infelizmente são inúmeras as denúncias sobre os governos e o trato com a escola pública. Uma das questões colocada no debate foi sobre a terceirização, que tanto mal faz à educação. Os governos utilizam-se desse expediente para desviar o dinheiro público e é criminoso o que fazem com a verba.

A gente tenta, numa luta desigual, denunciar essa práticas, mas essa luta é um trabalho árduo, penoso e, por vezes, desestimulante, diante do profissionalismo daqueles que estão no poder. Mas, vamos em frente, não desistiremos pois é exatamente com isso que ele contam, com nosso medo ou desânimo.

E ainda abrem a boca para falar de Educação...

Vejam que pérola a avaliação do candidato do governo,na entrevista ao Blog Cartão Vermelho, sobre a educação em Cabo Frio:

"Na Educação, os investimentos são visíveis tanto no aspecto humano tecnológico, quanto físico com a construção das novas escolas."

Aspecto humano tecnológico??? Ah??

Construção de novas escolas?? Podemos perguntar, por exemplo, sobre a promessa de campanha e compromisso assumido com a comunidade do C.M. Rui Barbosa? Não, né?

Melhor deixar pra lá...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

Todo apoio à luta dos professores de Sta Catarina e de todo o Brasil!!!

Aqui no RJ, assim como em SC e em todos os cantos de nosso Brasil, políticos vassalos do grande capital não escondem mais o que são: atravessadores do dinheiro público em benefício do interesse privado.

Leiam também sobre a greve em MG...Atentem para o modus operandi do governador tucano...

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/luana-diana-dos-santos-pela-nossa-dignidade-permanecemos-em-greve.html

Do Blog Vi o Mundo

quinta-feira, 14 de julho de 2011
Avante professores, de pé!

http://eteia.blogspot.com/2011/07/avante-professores-de-pe_14.html

A cena apareceu, épica. Uma mulher, já de certa idade, rosto vincado, roupas simples, acocorada num cando da Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Chorava. As lágrimas correndo soltas pela cara vermelha e inchada. Num átimo, a câmera captou seu olhar. Era de uma tristeza profunda, infinita, um desespero, uma desesperança, um vazio. Ali, na casa do povo, a professora compreendia que o que menos vale é a vontade das gentes. Acabava de passar no legislativo estadual o projeto do governador Raimundo Colombo, que vai contra todas as propostas defendidas pelos trabalhadores ao longo de dois meses de uma greve fortíssima. Um ato de força. A deputada Angela Albino chorava junto com os professores, os demais sete deputados que votaram contra – a favor dos trabalhadores - estavam consternados e, até certo ponto envergonhados por seus colegas. Mas, esses, os demais, os 28 que votaram com o governo, não se escondiam. Sob os holofotes das câmeras davam entrevistas, caras lavadas, dizendo que haviam feito o que era certo. Puro cinismo.

Na verdade o que aconteceu na Assembléia Legislativa foi o que sempre acontece quando a truculência do poder se faz soberana. Atropelando todos os ritos da democracia, o projeto do governador sequer passou por comissões, foi direto à plenário. Foi um massacre. Porque é assim que é o legislativo nos países capitalistas, ditos “países livres e democráticos“. Os que lá estão não representam o povo, representam interesses de pequenos grupos, muito poderosos. São eleitos com o dinheiro destes grupos. Aquela multidão que esperava ali fora – mais de três mil professores – não era nada para os 28 deputados bem vestidos que ganham mais de 20 mil por mês. Valor bem acima do que o piso que os professores tantos lutam para ter, 1.800 reais. E estes senhores tampouco estão se lixando para os professores estaduais porque certamente educam seus filhos em escolas particulares. Vitória, bradavam.

Mas os nobres parlamentares não ficaram contentes com isso. Ao verem os professores querendo se expressar, mandaram chamar a polícia de choque. E lá vieram os homens de preto com suas máscaras de gás, escudos e armas. Carga pesada para confrontar aqueles que educam seus filhos. Triste cena de trabalhador contra trabalhador, enquanto os representantes da elite se refestelavam no ar condicionado. Por isso o olhar de desepero da professora, lá no canto, acocorada, quase perdida de si mesma.

Ao vê-la assim, tão fragilizada na dor, assomou de imediato em mim a lembrança da primeira professora, a mulher que mudou a minha vida. Foi ela quem me levou para a escola e abriu diante de mim o maravilhoso mundo do saber. Seu nome era Maria Helena. Naqueles dias de um longínquo 1965, ela era uma garota linda que morava do lado da nossa casa em São Borja (RS). Normalista das boas, ela não ensinava nas escolas privadas da cidade. Seu projeto de vida se constituiu ensinando nas escolas da periferia, com as crianças mais empobrecidas.

Por morar ao lado da minha casa ela percebeu que eu, aos cinco anos de idade, já sabia ler e escrever. Então, insistiu com minha mãe para que eu fosse para a escola, porque ela acreditava firmemente que ali, naquele ambiente, era onde se formavam as cabeças pensantes, onde se descortinava o mundo. Imagino que ela fosse até meio freiriana (adepta de Paulo Freire), por conta do seu modo de ensinar. Minha mãe relutou um pouco. A escola ficava longe, no bairro do Passo, e eu era tão pequena. Mas Maria Helena insistiu e venceu a batalha.

