Na Luta pela Escola Pública

Este blog pretende criar um espaço para informações e discussões sobre Escola Pública na Região dos Lagos, com destaque para o município de Cabo Frio.

O nome “Pó de Giz” é tomado, por empréstimo, do antigo time de futebol dos professores do Colégio Municipal Rui Barbosa. Um colégio reconhecido por sua luta pela educação pública de qualidade. Um lugar onde fervilha a discussão educacional, política e social. Colégio que contribui de maneira significativa na formação de seus alunos, lugar onde se trabalha com o sentido do coletivo.

O " Pó de Giz" é uma singela homenagem a essa escola que tem um "pequeno" espaço educacional, mas corajoso e enorme lugar de formação cidadã.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Novo Site da Luta em Defesa da Escola Pública


Visitem o Site : SOS Educação RJ

Mais um instrumento em Defesa da escola Pública do Estado do RJ.

Chicote Oficial!

Agora é oficial o "chicote". Vejam o D.O. de 30 de agosto pag, 21, entre outras coisa, o saerjinho vira um dos instrumentos de avaliação obrigatório!!!!

Acabou a suposta autonomia pedagógica.!!!!!

Nas redes e nas ruas vamos parar Cabral!

Chega de opressão, vamos até o "patrão"!

Oportunidade de Estudo

PUC, UNIRIO e UFF já fecharam....



A quem interessar, há esses editais abertos:

Programa de Pós Graduação em Educação, Culturas e Pariferias urbanas-FEBEF(UERJ Caxias)

Propd- Programa de Mestrado e Doutorado em Educação-(UERJ- Maracanã)


Programa de Mestrado e Doutorado em Educação-(UFRJ- Praia Vermelha)

Programa de Pós Graduação em Políticas Públicas e formação humana.(UERJ- Maracanã)

Como as coisas funcionam...


CHAMADA!


Boletim do SEPE com os Votos contra e a favor dos profissionais da Educação


Clique aqui

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A GENTE SE ACOSTUMA


Marina Colassanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.


* Texto resgatado do mundo das letras por meu amigo e prof. Jorge (por email)

10h17: Cabral sanciona 5% e antecipação do Nova Escola, mas veta abono, 1/3 de planejamento e enquadramento por formação de funcionários


O governador Sergio Cabral sancionou boa parte do Projeto de Lei 677 aprovado dia 11 de agosto pelos deputados estaduais em negociação com o Sepe. O PL agora passa a ser a Lei nº 6.026. Cabral aprovou o reajuste de 5% para os professores (setembro como mês de referência); a antecipação de parcelas da gratificação “Nova Escola” (julho de 2012 para julho de 2011; julho de 2013 para julho de 2012; e julho de 2014 e 2015 para julho de 2013); o reajuste de 14,6% para o animador cultural; e o descongelamento da quase totalidade do Plano de Carreira dos funcionários (lei nº 1.348).

No entanto, ele vetou os parágrafos 1º e 2º do Artigo 1º, que trata do abono dos dias parados. Vetou também os parágrafos 1º e 2º do Artigo 3º - o primeiro parágrafo garante na carga horária do professor 2/3 em sala de aula e 1/3 de planejamento; e o segundo parágrafo garante o enquadramento por formação para o funcionário administrativo, como rege a Lei 1.348 (Plano de Carreira do funcionário da Educação).

O Sepe protesta veementemente contra os vetos do governador, tendo em vista que as emendas reprovadas foram acordadas com o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, com o líder do governo naquela casa, deputado André Correa, e com os próprios secretários de Educação e o de Planejamento, Wilson Risolia e Sergio Ruy, respectivamente.

O Sepe continuará o trabalho de convencimento dos deputados da importância da educação pública de qualidade e para que estes vetos do governador Cabral sejam derrubados pela Alerj – a lei, agora, volta para a Alerj para que os vetos sejam debatidos pelos parlamentares. Afinal, não faz sentido, a nosso ver, que um projeto de lei tão duramente negociado entre os deputados, secretários e o sindicato sofra cortes exatamente nas emendas onde houve acordo entre estas partes.

Em relação à questão jurídica, informamos que a liminar do Sepe que impede o desconto ainda não teve seu mérito discutido pelo Tribunal, o que poderá ocorrer a qualquer momento. Por fim, lembramos que a rede se encontra em "estado de greve", aguardando a total sanção do projeto aprovado em 11 de agosto pela Aerj; o sindicato também convoca os profissionais das escolas que estejam sofrendo retaliações por causa da greve que compareçam ao ato público hoje, às 10h, em frente à Seeduc.

fonte: SEPE

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Você não pode faltar!



















Seu sindicato precisa de sua participação.

Chame tod@s os profissionais de sua escola e venha decidir

os rumos de nossa luta e de nosso sindicato!

Notícias da Assembleia em 27/08



Continuação em Estado de Greve;

Próxima Assembléia dia 24/09

Conselho 24/09 pela manhã.

1/09 ato na abertura da Bienal

30/08 10h Concentração na Seeduc para resolução das denúncias com relação assédio moral no pós-greve.

DECISÕES DO CONSELHO

Produzir uma revista do sepe contra a meritocracia.

Confecção de cartilhas contando a história do sepe.

Campanha de filiação.

Produção de um gibi apresentando as críticas ao SAERJ para se distribuída aos alunos.

fotos: Prof. Anderson
Informes: Prof. Fernando

Sepe cobra diariamente a sanção da Lei nº 677 – informação é que o governador assinará na segunda-feira

O governador Sergio Cabral ainda não sancionou a Lei nº 677, que concede um reajuste salarial para os profissionais de educação estaduais de 5%, o descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos, a antecipação de uma parcela do Nova Escola, entre outras concessões. A diretoria do Sepe cobra diariamente das lideranças do governo estadual na Assembleia Legislativa (Alerj) e do próprio deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da Alerj, a sanção da lei, aprovada dia 11 de agosto pelos deputados. Hoje, o presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt (PPS), informou ao Sepe que o governador assinará na segunda-feira, dia 29 – a informação foi passada ao deputado pelo próprio Paulo Melo.

A lei foi publicada no D.O. no dia 12 e republicada dia 15, pois originalmente continha erros nas tabelas salariais. O governo tem 15 dias para sancionar a lei, o que significa que o prazo para a sanção, se contado a partir da republicação, se esgota no início da semana que vem.

Como conseqüência da demora na sanção da lei, os salários a serem pagos no início de setembro (referentes a agosto) ainda virão sem os reajustes aprovados pela Alerj. Assim que sancionada, o governo deverá pagar as diferenças salariais ou em folha suplementar ou no próximo salário, em setembro – com retroatividade a julho, referente à incorporação do Nova Escola para professores e funcionários.

Fonte: SEPE

Sepe cobra diariamente a sanção da Lei nº 677 – informação é que o governador assinará na segunda-feira

O governador Sergio Cabral ainda não sancionou a Lei nº 677, que concede um reajuste salarial para os profissionais de educação estaduais de 5%, o descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos, a antecipação de uma parcela do Nova Escola, entre outras concessões. A diretoria do Sepe cobra diariamente das lideranças do governo estadual na Assembleia Legislativa (Alerj) e do próprio deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da Alerj, a sanção da lei, aprovada dia 11 de agosto pelos deputados. Hoje, o presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt (PPS), informou ao Sepe que o governador assinará na segunda-feira, dia 29 – a informação foi passada ao deputado pelo próprio Paulo Melo.