Assim, todas as tardes, mesmo nos mais aterradores dias do inverno gaucho eu saia de casa, de mãos dadas com a minha professora Maria Helena e íamos pegar o ônibus para o Passo. Numa cidade pequena como São Borja, só os bem pobres andavam de ônibus e assim também já fui tomando contato com o povo trabalhador que ia fazer sua lida no bairro de maior efervescência na cidade. O Passo era onde estava a beira do rio Uruguai, onde ficava a balsa para a travessia para a Argentina, os armazéns que vendiam toda a sorte de produtos, as prostitutas, os mendigos, os pescadores, os garotos sem famílias, as lavadeiras, enfim, uma multidão, entre trabalhadores e desvalidos. O Passo era um universo popular.

Maria Helena não me ensinou só a escrever, ela me ensinou a ler o mundo, observando a realidade empobrecida do bairro, a luta cotidiana dos trabalhadores, as dificuldades do povo mais simples. E mais, mostrou que ser professora era coisa muito maior do que estar ali a traçar letrinhas. Era compromisso, dedicação, fortaleza, luta. Conhecia cada aluno pelo nome e se algum faltava ela ia até sua casa saber o que acontecia. Sabia dos seus sonhos, dos seus medos e nunca faltava um sorriso, um afago, o aperto forte de mão. Com essa mulher aprendi tanto sobre a vida, sobre as contradições de um sistema que massacra alguns para que poucos tenham riquezas. E aqueles caminhos de ônibus até o Passo me fizeram a mulher que sou.

É esse direito que eu queria que cada criança pudesse ter: a possibilidade de passar por uma professora ou um professor que seja mais do que um “funcionário“, mas uma criatura comprometida, guerreira, capaz de ensinar muito mais do que o be-a-bá. Um criatura bem paga, respeitada, amada e fundamental.

Mas os tempos mudaram, os professores são mal pagos, desrespeitados, vilipendiados, impedidos de conhecer seus alunos, obrigados a atuar em duas ou três escolas para manterem suas próprias famílias. Não podem comprar livros, nem ir ao cinema ou ao teatro. São peças do sistema que oprime e espreme.

Os professores de 2011, em Santa Catarina, são acossados pela tropa de choque, porque simplesmente querem o direito de ver respeitada a lei. O governador que não a cumpre descansa no palácio, protegido. Mas aqueles homens e mulheres valentes, que decidiram lutar pelo que lhes é direito, enfrentaram os escudos da PM, o descaso, a covardia, a insensatez. E ao fazê-lo, estabelecem uma nova pedagogia (paidós = criança, agogé =condução).

Não sei o que vai ser. Se a greve acaba ou se continua. Na verdade, não importa. O que vale é que esses professores já ensinaram um linda lição. Que um valente não se achica, não se entrega, não se acovarda. Que quando a luta é justa, vale ser travada. Que se paga o preço pelo que é direito.

Tenho certeza que, aconteça o que acontecer, quando esses professores voltarem à sala de aula, chegarão de cabeça erguida e alma em paz. Porque fizeram o que precisava ser feito. Terão cada um deles essa firmeza, tal qual a minha primeira professora, a Maria Helena, que mesmo nos mais duros anos da ditadura militar, seguiu fazendo o que acreditava, contra todos os riscos. Oferecendo, na possibilidade do saber, um mundo grandioso para o futuro dos seus pequenos. Não é coisa fácil, mas esses, de hoje, encontrarão o caminho.

Parabéns, professores catarinenses. Vocês são gigantes!

Manifestação Sepe reúne cerca de 300 pessoas no Leblon



POR PRISCILLA COSTA

Rio - Os professores do Estado fizeram, na manhã deste domingo, uma manifestação atípica. Levaram para a Avenida Delfim Moreira, no Leblon, Zona Sul do Rio, seus contracheques, numa forma de reivindicação de aumento em seus salários.

Ampliados em cartazes, os documentos foram enterrados na areia da praia. A concentração promovida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (Sepe) reuniu aproximadamente 300 pessoas, entre professores, estudantes e moradores do bairro. Muitos deles, segundo Leila da Silva Xavier, uma das coordenadoras do Sepe, se empolgaram e tomaram a palavra ao microfone várias vezes durante o manifesto.

"Muitos moradores tem seus filhos matriculados em escolas particulares e nem sabem do descaso que sofremos. A maioria ficou bem indignada com os valores que nós recebemos", relatou Leila, que liderou os manifestantes, que estavam todos vestindo camisetas pretas, para simbolizar o luto dos educadores pela a falta de uma contraproposta por parte do Governo do Estado, pelo reajuste salarial.

A greve dos professores completa hoje 49 dias. E no próximo dia 27 os conselheiros do Sindicato se reunem na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no centro da cidade, para discutir possíveis avanços nas negociações com o governo, e sobre o acampamento montado na Secretaria de Educação do Estado. "Ficamos até o dia 3 de agosto. Não desistiremos até termos o reajuste da categoria", disse Maria Beatriz Lugão.

Notícias da luta em Belford Roxo

Segue abaixo informe sobre o Mandado de Segurança conforme deliberação da Plenária de concursados realizada dia 18/06. No total até o momento já encaminhamos 04 MS. Por favor qualquer dúvida entre em contato.

Saudações Sindicais.

Na data de hoje (19/07) dei entrada em mais dois mandados de segurança sobre a questão concurso do magistério de Belford Roxo. Assim como nos dois anteriores, figuram como requerentes nestes novos MS candidatos classificados DENTRO do número de vagas pevisto no edital. No mandado que recebeu o nº 0017167-21.2011.8.19.0008 , TODAS concorrentes ao
cargo de Professor II. No outro mandado, cujo nº é 0017170-73.2011.8.19.0008 -. Estes dois mandados caíram na 3ª Vara Cível do Fórum de Belford Roxo e o andamento pode ser acompanhado no site do Tribunal de Justiça que é www.tjrj.jus.br.