A lei foi publicada no D.O. no dia 12 e republicada dia 15, pois originalmente continha erros nas tabelas salariais. O governo tem 15 dias para sancionar a lei, o que significa que o prazo para a sanção, se contado a partir da republicação, se esgota no início da semana que vem.

Como conseqüência da demora na sanção da lei, os salários a serem pagos no início de setembro (referentes a agosto) ainda virão sem os reajustes aprovados pela Alerj. Assim que sancionada, o governo deverá pagar as diferenças salariais ou em folha suplementar ou no próximo salário, em setembro – com retroatividade a julho, referente à incorporação do Nova Escola para professores e funcionários.

Amanhã, dia 27, os profissionais de educação do estado realizam assembleia na ACM (Lapa), às 14h.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sepe se reuniu com a Comissão de Educação da Alerj


Sepe se reuniu com a Comissão de Educação da Alerj e cobrou a assinatura pelo governador do decreto nº 677

A direção do Sepe esteve hoje (dia 24) à tarde reunida com o deputado estadual Comte Bitencourt (PPS), presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (Alerj). Na reunião, que também contou com a participação do deputado Robson Leite (PT), a direção do sindicato cobrou dos deputados a sanção por parte do governador Sergio Cabral do Decreto Lei nº 677, aprovado dia 11 de agosto, e que concedeu reajuste de 5% para os profissionais de educação do estado, além da antecipação do pagamento da gratificação Nova Escola e do descongelamento do Plano de Carreira para os funcionários administrativos das escolas, entre outras.

Os diretores do Sepe alertaram o deputado Comte que a demora na sanção por Sergio Cabral, que está viajando na Europa e o vice Pezão se encontra à frente do governo, vem trazendo enorme insegurança à categoria. Este sentimento foi reforçado esta semana por causa dos descontos dos dias parados na greve registrados nos contracheques virtuais (acessados no site da Secretaria de Planejamento) dos salários a serem pagos em setembro - o que seria irregular, já que o decreto também abonou os dias parados. Em relação a este desconto, a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) informou ao Sepe hoje pela manhã que ocorreu um erro no sistema, mas que os contracheques seriam corrigidos.

Mesmo com a ressalva por parte do governo que ocorreu um erro no sistema, a direção do sindicato reforçou aos deputados que a demora na sanção da lei não é boa para a comunidade escolar, já que as escolas se encontram em plena negociação com a Seeduc para a reposição das aulas. A direção também informou aos deputados que no sábado ocorrerá uma assembleia da rede estadual. A assembleia irá discutir a situação e que, caso o decreto não seja sancionado, a categoria poderá votar pela não reposição das aulas.

Por fim, o Sepe critica a nota de esclarecimento divulgada no site da Seeduc hoje à tarde que não trata da verdade dos fatos em relação às decisões da Alerj e da própria Justiça, já que o desembargador Fábio Dutra negou o “agravo de instrumento” feito pelo estado para derrubar a liminar ganha pelo Sepe que impede o desconto dos dias de greve. Ou seja, a liminar do Sepe continua valendo e o estado não pode descontar os dias parados pela greve. De qualquer maneira, em sua nota, a Seeduc informa que os salários “estarão sendo pagos corretamente no segundo dia útil de setembro” e que os contracheques foram corrigidos.

fonte: SEPE

Circo!



Fonte: Blog SOS Educação Pública

Se o Cabral não assinar a GREVE vai voltar!


O governador do Rio, Sérgio do Mal, foi passear em Madri e Paris - com o dinheiro público para assistir um torneio de judô e ver o Papa - e não assinou a lei que garante os ganhos (5% + uma parcela da nova escola) dos profissionais da educação, bem como o abono dos dias parados.

O contracheque deste mês já saiu com os descontos dos dias parados! O acordo foi o seguinte: O governo paga e nós professores repomos as aulas. Mas, com o gov. Cabral, nada é o combinado... Se não pagar os dias parados não haverá reposição das aulas...Se não sancionar o projeto aprovado na Alerj voltaremos com a GREVE!
Cabral, seja homem pelo menos uma vez na vida, cumpra o que foi acordado!

fonte: Blog Prof. Doc

Dificuldade de governar


Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairia das minas
Se o chanceler não fosse tão inteligente. Sem o ministro da Propaganda
Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida. Sem o ministro da Guerra
Nunca mais haveria guerra. E atrever-se ia a nascer o sol
Sem a autorização do Führer?
Não é nada provável e se o fosse
Ele nasceria por certo fora do lugar.

E também difícil, ao que nos é dito,
Dirigir uma fábrica. Sem o patrão
As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.
Se algures fizessem um arado
Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

Bertold Brecht.

Contracheque do ESTADO!


O Governo do Estado é incompetente, doido ou mau caráter mesmo?

Professor 16h descrito como professor 40h, mas vencimento de 16h, descontos de greve mesmo depois de abono aprovado na ALERJ pela base do governo, GLP maior que o vencimento, RIOPREVIDÊNCIA menor que mês passado.

É tanta maluquice que só mesmo o GOVERNO do ESTADO DO RIO poderia estar à frente do comando.

Enquanto isso, companheiros, NÃO FAÇAM reposição!

Reflexões sobre a GREVE - RJ 2011

Participar de uma greve que durou 66 dias é uma experiência única e que deve ser vivida por todos, pelo menos uma vez na vida. É cansativa, é estressante e nem sempre se consegue ver todas as reivindicações atendidas, mas é um aprendizado enriquecedor, uma oportunidade de vivenciar a união, a solidariedade e a força que propocionada pela união. É uma pena que a sociedade não tenha consciência dessa força e também não é mera coincidência a campanha do sistema para evitar, a todo custo, essa descoberta.

O que me leva a ser uma grevista? É a consciência que tenho de que somos uma espécie coletiva. Nós humanos não somos ilhas isoladas, como tenta o sistema nos fazer crer. Toda a natureza é um sistema coletivo, a força e o equilíbrio estão na a união e a debilidade e o desequilíbrio é provocado pelo isolamento. Antes de continuar a leitura, pare e analise a imagem que ilustra esse post! Entendeu?

A união é a chave para a sobrevivência e esta é uma lei imutável da criação, somente o ser humano, iludido pelo egoísmo insiste em ignorar essa lei, pagando com o sofrimento e a miséria a sua teimosia. Observe que a maioria dos animais vive em bandos porque é ali que está a segurança, a força e a chave da sobrevivência. Um animal sob a proteção do bando não é uma presa fácil, a primeira ação do predador e separá-lo do bando para poder dominá-lo, caso contrário não terá êxito. Sem o bando, as aves migratórias jamais conseguiriam fazer as viagens transcontinentais, pois uma ave sozinha não tema forças para quebrar a resistência do vento por muito tempo, e só o revezamento as permitem voar do Alasca até a Patagônia e retornar à origem todos os anos. Uma abelha sozinha, não consegue colher o pólen e transformá-lo em mel, mas várias abelhas trabalhando em conjunto conseguem realizar essa tarefa. Uma árvore isolada não resiste à tempestade, entretanto para uma floresta a tempestade se transforma em alimento fortalecendo-a e revitalizando. Os exemplos, dados pela natureza são inúmeros e também a história dos seres humanos está cheia de exemplos que provam que a união gera a força e garante a sobrevivência da espécie.

Hoje, não temos mais que enfrentar tigres-dente-de-sabre ou correr em grupo atrás da caça para nos alimentar, mas continuamos ameaçados por grupos de nossa própria espécie cegos pela ambição, pela ganância e pela manutenção do poder, e como as feras do passado ameaçam a nossa sobrevivência, por isso a união continua sendo uma necessidade .

A subversão da lei da união esteve presente em falas correntes muito usadas pelos não-grevistas: “só paro se a maioria parar”, e também por grevistas decepcionados: "eu parei, mas pouco vai adiantar porque os outros continuam nas salas". Taticamente não-grevistas e grevistas, reconhecem a força da união, entretanto ambos estão equivocados em suas colocações por não terem compreendido que o coletivo é uma construção que depende da vontade individual de se unir, caso contrário ele não será formado. O coletivo surge a partir da vontade individual, logo a decisão tem que: EU VOU PARAR E ADERIR Á GREVE, pois é o tipo de ação que não pode ficar na dependência da decisão do outro, porque ela se refere à minha proteção e a minha sobrevivência individual, logo é uma ação pessoal e intransferível, que não pode nem deve depender dos outros.

Antes da greve, formulei as seguintes questões:

*
Estou satisfeita com a situação?
*
Estou sendo respeitada?
*
Meu trabalho está sendo valorizado?
*
Devo me submeter e não tentar lutar para mudar a minha realidade e resolver os meus problemas?
*
Estou de acordo com a política educacional adotada?
*
Acredito que estou oferecendo aos meus alunos uma educação de qualidade?
*
Como cidadã, devo deixar de defender os meus direitos?
*
Quero compactuar com as autoridades e tratar a educação pública com descaso que vem sendo demonstrado?
*
Concordo que as classes menos favorecidas não devem ter acesso a uma educação de qualidade?
*
O que quero com o meu trabalho? Condenar o estudante da rede publica, por falta de opção a ser mão-de-obra barata para perpetuar a miséria e a dependência que sustenta a desigualdade social?
*
Como cidadã, estou satisfeita com o destino dos meus impostos?
*
Como eleitora estou satisfeita com a atuação dos políticos?


NÃO, foi a resposta a todas as questões formuladas acima, e não tive dúvidas em aderir à greve. Não parei para pensar se meus colegas iriam parar, se as escolas do interior iriam aderir à paralisação, ou se a direção das escolas em que trabalho e os colegas não iriam compreender.

Segui apenas a minha consciência, pois depois de responder NÃO à todas essas questões e permanecer de braços cruzados, eu estaria me violentando, me prostituindo e permitindo que o sistema prejudicasse também o meu emocional, roubando a minha dignidade e a minha paz de espírito. É ilógico a vítima se tornar cúmplice dos seus algozes, caso isso aconteça é um sinal claro de distúrbio mental e uma pessoa nestas condições deve, imediatamente, buscar auxílio médico, pois sua sanidade está em perigo. Em suma, tomei a decisão de buscar a união para me fortalecer e garantir a minha sobrevivência. Sou e estou em coletivo, pois instintivamente é essa a natureza humana, fomos criados e programados para viver e agir juntos, disso depende a sobrevivência da espécie.

Voltei ontem, ao trabalho e vou ter que repor as aulas até o dia 19 de novembro, porque dou aulas em duas escolas e a única maneira de fazer a reposição, marcada para o mesmo dia da semana e o mesmo horário, será alternando entre as duas escolas. Farei com o maior prazer e não me importaria em não ter as férias de janeiro, pois a consciência tranqüila e a minha autoestima em alta não deixam espaço para o cansaço e a má vontade. Dar aulas é um prazer, o tempo em sala é mágico e não tenho a menor dúvida em continuar no magistério. Quero continuar fazendo o que gosto, quero continuar defendendo os valores que acredito e vou lutar até o fim para mudar o que está errado, sair nem pensar.

Tenho fé na educação, acredito piamente que uma educação pública de qualidade é a revolução que vai mudar essa nação e só a morte vai me fazer desistir desse projeto. As péssimas condições de trabalho, a desvalorização profissional, a alienação dos alunos e da categoria e a baixa qualidade da educação são frentes de batalhas que devem ser vencidas e tornam a minha presença obrigatória dentro deste campo de batalha. Para aqueles que acreditam, só existe uma opção que é ficar e enfrentar os obstáculos. Desistir é fazer o jogo do sistema, e se nós professores abandonarmos a luta que vai modificar esse cenário?

Calma, D.Quixote não é o meu modelo, tenho plena consciencia que essa luta não pode ser vencida só com a força dos professores! Concordo com a Amanda Gurgel: não dá salvar a nação com um toco de giz ou um pincel atômico descarregado! Mas sobrou para nós a terefa de ser o agente catalizador dessa ação, somos o fermento para levedar a massa e fazê-la crescer temos que trabalhar para mobilizar os demais segmentos da sociedade. Somos nós a brasinha sob a cinza!

A votação na ALERJ, em 11 e agosto, nos provou que a maioria dos políticos não tem nenhum compromisso com uma educação pública de qualidade, essa preocupação se limita ao discurso demagógico em temporada de campanha. O aumento que nos foi concedido mostrou o quanto vale para o governador e para a maioria dos deputados da Alerj, a educação do aluno da escola pública. Se dividirmos esse aumento pelo número de aulas e pelo número de alunos que temos, cada aluno vale míseros centavos , pois é mais lucrativo investir na repressão ao crime do que em educação.

A questão social continua, em pleno século XXI, a ser caso de polícia. Caverões, viaturas, armamentos pesados, BOPE e presídios são mais importantes do o salário de um professor, a quentinha do presidiário mais importante do que a merenda do estudante. O crime compesa mais em lucros do que a educação. O confronto REPRESSÃO X EDUCAÇÃO, evidencia que para as nossas autoridades pobre bom é aquele que é miserável, está preso ou está morto! Educação para erradicar a miséria? Nunca, pois dar autonomia aos pobres é extinguir a linha de montagem do voto que garante o poder da elite tacanha e corrupta desse país desde os tempos coloniais.

Portanto, os baixos salários do magistéiro são um reflexo da desvalorização da educação, é efeito e não causa, portanto para reverter essa situação é preciso atacar a causa, enquanto ficarmos combatendo só os efeitos os problemas vão continuar, o foco da luta tem que ser redirecionado. Essa conclusão é mais um legado dessa greve de 2011, que deve ser aprofundado e valorizado pela categoria.

Como toda luta, essa greve também deixou cicatrizes e feridas abertas no corpo da categoria, mas temos que cura-las e não deixá-las serem tomadas pela infecção.