Em relação aos dois primeiros mandados de segurança que eu já havia dado entrada, informo que ainda estão no Ministéro Público para que este órgão emita seu parecer. Só então o processo retornará ao juiz para que este ou decida de uma vez ou, então, intime a SEMED para
prestar esclarecimentos antes de emitir a sentença.

Reitero que estou acompanhando de perto os andamentos de todos os MS e que a qualquer momento teremos um pronunciamento da Justiça já que, como destaquei na plenária do dia 18.06, o mandado de segurança é um tipo de processo que costuma ser rápido.

Quanto à Ação Civil Pública (aquele primeiro processo mais abrangente que eu fiz) a procuradoria do município de Belford Roxo já apresentou suas alegações e o processo está no MP desde o dia 15.07 para que este opine também sobre o caso.

Qualquer dúvida ou esclarecimento maior disponha!
Leonardo Nicolau - Advogado - SEPE

SEPE/RJ - Núcleo Belford Roxo
Pça Getúlio Vargas, 112 - Ap 201 - Centro - Belford Roxo.
(21) 3759-8101

Aposentados da Educação em luta pedem ajuda

Nós, servidores aposentados da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e ligados aos grupos da 3ª idade, vimos respeitosamente solicitar a intercessão desse órgão de comunicação, em nossa defesa junto ao Governador Sérgio Cabral.

O Governador sempre se destacou como defensor da 3ª idade. No Senado teve destacada atuação, junto com o senador Paulo Paim, na aprovação do Estatuto do Idoso.. O motivo de nosso pedido é que ganhamos, após 14 anos, o direito de recebemos uma gratificação paga aos ativos.

O montante que cada aposentado deve receber, segundo decisão da Justiça, é de R$5.400,00, mas o Diretor do Rioprevidencia, órgão estadual responsável pelo pagamento dos aposentados, disse: “quem quiser receber de imediato só receberá R$1.640,00 e deverá renunciar a medida judicial”. Isto é veladamente uma chantagem com os aposentados, alegando implicitamente que, se insistirem receber com correção, o pagamento será protelado e muitos morrerão sem receber, como já aconteceu com alguns, no decorrer desses quatorze anos, que já faleceram. É triste depois de dedicarmos parte de nossas vidas ao serviço público, sermos obrigados a passar por este constrangimento.

Como nossa categoria está em greve, não estamos tendo acesso ao Governador Sergio Cabral, pois acreditamos que devido ao seu passado sempre defendendo a 3ª idade, não irá abonar a conduta da Diretoria do Rioprevidencia e mandará pagar aos aposentados o correto, mesmo que
seja em 5 parcelas..

Será justo o Estado do Rio de Janeiro gastar tanto para participar de uma Copa do Mundo de Futebol e deixar seus aposentados morrem por falta de recursos?

Agradecemos a colaboração.

Osmir Pereira, membro representante: do Grupo Renascer da 3ª Idade da Paróquia de Sant’Ana, Campo Grande, Secretaria de Aposentados do Sindicato dos Profissionais da Educação. (SEPE) e
Comissão de Aposentados do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro-SINPRO-RIO - Estrada Roberto Burle Marx 7880 - Barra de Guaratiba-Rio de Janeiro-RJ

sábado, 23 de julho de 2011

Pelo twitter GovRJ

Governo do Rio

On Saturday 23rd July 2011, @GovRJ said:

CONTRACHEQUE - #Seeduc esclarece que os contracheques consultados na internet e que aparecem com os dias descontados em função do movimento de greve foram fechados antes da decisão judicial que impediu tal ação. No início de agosto, os servidores receberão seus vencimentos normalmente, sem os descontos. Os contracheques consultados na internet pelos grevistas este mês, portanto, devem ser desconsiderados.

De acordo com a decisão judicial referente ao corte do ponto dos grevistas, os professores que aderiram ao movimento (cerca de 2% dos 51 mil docentes regentes de turma) terão que repor as aulas perdidas. Em caso de não reposição, aí sim, os dias parados serão descontados.


Comentários: Era só uma torturazinha...tá explicado!

Jornal O Dia - Coluna do Servidor 23/07/2011




Não é SUSTO, é técnica de TORTURA mesmo! Governador ODEIA professor!

MADRUGADA DE CHUVA NÃO ABALA ACAMPAGREVE


Na madrugada de sexta para sabádo choveu muito, mas as equipes de segurança, limpeza, habitação deram um jeito protegendo todo o acampamento. Eles usaram um sistema de escoamento para que a água escoasse e não empossasse em cima das lonas. Algumas barracas tiveram problema devido a água acumulada no chão, mas estamos firmes e fortes no acampamento de greve.

Postado por Fernando Pinheiro, Blog ACAMPAGREVE

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cadeia para Cabral!


Cadeia para quem descumpre lei!
Mesmo com liminar impedindo corte do ponto Cabral ri da justiça e faz o que quer!

Pensa que nós recuaremos? NENHUM PASSO DAREMOS ATRÁS!

Pode tentar nos matar de fome, mas já estamos bem acostumados a salário de fome, meu caro.

Tenho nojo desse governo que pensa que pode tudo!

Profª Denize

Decisão Judicial é Clara
“Assim sendo pelas motivações acima expositadas, e, ainda, tendo como presentes os requisitos essenciais à sua concessão, defiro a tutela antecipada reivindicada exordialmente pela parte autora (Sepe), para determinar a parte ré (Governo do Estado) de se obstar a efetivar o desconto dos vencimentos dos servidores, a título de “falta”, pelos dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve (...) Os valores, por ventura, indevidamente descontados, devem ser pagos mediante folha de pagamento suplementar, ficando, ainda, vedada qualquer anotação em folha funcional, em virtude de tal paralisação. Intime-se a parte Ré para ciência e cumprimento desta decisão e cite-se o mesmo, com as observações legais. (...)”