Uma ferida aberta que considero perigosa, é a decepção com o sindicato que marcou muitos grevistas. A maneira como a greve foi encerrada e não suspensa, pois a expressão utilizada foi "fim da greve" durante a assembléia, foi em termos estratégicos, um desastre. Entretanto temos que ser racionais e não confundir o transitório com o permanente, isto é a instituição (o sindicato) com a diretoria.

Muitos saíram do Clube Municipal com a impressão de que a votação foi manipulada, pois cabia à mesa diretora ter adotado uma posição de neutralidade que não foi observada. Na fala de abertura o discurso foi feito com verbos no passado (rememorem a primeira fala do Danilo), essa foi uma atitude errada, pois somente após a votação pelo plenário decretando o fim da greve a mesa poderia adotar esse tempo verbal. Entretanto a confusão continuou aumentar: os informes foram dados atabalhoadamente; abriram espaço para a fala de um ambientalista falar sobre as ameaças ao ecossistema da baia de Sepetiba, ameaçado pelos submarinos nucleares, coisa que não tinha nada a ver naquele momento; a votação para as falas foi feita em um momento de dispersão do plenário; não foi feita uma avaliação do movimento apresentando evidências que o movimento estivesse perdendo forças; e o mais estranho, a mesma diretoria que repudiou os 3,5% de reajuste fez um discurso de vitória em relação aos 5% e em nenhum momento fez uma monção de repúdio à atitude covarde dos deputados da Alerj, toda a fala nervosa da diretoria, já considerava, antes da votação, a greve terminada; iniciada a defesa, em falas alternadas, da continuação ou do termino da greve, vimos a diretoria do SEPE se colocar em peso defendendo o final, chegando ao ponto de alegar a ameaça de crise econômica que sacode a Europa para justificar a sua posição esquecendo-se que em assembleias anteriores, o exemplo dado foi a onda de movimentos populares que varre o norte da África derrubando ditadores e que continua, independente da crise européia; para corroborar toda a confusão, as manchetes dos jornais já estavam anunciando o fim da greve desde o dia anterior e a diretoria do Sepe não fez nenhuma declaração a esse respeito. Conclusão a credibilidade do sindicato, solidificada pela greve, rachou perigosamente pela ação irresponsável da diretoria.

Particularmente, considero a postura da direção do SEPE na última assembleia, um fiasco em termos estratégicos, pois depois de anos, sem conseguir uma mobilização de peso da categoria, faltou tato para cuidar do saldo positivo produzido por essa greve, pois a diretoria confirmou as acusações que são feitas ao sindicato e que são de conhecimento de todos, alimentando assim a argumentação dos fura-greves. Pisaram feio na bola, demonstraram uma miopia total em termos de marketing deteriorando a boa imagem sustentada nos 65 dias de greve, que levou a categoria a acreditar na força e no espírito combativo do sindicato. “O SEPE SOMOS NÓS” se tornou uma fala corrente, eivada de orgulho e confiança na boca dos grevistas. O desejo de filiação disparou e agora, tudo isso está ameaçado, agora, pela falta de visão da direção. Esqueceram que a grande maioria que aderiu ao movimento é de calouros e muitos confundem a direção com a instituição sem fazer nenhuma distinção, e essa mancada da atual diretoria se tornou uma ferida, que se não for tratada logo, tende a contaminar a instituição destruindo toda a confiança conquistada e pulverizando a mobilização criada nesta greve.

A participação ostensiva de diversos partidos políticos junto ao sindicato, é uma questão que incomodou e continua a incomodar muita gente, mas a responsabilidade por esse problema é nossa e não da diretoria, fomos nós com a nossa omissão que deixamos o terreno vazio para esses partidos, quem não ocupa perde, essa é a lei. O apoio dos partidos políticos é necessário e bem-vindo , mas não podemos nem devemos deixar que esses partidos usem as nossas assembleias como palanques, ali o espaço é para se tratar da educação e não tribuna para promoção de candidaturas.

Caros colegas que estão se sentindo traídos, envergonhados e desiludidos. Se deixarmos que a emoção nos guiar, vamos jogar no lixo a oportunidade que temos de continuar lutando e de aumentar a nossa força. Não deixe que uma falha humana, destrua a instituição que nos representa.

O SEPE não é da diretoria, não é dos partidos políticos, o SEPE é da categoria! NÓS SOMOS O SEPE, digo e repito com todo orgulho e confiança! Temos que nos filiar em massa e participar da escolha de uma nova direção com representantes que tenha a nossa cara, que defenda os nossos interesses, que tenham sangue novo e não estejam condicionados ás práticas do passado.

O SEPE pode e precisa ser renovado, mas isso só depende de você. Vai desistir ou prefere encarar?

Vamos cuidar das feridas e continuar na luta, a primeira batalha é trabalhar pela filiação em massa da mesma forma com a mesma garra que nos empenhamos em convencer os nossos colegas a aderir ao movimento, pois o sucesso da próxima greve e o seu encaminhamento começa aqui e agora.

fonte: Blog SOS Educação Pública

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CARTA AOS PROFESSORES


“(...) Numa perspectiva revolucionária, impõe-se que os alfabetizadores percebam e aprofundem a percepção de que o fundamental mesmo é fazer história e por ela serem feitos e refeitos e não ler estórias alienantes (...)” (FREIRE, Paulo - CARTAS À GUINÉ-BISSAU, Registro de uma experiência em processo - Paz e Terra - Segunda edição, 1978, RJ, Pág.27).

Nós, professores da Rede Pública do Estado do Rio de Janeiro, realizamos uma greve de 60 dias, na qual lutamos diariamente por avanços em nossas reivindicações. Num país onde 70% dos jovens com menos de vinte anos dependem do Ensino Público e os professores de oito estados, neste primeiro semestre, estão ou estiveram em greve, lutando por melhorias no ensino, demonstram o descaso dos governos em todas as instâncias com esses jovens. As nossas reivindicações profissionais apontam para uma melhoria da nossa atuação em sala de aula. Esses jovens estão sendo conduzidos a uma prova nacional unificada : o ENEM - que hoje é a porta de entrada para a maioria das universidades públicas. Pense bem: o nosso aluno tem somente 50% da carga horária das escolas privadas, logo, ele tem apenas 50% de chances de conseguir uma boa pontuação no ENEM.

Ao término do primeiro “round “de uma luta longa, objetivando aumentar os investimentos na escola pública, ampliar a rede de escolas, melhorar os salários dos educadores e propiciar uma escola pública capaz de formar futuros cidadãos críticos, conscientes, preparados para disputar o mercado de trabalho e uma vaga nas faculdades públicas, obtivemos algumas vitórias. Mas ,ainda temos um caminho longo para construir.

O Estado do Rio de Janeiro não se ausenta desse processo de desmonte da escola pública, ao contrário, aqui parece ser o celeiro dessa política perversa que terceiriza o espaço escolar, alugam os aparelhos de ar condicionado e computadores e contratatam instituições privadas (em detrimento às universidades públicas que poderiam ser parceiras nessa tarefa) para as “avaliações” de desempenho da escola com um todo. O papel do estado hoje, no Rio de Janeiro, é de garantir o lucro das empresas privadas, pagas com o dinheiro dos nossos impostos.Esta política pretende também fechar 22 escolas noturnas em áreas estratégicas para população que trabalha e precisa estudar à noite.

No período da greve, o governador Cabral tentou por várias vezes, desmobilizar e desqualificar nosso movimento usando de todos os recursos disponíveis: gás de pimenta, ameaças de remoção dos professores, corte de salários, contratação de profissionais de instituições privadas para substituir os grevistas, etc.

Essa prática também está presente contra outras frentes de resistência e mobilização social contra as remoções que desabrigam milhares de famílias em Jacarepaguá para a construção (com licitações duvidosas) de grandes obras cujo “legado” ou herança, será, na verdade, uma cidade mais cara para se viver. Quem de nós não conhece ao menos uma família, seja nas comunidades carentes, seja nos pequenos condomínios e vilas de Jacarepaguá, ameaçada de despejo para a construção de mais uma estrada ou de um “parque esportivo”???
Enquanto isso, o governador Cabral investe bilhões para a realização de grandes eventos: Copa do Mundo, Rock in Rio, Olimpíadas.

Logo, temos, enquanto cidadãos, que estar atentos a essa política que poderá soar como uma música suave para os ouvidos desatentos e ecoar pelo Brasil a fora, embalando os sonhos de um governador que pretende chegar à presidência da República...

Obs.Precisamos continuar nesta luta, mas para isto é necessário o comprometimento e a participação ativa de educadores, responsáveis, alunos e a sociedade civíl.


Professores, filie-se ao SEPE!!!

Fonte: SEPE - REgional VI

domingo, 21 de agosto de 2011

SEPE-Lagos


Na última assembleia, foi aprovada, a pedido das professoras Narcisa, Denise Teixeira e Marly Verdade, uma auditoria no sindicato. Havia denúncias de uso indevido e desvio de dinheiro.

Nesta última semana, houve o pedido formal do afastamento de uma das diretoras, e uma comissão do SEPE-Central esteve aqui em Cabo Frio, na sexta-feira, para retirar documentos para a auditoria no Rio.

Uma assembleia será convocada imediatamente para que a categoria tenha TODAS as informações do que acontece em nosso sindicato. É preciso dar aos filiado@s ciência, é o mínimo que alguém que paga um sindicato precisa ter.

Precisamos retomar a história de nosso SEPE local.

Temos uma nova geração de membros que não conhece o sindicato combativo e articulador que nós tivemos a honra de participar.

Precisamos ter orgulho de sermos representado por um sindicato forte, que não pratica internamente o que denunciamos dos governos.

Façamos a nossa parte. Vamos tod@s a assembleia.

O SEPE somos Nós, nossa FORÇA, nossa VOZ!

sábado, 20 de agosto de 2011

Convite imperdível!



É hoje, dia 20/08, às 20h.

O que diz o SEPE


Para não restar dúvidas sobre quem votou com os professores da rede estadual e quem votou contra, veja a postagem do Site Oficial do SEPE

Reposição de aulas - Sepe convoca escolas para ato em frente à Seeduc

Sepe convoca os profissionais das escolas estaduais que estejam com problemas relacionados à reposição de aulas por causa da greve para um ato público nesta segunda-feira, dia 22, às 10h, em frente à Seeduc – neste ato, a categoria vai pressionar para conseguir uma audiência com o governo. O sindicato convoca especialmente as escolas da Metropolitana 7, na Baixada Fluminense, onde estão ocorrendo os maiores problemas, como ameaças e falta de diálogo na montagem do cronograma por parte das direções de escolas.

Com a mesma responsabilidade que a categoria teve ao decretar a greve, o Sepe reafirma que cabe aos profissionais das escolas, pais e alunos discutirem como será a reposição das atividades pedagógicas que deixaram de ser realizadas desde o dia 7 de junho de 2011. O Sepe orienta que a reposição seja feita, prioritariamente, por conteúdo e que o eventual calendário letivo de aulas e dias letivos extras sejam acordados, primeiramente, pelos professores com seus alunos e depois comunicado às direções das escolas. Assim, reforçamos que os profissionais grevistas devem levantar as atividades educativas que deixaram de ser realizadas durante o movimento e planejar as estratégias e procedimentos necessários para que a reposição aconteça.

Infelizmente, a Secretaria Estadual de Educação tenta intimidar e punir os professores e funcionários que realizaram a greve. O Sepe mantém firme sua posição de que a greve aconteceu por culpa do governo Cabral, que ameaçou os direitos dos professores e funcionários, se recusando a negociar a tempo de evitar que o movimento fosse deflagrado. O compromisso dos profissionais de educação da rede estadual é com os alunos e com a educação pública de qualidade; o Sepe não aceitará que diretores de escolas que querem “mostrar serviço” sejam instrumentos de punição sobre aqueles que lutaram e conquistaram melhorias profissionais para todos.

A reposição das aulas deve ser uma oportunidade para diversificar as atividades pedagógicas, repensar o tempo escolar, contribuir para o crescimento dos alunos, refletir sobre a realidade e sobre as lutas que se apresentam para todos nós. Tudo isso em atividades que reafirmam o efetivo papel de educadores que temos por princípio.

Mais uma vez, o secretário Risolia parece ter dificuldades de entender as implicações didático-pedagógicas de uma postura contrária à autonomia pedagógica de cada escola. Assim, qualquer ameaça deve ser imediatamente comunicada ao Sepe Central, núcleo municipal ou regional do sindicato para que possamos tomar as providências cabíveis (Sepe: 2195-0450; contatos núcleos e regionais no site do Sepe).

fonte: SEPE

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SAIU O EDITAL DE PII DO RIO - 40 HORAS


Rio - A Secretaria Municipal de Administração do Rio divulgou ontem o edital do concurso para Professor II. Serão oferecidas 100 vagas, sendo 90 regulares e 10 para portadores de deficiência, distribuídas pelas 10 Coordenadorias Regionais de Educação (CRE). Vencimentos iniciais são de R$ 2.569,53, acrescidos de bônus-cultura no valor de R$ 109,25 e auxílio-transporte de R$ 110. A jornada é de 40 horas semanais.

A qualificação exigida pela Secretaria Municipal de Educação é Curso Normal Superior, com habilitação em docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental, ou Licenciatura Plena em Pedagogia, com habilitação em docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Há ainda a opção Licenciatura Plena, com habilitação específica em curso superior de graduação correspondente e habilitação em docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

As inscrições deverão ser feitas pela Internet, a partir das 10h do próximo dia 25, até as 23h59 de 8 de setembro. Ao acessar o site , é preciso preencher requerimento. A taxa é de R$ 60.

Disciplinas básicas da formação escolar vão cair na prova, como Língua Portuguesa, Ciências, História, Geografia e Matemática. No edital, estão disponíveis as referências bibliográficas. A avaliação será composta por provas objetiva, discursiva e prática de aula, de caráter eliminatório e classificatório, e de títulos, de caráter classificatório.

Fonte: Jornal O Dia

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Atenção, professores, com a reposição de aulas!


Estão aparecendo vários problemas sobre a reposição de aulas.