Da dificuldade de construir uma Escola Democrática - Conselho Escolar


Vamos terminar o mandato dos diretores eleitos em 2009 e não vimos instalados e FUNCIONANDO os Conselhos Escolares nas escolas da rede municipal de ensino, em Cabo Frio.

Alguns vão dizer que os conselhos existem, mas Conselhos Escolares “de fachada” passam longe do que realmente seja um Conselho Escolar. Este, ainda, NÃO existe!

A Lei Municipal Nº2233/09 determina a gestão partilhada com a equipe escolhida pela Comunidade Escolar. E essa gestão deveria ser avaliada no final de cada ano. Que ano? 2030??

Em Cabo Frio, mais uma vez, a lei não é para ser cumprida. É, apenas, para ficar “bonita na foto”. E como tem diretor/governante que gosta de posar para belas fotos!

Seria cômica essa situação se não soubéssemos exatamente o porquê da morosidade ou falta de incentivos para a participação da Comunidade nos diferentes instrumentos de gestão e fiscalização.

Os diretores não querem, o governo não quer e, até, alguns professores não querem. Afinal, participar dá trabalho, requer tempo, discussão e isso tudo cansa...

A determinação pela gestão democrática não é apenas municipal. A LDB estabelece a criação de conselhos escolares – que têm papel importante para a gestão democrática e o monitoramento/transparência das políticas/incentimentos educacionais.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), entre as atribuições dos conselheiros de cada unidade de ensino estão gerir a escola, definir e fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à escola e discutir o projeto pedagógico com a direção e os professores.

A composição é variável, mas para assegurar uma gestão democrática, o MEC recomenda que seja levada em conta a representação de todos os segmentos envolvidos com o ambiente escolar: professores, funcionários, pais, alunos, diretores e a comunidade local, de forma PARITÁRIA.

No Colégio Municipal Rui Barbosa, foi eleito e tomou posse o Conselho Escolar no dia 03 de abril deste ano. A primeira reunião, a "duras penas", só conseguiu acontecer no final de maio.

Os Conselheiros foram convocados por convite e com grande pompa. Estava lotada! Um excelente começo, participativo e esclarecedor. Depois, a coisa foi piorando...

O diretor nunca mais participou, deixando para sua adjunta o “penoso” dever de reunir os representantes da comunidade escolar.

Fosse só isso seria ótimo! Mas, além de não participar, desmarcou (arbitrariamente) duas reuniões decididas pelo coletivo em reunião ordinária.

A última reunião, no dia 15/07, sexta-feira, a escola encontrava-se fechada!

É... nada fácil essa tal democracia. A possibilidade da divisão do poder assusta aos que não são afeitos à participação popular.

Mas nós vamos continuar firmes na esperança de ver acontecer, ao menos, em nossa unidade escolar um espaço para a construção de uma escola democrática.

"ESCLARECIMENTOS À POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO


Sou professor da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) do Rio de Janeiro, possuo duas matrículas como Docente I e gostaria de tornar público o que a população desconhece em relação à carreira do magistério, pois o Estado utiliza a máxima do “faça agora, mas receba depois”.


Quando um professor consegue a aprovação no concurso para o magistério estadual, toma posse e começa a trabalhar, mas só recebe o salário a que faz jus após 3 meses de serviço. Segundo minha Coordenadoria Regional, essa demora é comum no primeiro pagamento do Estado, mas, decorrido tal período, o pagamento passa a ser efetuado em dia. Esta informação não é veiculada nos meios de comunicação, pois, do contrário, quem se interessará em realizar concurso público para trabalhar sob tais condições? Quem se sentirá motivado pelo magistério sabendo que, além dos baixos vencimentos, não poderá dispor dos salários para seu sustento durante três meses? Como pagará suas contas: telefone, luz, água, impostos e demais gastos? A SEEDUC informará isso aos interessados em concorrer a uma das 3.500 vagas do novo concurso para o magistério? Quero acreditar que, em um governo democrático que "defende" a transparência das suas ações, isso ocorrerá. Em todo caso, estaremos de olho.


Quanto ao enquadramento por formação (para quem possui Pós-Graduação Lato Sensu), que incorpora mais 12% ao salário, só pode ser solicitado após o Estágio Probatório, que é de 3 anos para cada matrícula que o docente possuir. O mesmo se aplica ao Adicional de Qualificação, que acrescenta mais R$ 210,00 (Mestrado) ou R$ 420,00 (Doutorado). Contudo, não basta completar o tempo do Estágio Probatório para desfrutar de tais benefícios, é preciso requerê-los mediante autuação de processo administrativo na Coordenadoria Regional de sua lotação e ter paciência, pois a concessão dos mesmos demora (vide o caso dos milhares de professores que esperam há muitos anos).

O atual secretário de Estado de Educação fala em meritocracia e valorização do professor, mas, na prática, não é isso que acontece com o profissional da educação no início de carreira. Ele condiciona o bônus (de até 3 salários a ser pago em março de 2012) ao cumprimento de todas as metas estabelecidas para 2011. Gostaria de fazer uma sugestão ao Sr. Wilson Risolia: por que o senhor não concede também o referido bônus aos profissionais de educação que obtiveram os melhores resultados nos concursos públicos para o magistério estadual realizados pela SEEDUC? Como estes profissionais já foram avaliados e demonstraram que estão bem preparados para o exercício da sua função, parece-me justo tal reconhecimento.