Não podemos nos calar diante das arbitrariedades que estão chovendo nas escolas. Como está no site do sepe cada escola precisa tentar resolver seus problemas internamente e quando isso não for possível pedir ajuda do sepe.

As escolas estão tentando forçar situações absurdas em nome da SEEDUC. Sabemos que muitas
coordenadorias tentar ser mais realistas que o rei, já assistimos o secretário ter que se desculpar em público em audiência e nos jornais por desmandos de coordenadores tiranos.

Está na hora de colocarmos os problemas para a ALERJ e SEEDUC antes que a coisa piore.

As escolas acabaram de voltar de uma greve têm o direito de discutir a reposição e outras coisas sem que seja forçada pelas coodenadorias em nome da SEEDUC a cumprir o que ela determina.

Assuntos políticos-pedagógicos não funcionam com decretos, o compromisso com uma escola
pública de qualidade é nosso, dos grevistas, não podemos deixar que tentem destruir isso com tirania. Está claro que com essa atitude não estão pensando nos alunos e sim em retaliação!

Não vamos permitir que nos usem para mostrar o autoritarismo do poder!

por email, profª Eliana

Atenção, REDE ESTADUAL!


Tabelas com o ganho, ainda que minúsculo, da GREVE


Alerj publica decreto 677 com tabelas salariais corrigidas

A Alerj publicou hoje, dia 16, o Decreto nº 677 novamente, desta vez com as tabelas salariais corrigidas. Clique aqui para ler o texto e aqui para ler as novas tabelas.


Comentário: A tabela com as migalhas oferecidas é para TOD@S! Os professores grevistas sofreram as perseguições e ameaças, mas TOD@S terão direito.

O improvável aconteceu!!!


Colegas Professores da Rede Estadual,

Como todo bom grevista retornei a escola após o fim da greve. Até que fui bem recepcionado: pelos colegas que não fizeram greve, pelos diretores e pelos alunos. O clima estava amistoso, um misto de respeito por ter ido até o fim da greve, e receio pelas posições radicais que assumi em defesa do movimento. Mas, como nem tudo é perfeito, recebi uma notícia (dada pelos alunos) que me deixou perplexo, as ameaças do Sr. Secretário de Educação de substituir os grevistas se cumpriram, mas para piorar mais ainda essa situação, o meu substituto não era um professor temporário, mas era um "colega" que aceitou GLP para substituir-me. Não consigo conceber a idéia de alguém que irá usufruir daquilo que lutamos para conquistar, e ainda considerou a possibilidade de se aproveitar da ausência de um grevista, ganhando um qualquer a mais. É o cúmulo da falta de companheirismo e senso de coletividade, querer se aproveitar da desgraça alheia. Atitudes como essa vindo de Cabral e seus capachos são esperadas, agora vindo de um trabalhador que sente na pele os percalços de ser professor, é inadimissível. Não fazer greve é um direito de qualquer um, agora tirar proveito desse momento dessa maneira é desumano.

Relato do prof. André, do blog Educação e Liberdade

Comentário: Professor André, não desanime. O importante é que o bom exemplo seus alun@s tiveram. Sabem que vc lutou bravamente pelos seus direitos, contra o poder e a perseguição do governo. Tenha a certeza de que não foi em vão.
Nós, que estivemos ao seu lado, o aplaudimos de pé.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Estado de GREVE.

Categoria está em estado de greve e aguarda a sanção da lei aprovada na Alerj

Atenção, rede estadual: no dia 12, sexta-feira, a categoria decidiu suspender a greve e entrar em estado de greve, aguardando a sanção ou não do governador Cabral da lei aprovada na Alerj na quinta-feira, dia 11, que concedeu 5% de reajuste, a antecipação da parcela Nova Escola de 2012 para 2011, a antecipação total do NE para os funcionários, além do descongelamento do plano de carreira também para este setor - tudo retroativo a aposentados e pensionistas da rede. A Alerj também aprovou o abono dos dias parados.

O estado de greve significa que a categoria tem que manter a vigilância, já que o governador tem até 15 dias para decidir se sanciona ou não a lei.

Quanto à reposição das aulas exigida pela Seeduc, o Sepe mantém a orientação de que cada escola deve discutir a melhor forma de reposição.

Fonte: SEPE

alunos da rede estadual terão aulas de reposição aos sábados

RIO - No dia em que os professores da rede estadual do Rio de Janeiro voltam às salas de aula, após 65 dias greve, o subsecretário de gestão de pessoas do estado, Luís Carlos Becker, afirmou que as escolas terão que se adequar para repor as aulas perdidas, mas que não será necessário esticar o ano letivo até janeiro. De acordo com Becker, é possível que os alunos tenham aulas de reforço à tarde, mas a reposição deve acontecer principalmente aos sábados.

- A escola, junto com o diretor regional e professores, precisa fazer as adequações necessárias, até porque não foi uma paralisação linear. Nesse primeiro momento não será necessário entrar janeiro adentro, porque dentro do calendário que nós construímos e já divulgamos temos uma programação intensa para os meses de agosto e setembro. Tendo necessidade ou não, a gente usaria o mês de outubro também - disse o subsecretário em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) informou que a categoria vai continuar mobilizada para acompanhar o cumprimento do decreto que concedeu 5% de reajuste, descongelou o plano de carreira dos funcionários administrativos e incorporou a parcela de 2012 do programa Nova Escola em julho deste ano, aprovado na última quinta-feira (11) pela Assembleia Legislativa (Alerj). O governador terá 15 dias para sancionar o projeto.

Os 65 dias de paralisação foram tensos. Os docentes chegaram a ficar acampados em frente ao prédio da Secretaria estadual de Educação e houve até uma invasão ao prédio. Os professores reivindicavam um aumento de 26%, referente às perdas salariais ocorridas entre 2007 e 2011.

Segundo cálculos do gabinete do deputado estadual Comte Bittencourt, entre 1999 e 2011, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 133%. No mesmo período, os salários dos docentes aumentaram 60%, ou seja, uma defasagem de 73%. Já a arrecadação do governo estadual cresceu 308%, descontados os ganhos com os royalties do petróleo.

A proposta inicial de aumento oferecida pelo secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, era de 3,5%. O valor foi considerado inaceitável pelo sindicato por não cobrir as perdas com a inflação no último ano.

O projeto que concedeu os 5% de reajuste também prevê a criação da carga horário de 30 horas. Contudo, sua tramitação está paralisada, pois foi apresentado um destaque da Comissão de Educação da Alerj contra a extinção dos cargos de supervisor e orientador educacional, que ainda será debatido.

Fonte: O Globo

Militância do fundo do baú...