Por último, façamos uma reflexão: 3 meses sem receber o primeiro salário, 3 anos de Estágio Probatório para pleitear enquadramento e adicionais para a 1ª matrícula (3 anos mais para a 2ª), bônus de até 3 salários para pagar no ano seguinte... Enfim, é ou não a prática do “faça agora, mas receba depois”?

Recebido por email

PME agora é um LIVRINHO!


A secretaria de Educação de Cabo Frio deu resposta as nossas inúmeras denúncias de que o Plano Municipal de Educação está entregue às moscas: editou um livrinho!!

O problema é que eles não leem o bendito! Caso se dessem ao trabalho da leitura saberiam que a formação do Comitê de Acompanhamento não poderia sair de uma reunião fechada.

Mais uma vez refrescamos a leitura a tod@s:

" LEI N° 2.250, DE 11/12/2009.

META 1
Divulgar o Plano Municipal de Educação (PME) junto aos órgãos representativos do Município e junto às Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino.
OBJETIVO : Fazer conhecer, pela comunidade, o Plano Municipal de Educação.
AÇÕES
1. Publicar o PME.
2. Encaminhar aos órgãos de divulgação e representativos do Município e às Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino.
PRAZO : Segundo semestre de 2009.

META 2
Criar Comitê de Acompanhamento do Plano Municipal de Educação.
OBJETIVO : Verificar e acompanhar a execução do PME e alertar para os possíveis desvios da execução.
AÇÕES
1. Editar ato do Executivo criando o Comitê e definindo suas competências.
2. Compor o Comitê de Acompanhamento do Plano, com integrantes da Secretaria Municipal de Educação (SEME), representantes dos segmentos (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, EJA) do Conselho Municipal de Educação (CME) e de setores e/ou órgãos representativos da comunidade.
3. Nomear os integrantes do Comitê, eleitos em Assembléias dos respectivos segmentos.
PRAZO : Até 6 (seis) meses a partir da aprovação do Plano."



Aqui é assim: é para fazer lei? Moleza! A Câmara não se dá ao trabalho de discutir, apenas APROVAR.

O problema é quando a sociedade sai do lugar de acomodação e questiona.... exemplo é o Estacionamento.

Façamos o mesmo com as leis que dizem respeito à Educação.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Modelo para SP, bônus para docente em NY é cancelado

Uma das inspirações para a rede de ensino paulista e de outros Estados, o programa de Nova York de pagamento de bônus por desempenho a professores será cancelado. A informação é da reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

De acordo com o texto, a decisão foi anunciada nesta semana, após estudo indicar que escolas participantes não tiveram desempenhos superiores às que ficaram fora. A pesquisa analisou os dados dos colégios desde o início do projeto (2007-2008)http://www.blogger.com/img/blank.gif.

O estudo em Nova York aponta que o sistema não mudou as práticas docentes. Uma das conclusões é que o professor que recebe bônus entende que apenas foi recompensado pelo esforço que sempre teve --e não que tenha buscado melhorar.

Neste ano, a rede paulista pagou bônus a servidores de 70% dos seus colégios, num gasto de R$ 340 milhões. A Secretaria da Educação de SP afirmou, em nota, que estuda aperfeiçoar seu sistema, que poderá considerar o esforço de cada escola e aspectos socioeconômicos.

Fonte: Folha.com

Resposta do Sepe ao Jornal O Dia


Na edicão de hoje (dia 20/7) do Jornal O Dia, no Coluna intitulada "Estação Carioca", que teve por título a seguinte frase: "O fim dos professores", o articulista Fernando Molica faz uma crítica aos governantes e, também, aos sindicatos que representam os profissionais de educação, afirmando que eles "parece que fizeram uma espécie de pacto com o inconfessável objetivo de acbaar com os professores" (sic). Seguindo uma linha de pensamento que coloca o grave problema da falta de professores em matérias como Física, Química e Matemática nas escolas como decorrente da expansão da rede pública - o que é um erro, já que a rede estadual tem diminuído de tamanho desde o final da década de 90 (de cerca de 1,5 milhão de matrículas anuais para as atuais 1,2 milhão de matriculas) - ele começa criticando os governos "que se lixaram para o ensino público" e que este descaso teria se refletido no aviltamento dos salários do magistério.

Depois, o articulista se volta contra os sindicatos, criticando a insistência "na rotina de greves e se fecham na lógica corporativa" (sic). Também diz que as entidades correm de "propostas de avaliação assim como secretários de Fazenda ou de Planjamento fogem de percentuais mais razo´veis de reajuste" (sic).

O propósito de tal artigo não é outro senão o de fazer um comentário,primeiramente, sobre o panorama nacional, onde diversas redes públicas de ensino se encontram mobilizadas e lutando por reajustes salarias, salários mais dignos e valorização do setor educacional. Por conta desta mobilização, temos diversas redes nos principais estados do país que estão realizando ou realizaram greves recentemente. Em segundo lugar e particularmente, fazer uma crítica à rede estadual do Rio de Janeiro, que se encontra paralisada há mais de um mês, numa das maiores mobilizações da categoria dos últimos anos, depois de anos tentando fazer com que o governador Sérgio Cabral cumprisse as suas promessas da campanha eleitoral retrasada (2006!) de valorizar a educação. Isto mostra a força da nossa mobilização, que o governo estadual tenta de todas as maneiras mascarar com a divulgação de dados falsos sobre o índice de paralisação das escolas e outras medidas de contra-informação para tentar abalar a força da greve da rede estadual. A imprensa acaba seguindo a lógica do governo e reproduz o discurso deste contra o direito à greve da categoria e em defesa da meritocracia.

Desde o dia 15 de julho, a mídia tem feito denúncias acusando o Sepe de ter incitado os alunos das escolas estaduais a promoverem um boicote do Saerjinho, avaliação que integra o Plano de Metas do secretário Risolia, qu tem como um dos seus principais eixos a meritocracia e a lógica produtivista na educação estadual. O Sepe reafirma não ser contra qualquer avaliaçãoo diagnóstica que tenha por objetivo identificar problemas no processo ensino aprendizagem para melhorar a qualidade da educação. Somos contra, sim, a utlização de avaliações externas, como o Saerj, utilizadas para "premiar ou punir" professores e funcionários de acordo com o resultado das provas, estabelecendo uma lógica de remuneração variável.

O problema é que o Saerjinho é uma valiação classificatória que pretende estabelecer salários diferentes de acordo com aprodutividade de cada escola. O governo do estado, ao implementar este sistema de metas, parece ignorar que tal sistema já deu errado em vários lugares, como Chile, EUA, Sâo Paulo, por exemplo. E já deu errado aqui no Rio também com o Programa Nova Escola, que foi um tremendo fracasso.

Não boicotamos o Saerj para impedir um diagnóstico, pois nós profissionais de educação fazemos isso o tempo todo. Boicotamos o Saerj porque nã podemos aceitar que a educação pública seja encarada como uma mercadoria vendida a preços diferetnes dependendo das condições do "negócio". Educação de qualidade é direito de todos e dever do Estado.

Fonte: SEPE

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do Amigo na luta por uma Educação Pública de Qualidade



Nessa quarta (20.07) às 7h da manhã teve início panfletagem e pedido de assinatura do nosso abaixo-assinado. Como hoje é o dia do amigo foi distribuído corações vermelhos para sensibilizar e agradecer o apoio da população.
.
Até o final da tarde foram distribuídos mais de 5 mil corações e coletado a mesma quantidade de assinaturas.

Blog: ACAMPA Greve dos Professores RJ

Tudo farsa no Governo Cabral!


O auxílio formação/auxílio qualificação, popularmente batizado de "cartão cultura", é mais um exemplo do caráter injusto do sistema de meritocracia, recentemente implantado pela Seeduc.

Esse sistema, além de injusto é um instrumento de divisão da categoria, pois poucos ganham e muitos perdem. Todos os funcionários que atuam em educação necessitam de qualificação permanente, independente do fato de estarem em sala de aula ou não. É contraditório que a maior parte dos funcionários foram excluídos do auxílio qualificação, pois a coordenação pedagógica, a direção, os inspetores, os funcionários da secretária, as merendeiras e os encarregados de serviços gerais também precisam se qualificar, pois todos direta ou indiretamente, atuam como educadores. Muitos que ficaram sem receber esse auxílio, legalmente têm direito ao mesmo.

É muito importante para a categoria o conhecimento da legislação que regulamenta a nossa profissão. A defesa dos nossos direitos só pode ser feita se tivermos conhecimentos dos mesmos. Recomendamos a todos, que sempre leiam os decretos e as resoluções e se possível guardem uma cópia, pois o desconhecimento é terreno fértil para as injustiças.

As leis são uma garantia dos nossos direitos e muitas vezes os poderosos tentam ignorar-las, cabe a nós lembrarmos da sua existência e fazer recorrer à justiça para nos protegermos.

Recebemos e estamos publicando um parecer jurídico, elaborado pela advogada Drª Leila Leiva, baseado no estudo da resolução Seeduc nº 3761/2007, sobre a situação dos docentes que atuam nos DTE e PTE e não receberam o cartão cultura.


De acordo com o artigo 5º, da Resolução SEEDUC nº 3761/2007, TODOS (as) professores que atuam nos DTE e PTE na função de Multiplicador de Tecnologia da Informação e Comunicação e na função de Dinamizador de Tecnologia da Informação e Comunicação, serão considerados em função de REGÊNCIA.

O artigo 1º, da Resolução que regulamenta o Auxílio Formação prevê a concessão do auxílio formação aos professores ocupantes de cargo efetivo do Quadro da Secretaria de Estado de Educação, que se encontrem em efetiva regência de turma e lotados em unidades escolares da SEEDUC.

Assim, TODOS OS PROFESSORES que atuam nos DTE e PTE na função de Multiplicador de Tecnologia da Informação e Comunicação e na função de Dinamizador ou Orientador de Tecnologia da Informação e Comunicação, e que são considerados em função de REGÊNCIA, possuem sim o direito de receber o auxílio formação, caso contrário haverá violação do preceito constitucional da igualdade, o que gera um vício de legalidade. Com toda certeza juridicamente o professor que ingressar passará a receber o auxílio. Porém, ressaltando que se encontrem nos requisitos do artigo 5º, da Resolução SEEDUC nº 3761/07.

Leila Leiva
Advogada
Telefones:
(021) 2576-6915 (021) 9494-3391 (021) 9589-7787
E-mail: leila_leiva@yahoo.com.br

fonte: SOS Educação Pública

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mestrado em educação - UERJ - D. de Caxias


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO, CULTURA E
COMUNICAÇÃO EM PERIFERIAS URBANAS TURMA 2012 MESTRADO ACADÊMICO

http://www.febf.uerj.br/Edital_Mestrado_2012.pdf

Inscrições: 18/07/2011 a 31/08/201

Programa de Pós-Graduação em Educação lança Edital 2012 para Mestrado


O Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu), do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), acaba de lançar edital do processo seletivo para Mestrado em Educação, com oferta de até 50 vagas, distribuídas pelas três linhas de pesquisa: “Práticas educativas, linguagens e tecnologia” (até 31 vagas), “Subjetividade, cultura e história da educação” (até nove vagas), e “Políticas em Educação” (até 10 vagas).