Professor consegue na justiça a divisão de turma


Caros colegas, consegui junto ao MP, a divisão de uma turma que tinha nada menos de 48 alunos (6°ano).
Estava insuportável!
Peguei a fita métrica e calculei o n° max de alunos segundo a deliberação 316/2010 do CEE. Liguei para o MP e fiz a queixa. Quando voltei da greve tive a surpresa da divisão. :)

Prof. Tiago, postagem na comunidade Orkut dos professores do Estado do Rio



"DELIBERAÇÃO CEE Nº 316, de 30 de março de 2010"

Art. 12. Além do disposto no art. 10, as dependências físicas destinadas ao Ensino
Fundamental e/ou ao Ensino Médio devem:

I. ter área mínima de 1m² (um metro quadrado) por aluno, sendo permitida a ocupação máxima corresponder a 80% (oitenta por cento) da área física;

O Tel do MP é 127. Precisa do endereço completo da escola e a turma. Pode ser uma denuncia anônima. Isso é um descaso do governo, as matrículas são informatizadas. Não era para ter esse problema. Vamos bombar de denúncias!

Blog do Prof. Doc faz apoio a luta pela Lei


Também o blog do Prof. Doc abraçou a luta em defesa da Lei para inclusão do Conselho Escolar como gestor da escola pública.

Precisamos insistir junto aos representantes dos cidadãos dessa cidade que a Escola Pública de Qualidade passa por uma gestão democrática e participativa.

Façamos nosso papel e acompanhemos as discussões e a votação para que o desejo da categoria seja respeitado.

Luta pela Educação Pública


O blog Bandeira Negra efetiva sua luta em favor da escola pública no Brasil e passa a enfocar a Região dos Lagos e a cidade de Cabo Frio como campo de articulação de idéias e trincheira em busca de uma educação autônoma, gratuita e universalizada.

Fez uma postagem atentando para a Lei de Diretores que está em pauta na Camara Municipal e as deliberações que foram encaminhadas pelo SEPE através da assembléia para a apreciação dos Vereadores e possíveis modificações que são essas:

Com relação ao projeto de Consulta para diretores, votamos as seguintes alterações no projeto de lei apresentado pelo governo:

* manutenção de mandatos de 2 anos com uma recondução,

* obrigatoriedade de novo processo eleitoral, caso QUALQUER um dos candidatos eleitos renuncie depois de eleito;

* inserção da entidade CONSELHO ESCOLAR em todos os artigos relacionados à eleição, reconhecendo essa IMPORTANTE instuição como GESTORA EFETIVA da ESCOLA PÚBLICA


Vamos ficar atentos pois a votação pode ocorrer esse semana e veremos se a Câmara atenderá os interesses da Categoria.



* Nós, do Blog Pó de Giz, louvamos a iniciativa e reafirmamos nossa posição em defesa da Escola Pública Democrática e de Qualidade.

Estamos Juntos!

Balanço da Greve


Conquistas da greve ATÉ AGORA:

1) Conquistamos os 5%, sobre a antecipação de uma parcela do Nova Escola.Um reajuste linear! É pouco! No entanto essa é a primeira derrota da meritocracia graças a força do nosso movimento.

2) A greve obrigou o governo soltar a lista dos enquadramentos por formação inclusive de 40h nos dias 15 e 29 de julho .

3) O movimento também fez o governo cumprir o descongelamento do plano dos funcionários, o reconhecimento dos animadores culturais com o pagamento de 1 parcela do Nova Escola e 14%

4) Plano de carreira passa a ser automático sem os condicionantes da SEPLAG podendo dar entrada todo os meses.

5)Suspensão do concurso de 30h até que a SEEDUC organize as cargas horárias de acordo com os 2/3 e 1/3 de planejamento.Assim 16h passa a ser 10t em sala e o restante para planejamento por exemplo.

6)Não extinção dos cargos de orientadores educacionais e pedagógicos.

7)Reajuste da GLP .

8)Pagamento do bônus cultura que estava sempre sendo adiado.

9) Não desconto dos dias parados.

10)Organizamos a greve com um comando de greve que será o futuro conselho de representantes para seguir avançando na mobilização, organização e defesa da categoria e da democracia no sindicato.

11)Denunciamos e desmoralizamos o SAERJ!

12)Mostramos que o governador Sérgio Cabral tem dinheiro para empreiteiros e empresários e não tem para educação. !Sérgio Cabral maior inimigo da escola pública!

13)Mostramos que a SEEDUC cumpre o papel de desorganizar o ensino e a necessidade das eleições para diretores.

por email, profª Vera Nepomuceno

Texto para Reflexão


Blues da Piedade

(Cazuza e Frejat)

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Dê-lhes grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade...

domingo, 14 de agosto de 2011

Enquanto

Enquanto não cai o pano
eu vou seguindo lutando.
Lutando com muita bravura
para impedir que me tirem
algo por demais precioso:
meu direito à liberdade!

Quando perco uma batalha
não deixo que o desânimo
se apodere de meu ser.
Reflito, busco o saber.
Encorajo-me, ergo a cabeça
e volto à luta bravamente.
Enquanto não cai o pano
eu vou seguindo lutando.
Lutando, buscando impedir
que corrupção, injustiça, ódio,
inveja, alienação, egoísmo,
ignorância, falsidade, fraqueza
maculem o meu viver.

Enquanto não cai o pano
eu vou seguindo lutando,
buscando o saber que liberta,
tornando-me um ser mais capaz
de compreender meus irmãos,
de ajudar as pessoas
tão carentes de luz.
Vou seguindo lutando,
buscando justiça, buscando paz,
buscando mais igualdade,
tentando manter a esperança
de pessoas carecentes
de uma oportunidade apenas
a fim de aflorar em seu ser
tantos lindos sentimentos
e tantas ações nobilíssimas.

Não tenho medo de nada.
Sou amigo da luz do sol,
do esplendor da lua, do fulgor das estrelas,
do encanto dos passarinhos
da suavidade da brisa...
É, enquanto não cai o pano
eu vou seguindo lutando,
lutando, lutando, lutando...

(Professor Candido)

VOTARAM CONTRA OS 26% DE AUMENTO


Classe Docente vamos divulgar!!!
Pessoal, com esse movimento de greve, conseguimos chamar a atenção da sociedade.
Valorizar o professor é antes de mais nada, valorizar a sociedade e diminuir a violência!
Peço, por gentileza, que TORNEM pública a lista de TODOS os nobres deputados que votaram contra os 26% de aumento prometido pelo Governador Sérgio Cabral.

Votaram “NÃO” os Senhores Deputados:

Alessandro Calazans,
Alexandre Correa,
André Ceciliano,
André Correa,
André Lazoroni,
Andréia Busatto,
Átila Nunes,
Bebeto,
Bernardo Rossi,
Chiquinho da Mangueira,
Coronel Jairo,
Dionísio Lins,
Domingos Brazão,
Edson Albertassi,
Fabio Silva,
Geraldo Moreira,
Graça Matos,
Graça Pereira,
Gustavo Tutuca,
Iranildo Campos,
Janio dos Santos Mendes,
João Peixoto,
Luiz Martins,
Marcus Vinicius,
Myriam Rios,
Paulo Melo,
Rafael do Gordo,
Rafael Picciani,
Ricardo Abrão,
Roberto Henriques,
Rosângela Gomes,
Samuel Malafaia,
Waguinho e
Xandrinho.

Votaram 52 Deputados: 34 “NÃO” e 18 “SIM”. Abstenção: 0.

NÃO ESQUEÇAMOS DOS AUSENTES, QUE TB TERÃO QUE SE EXPLICAR...