As inscrições devem ser feitas entre os dias 15 e 26 de agosto, no Protocolo do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH), no número 458 da Av. Pasteur, na Urca, das 10 às 12h e das 14 às 19h. Candidatos que não puderem comparecer podem fazer a inscrição via Sedex, em correspondência enviada para a Secretaria da Pós-Graduação em Educação do Centro de Ciências Humanas e Sociais, Av. Pasteur, 458, Urca, Rio de Janeiro-RJ, CEP 22.290-240.

A seleção terá cinco etapas: análise de documentos e homologação das inscrições; avaliação do pré-projeto; prova escrita; prova oral; e a fase não-eliminatória de prova de língua estrangeira e de língua portuguesa para estrangeiros. A divulgação da classificação final (pré-recursos) ocorrerá no dia 30 de novembro de 2011.

Acesse o edital e Outras orientações e informações sobre as etapas de seleção no site http://www.educacao.unirio.br.

Nota do Sepe em relação ao aumento da carga horária anunciado pelo secretário Risolia


Infelizmente, mesmo depois de duas mesas de negociação e muita insistência de nossa parte, o secretário Estadual de Educação, Wilson Risolia, anunciou na imprensa o seu projeto de “melhoria” salarial. Prática autoritária que impede o diálogo e coloca os negociadores do governo em posição difícil, já que há menos de uma semana afirmavam não ser possível apresentar este proposta agora anunciada na imprensa. Tal projeto necessita de uma avaliação criteriosa.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que trata-se de uma ampliação da carga horária para 30 horas e não de aumento do salário pago aos profissionais da educação. O valor da hora-aula continua o mesmo (R$ 11,61), sem qualquer valorização salarial. Apenas a título de comparação, um professor na mesma situação na rede municipal do Rio receberá R$ 1.287,00 por 16 horas. Ou seja, no município do Rio, o professor pode trabalhar menos e ganhar mais.

Em segundo lugar, as dúvidas:

1) Como fica a situação do professor que já está na rede e optar pela nova carga horária? O tempo de serviço para progressão na carreira será contabilizado?

2) Os triênios serão contabilizados normalmente sobre os novos salários-base?

3) A paridade com integralidade está mantida?

4) O adicional de qualificação e o auxílio transporte aumentarão proporcionalmente à carga horária?

5) O governo vai aproveitar para cumprir a legislação federal que estabelece 1/3 da carga horária para planejamento?

É preciso esclarecer que, do ponto de vista salarial, não há qualquer valorização na proposta do governo. E os ganhos do ponto de vista funcional dependerão das respostas dadas às perguntas acima. Infelizmente, o secretário Risolia prefere ignorar os representantes da categoria, o que só acirra os ânimos e prejudica a educação pública estadual. Numa situação de diálogo efetivo, tais dúvidas poderiam ter sido sanadas rapidamente.

Por fim, é preciso lembrar que qualquer retirada de direitos será respondida com a ampliação e o aprofundamento da luta. Conclamamos, mais uma, vez o governo a sentar à mesa de negociação para apresentar uma proposta concreta de reajuste salarial, único caminho para reconhecermos o valor que as funções de professor e funcionário tem para a sociedade.

Terceirizados administrativos na rede estadual custam ao Estado quase o triplo do que é pago aos concursados

Ainda na edição desta terça-feira, o Globo e o Extra denunciam que os 13 mil funcionários administrativos terceirizados que trabalham na rede estadual custam o equivalente a R$ 1,3 mil, cada um. Ou seja, o Estado paga quase o triplo para as empresas responsáveis pela terceirização de serventes, merendeiras, inspetores e porteiros, do que recebem os funcionários concursados da rede estadual, R$ 435.

O presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alerj, deputado Comte Bittencourt dise vai entrar com uma representação no Ministério Público Estadual contra o estado pela falta de concursos públicos para os trablahadors de apoio. Na mesma matéria, o Sepe reafirmou a posição do sindicato de que todas as contratações para a rede estadual sejam feitas por meio de concurso público.

fonte - SEPE Regional 4

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Professores do Rio em greve aumentam pressão política contra Cabral

Rio de Janeiro – A uma semana de completar dois meses de duração, a greve dos professores e funcionários da rede pública de educação no Rio de Janeiro parece não ter hora para acabar. Sem apresentar uma proposta concreta de reajuste salarial, o governo estadual viu a categoria decidir pela continuidade da paralisação na assembléia realizada na sexta-feira (15), apesar de ter se comprometido a enviar à Assembleia Legislativa (Alerj) um plano com as propostas para atender às reivindicações do movimento. Enquanto isso, cerca de 60 professores passaram o último fim de semana acampados em frente à Secretaria Estadual de Educação, no Centro do Rio.

Em rota de colisão com o governo estadual desde a parcialmente vitoriosa greve realizada em 2009, quando obteve conquistas como a inclusão dos professores de 40 horas no Plano de Carreira da categoria e a incorporação da gratificação do projeto Nova Escola aos salários, os servidores estaduais da educação vivem um momento de radicalização contra as políticas do governador Sérgio Cabral (PMDB).

"Quando assumiu o governo, Cabral se comprometeu a fazer uma série de mudanças", lembra Cláudio Monteiro, coordenador-geral do Sindicato Estadual dos Professores de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ). "Essas promessas, no entanto, começaram a não ser cumpridas já no primeiro mandato", critica.

Apesar das conquistas da greve de 2009, a categoria não conseguiu um reajuste salarial real. "Nos empurraram goela abaixo o parcelamento do Nova Escola até 2015. Mas, na visão do Sepe, uma coisa é a incorporação da gratificação e outra coisa é o reajuste salarial real. O governo dizia que não iria misturar as duas coisas, mas, na prática, foi isso que se deu", conta Monteiro.

Agora, os professores prometem não recuar se não houver uma proposta concreta de reajuste. "Desde fevereiro entramos num processo de realização de assembleias e mobilização da categoria ao mesmo tempo em que cobrávamos do governo uma proposta de reajuste. Sempre tivemos no horizonte a incorporação das parcelas do Nova Escola de uma só vez, até mesmo porque em 2015 não será mais o governo Cabral. Quando entramos em greve, em junho, não havia sequer uma proposta de reajuste prevista pelo governo para 2011, além da incorporação da parcela anual do Nova Escola", diz o sindicalista.

Baseado em estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que apontam o achatamento salarial dos profissionais da educação e também o aumento da arrecadação do estado, o Sepe quer do governo do Rio um "aumento emergencial" de 26%. "O próprio governador, quando assumiu, reconheceu que a categoria tinha uma perda salarial acumulada de 60%. Só que, em seu primeiro mandato, ele deu 8% num ano e 4% no outro. No terceiro ano, aconteceu a greve que incorporou o Nova Escola", lembra Monteiro, ressaltando a luta para descongelar o Plano de Carreira dos funcionários não-docentes da rede pública estadual.

Entre os compromissos assumidos durante as negociações com o Sepe na semana passada, o governo propôs antecipar aos professores a parcela anual do Nova Escola relativa a 2012 e, no caso dos funcionários, antecipar todas as parcelas previstas até 2015. "No entanto, o achatamento salarial do setor no Rio é tão grande que, mesmo com todas as parcelas sendo antecipadas, os vencimentos da maioria dos funcionários não chegarão ao valor equivalente a um salário mínimo nacional", afirma Monteiro.
Categoria se cansou

Representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) no Rio de Janeiro, Marco Túlio Paolino analisa os motivos que levaram a uma maior radicalização do movimento dos professores após cinco anos de governo Cabral. "A categoria foi se cansando de ver o governador passar uma imagem de quem se preocupa e dá prioridade à educação, inclusive tomando uma série de medidas ligadas à questão tecnológica."

Embora seja apresentado um discurso de valorização dos profissionais da educação, na prática, os novos recursos tecnológicos acabaram por ampliar o esforço dos profissionais. "Houve uma sobrecarga de trabalho durante o governo Cabral e também uma tomada de consciência por parte dos professores de que essa sobrecarga não vinha acompanhada da devida valorização profissional", pondera.

Outro "ponto enganoso" da propaganda do governo estadual, segundo o representante da CNTE, é a valorização de uma suposta unidade de ação com o governo federal: "Existe, na verdade, uma disparidade muito grande entre o que é feito em nível federal e aquilo que está sendo implantado no Rio de Janeiro. Em primeiro lugar, o governo federal vem tendo toda uma postura de valorização dos profissionais da educação quando aprova políticas como o piso salarial nacional, cria o Fundeb (Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e dobra o número de escolas técnicas federais no pais inteiro", diz Paolino.

No Rio, segundo o sindicalista, acontece o contrário. "Nós temos uma insatisfação salarial muito grande por parte dos profissionais da educação e também não estamos vendo os recursos do Fundeb chegarem efetivamente à escola nem servir à valorização profissional. O governo Cabral está ameaçando fechar 22 escolas noturnas, indo na contramão do que o governo federal está fazendo", diz Paolino. Ele lembra que, neste ano, serão inauguradas no Rio três novas unidades do tradicional colégio federal Pedro II.
Ascensão

Na avaliação da CNTE, após a marcante mobilização dos bombeiros por melhores condições de trabalho e salários, agora é a vez de os professores serem a locomotiva de um período de ascensão na luta dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro. “Podemos entrar em um novo ciclo para tornar mais agudas as lutas dos servidores. Nós da educação estamos apostando nisso", avalia Paolino.

Ele considera que a insatisfação dos funcionários públicos foi, em um primeiro momento, comandada pelos bombeiros e pela área de segurança em geral. Agora, seria a vez da educação. "Acredito que o próximo passo, e a expectativa é essa, será o setor de saúde entrar nesse movimento, fechando o tripé das grandes categorias do serviço público estadual", diz Paolino.

Cláudio Monteiro concorda que a mobilização dos bombeiros preparou o terreno para uma greve mais forte dos professores. "Fatalmente, nós faríamos o movimento, mas, sem sombra de dúvida, a mobilização dos bombeiros nos deu um gás a mais pahttp://www.blogger.com/img/blank.gifra encarar essa luta", afirma. "O que falta é chamar outros setores dos servidores do estado, como os policiais ou a Saúde, que, assim como os profissionais da educação, não ganharam reajuste durante este governo. Por isso o momento seria propício para mobilizar todo o funcionalismo estadual”, diz.

Por enquanto, a paralisação dos profissionais da educação no Rio continua, reforçada após a decisão da Justiça que considerou o movimento legal e determinou que o governo não pode descontar dos trabalhadores os dias parados. A próxima assembleia da categoria, que agora se encontra em recesso escolar, acontecerá somente em 3 de agosto.

Até lá, o acampamento dos professores e a vigília em frente a Secretaria de Educação promete se tornar um novo point da cidade. No domingo (17), foi realizada no local uma festa junina, com atividades para as crianças, atividades de arte e até mesmo a apresentação de um grupo de forró: “Estamos mantendo isso aqui como o quartel-general da greve”, resume Monteiro.

fonte: Brasil Atual