Cidinha Campos
Dica
Edino Fonseca
Enfermeira Rejane
Flavio Bolsonaro (se ausentou no início da votação e depois retornou)
Geraldo Moreira
Gerson Bergher
Gilberto Palmares
marcelo Simão
Marcos Abrãao
Nilton salomão
Pedro Augusto
Roberto Dinamite
Rogério Cabral
Thiago Panplona
Wagner Montes

Agradecimento aos heróis


Agradeço aos noss@s professor@s heróis que enfrentaram frio, calor e condições adversas na Rua da Ajuda durante este mês inteiro. Ontem o vazio foi mto gde ao passar por ali para dar um abraço n@s companheir@s e ver aquelas barracas sendo desmontadas. Ver o "presidente" (nosso apelido dado ao querido morador de rua adotado no acampamento como professor) pegar sua sacola de latinhas e seguir em frente pelas ruas do Centro do Rio foi doloroso para todos.

Nunca tivemos férias que fossem sinônimo de tanto cansaço mas ao msmo tempo de tanto vigor para seguir em frente nas lutas. A base foi a grande protagonista desta Greve e sem dúvida nenhuma, a categoria hj assume um perfil mais jovem, radicalizado e disposto a se auto- organizar nas demais mobilizações que estão por vir.

5% é mto pouco? Sem dúvida, mas a vitória veio através deste “despertar” da categoria para a mobilização não visto em outras épocas de Greve. O descongelamento salarial dos funcionários que durante décadas lutavam por essa bandeira e que por este motivo, mtas vezes não reconheciam o SEPE como sindicato representativo, sem dúvida é uma conquista inegável ao final deste processo. Entendo as críticas e as diferentes análises do final desta Greve mas não há como assumir um derrotismo diante de uma conjuntura política que aglutinou tantas pessoas novas nas inúmeras assembleias e atos que conquistaram a simpatia da polução e chamaram a atenção do legislativo.

Assim, faço uma enorme saudação à existência deste acampamento e a tod@s @s lutador@s que mantiveram a estrutura do espaço de alguma forma e a atuação do SEPE durante esses 66 dias de luta.

Obs: Quem sabe em outra Greve não voltamos pra Rua da Ajuda outra vez?rsrs

Vídeo do acampamento

Nos vemos no Fórum Estadual em defesa da Escola Pública e na lutas diárias!!!

Saudações,

Profª Mariana dos Reis



A RUA DA AJUDA É NOSSO CINTURÃO DE GIZ!!!!

SOMOS TODOS HERDEIROS DA COMUNA DE PARIS!!!


O SEPE SOMOS NÓS, NOSSA FORÇA, NOSSA VOZ!!!

Pais


Camisa Pós-GREVE



O caminho da dignidade...


Queria tanto voltar ao trabalho na rede estadual, esta semana, podendo dizer aos meus alun@s que após uma greve guerreira, com professores acampados, privados do conforto de suas casas, o governo reconheceu e cumpriu a promessa de que a educação é prioridade em seu governo...
Isso não será possível..
Não por nossa culpa, mas porque, infelizmente mais uma vez, o governo MENTE, ENGANA e CORROMPE.
Resta-nos o caminho da dignidade e cumprir, ainda mais bem feito, o nosso papel de educadores.

Profª Denize

FILIAÇÃO EM MASSA


Repudio a desfiliação em massa, que muitos estão defendendo e proponho uma FILIAÇÃO EM MASSA, pois só como filiados podemos escolher representantes que comunguem com as nossas aspirações e aumente a força do nosso sindicato.

Não considero vitória os ganhos materiais obtidos, mas reconheço que a mobilização nessa greve representou uma vitória para a categoria. Ela é um marco, é uma prova que a categoria voltou a reagir, recuperou a sua autoestima e está pronta para o combate. A vida é uma guerra, ganha-se e perde-se batalhas para conquistar a vitória. A maior vitória dessa greve é o surgimento de novas lideranças, do sangue-novo que ela mostrou que está correndo nas veias da categoria. Não podemos jogar no lixo essas promessas.

Vamos nos filiar em massa e nas próximas eleições do sindicato, vamos fazer valer a nossa voz, vamos escolher novos representantes para continuar a luta.

A luta da categoria não se dá apenas na greve, fora dela temos que continuar mobilizados defendendo os nossos interesses, e um sindicato forte e coeso é objetivo principal da nossa luta que se inicia no pós-greve.

Esses 65 dias de luta nos trouxeram muito aprendizado e uma valiosa experiência que vão nos permitir, no futuro próximo, grandes vitórias.

Não se deixem abater por uma derrota, vamos manter a união e organizar os próximos combates.
A LUTA CONTINUA!

Fonte: http://soseducaopblica.blogspot.com/

sábado, 13 de agosto de 2011

ATENÇÃO TABELA COM ERRO

Atenção! Tabelas do Decreto 677/2011 da Alerj foram publicadas com erro

O Sepe entrou em contato com o deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da Alerj para questionar os valores nas tabelas que foram publicadas no Diário Oficial do Estado de hoje (dia 12/8), que aplicava os índices do reajuste aprovado pelos deputados e a incorporação do Nova Escola. Segundo Paulo Melo, presidente da Alerj, que articulou a negociação em torno da votação das mensagens enviadas pelo governador e a posterior inclusão das emendas nas mesmas, as tabelas publicadas no texto do decreto contém erros: "Nas tabelas com os valores referentes aos anos de 2012 e 2013 serão acrescidos o reajuste de 5%, concedido em 2011. A publicação das novas tabelas, com os índices corretos, será feita no início da próxima semana", garantiu à direção do Sepe o deputado Paulo Melo.

O sindicato orienta a categoria a desconsiderar os valores que foram divulgados nas tabelas publicadas no D. O. desta sexta-feira e aguardar a nova publicação com os valores corrigidos.

G1: Termina a greve dos professores da rede estadual


RIO - Reunidos na tarde de sexta-feira (12) no Clube Municipal, na Tijuca, os professores da rede estadual decidiram encerrar a greve que já durava 65 dias. Eles aceitaram o aumento de 5% proposto pelo governo estadual e aprovado na tarde de quinta-feira (11) pela Assembleia Legislativa. Inicialmente, a categoria pedia reajuste de 26%.

Numa curta nota divulgada no fim da tarde de sexta, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) informou que as escolas estaduais voltarão a funcionar normalmente a partir da próxima segunda (15). A categoria ainda se manterá em "estado de mobilização" para acompanhar o cumprimento do Decreto 677/2011, que concedeu o reajuste, descongelou o plano de carreira dos funcionários administrativos e previu a incorporação da parcela de 2012 da gratificação Nova Escola em julho deste ano.

Pela proposta aprovada pela Alerj, o reajuste de 5% será concedido aos cerca de 148 mil professores da rede estadual do Rio já no salário de setembro, que sai no início de outubro. O projeto segue agora para a sanção do governador Sérgio Cabral.

Das 64 emendas propostas pelos deputados, apenas seis foram aprovadas. Uma delas prevê que a incorporação do Nova Escola será encerrada em 2013, dois anos antes do que previa a lei original. Além disso, os servidores que estão em greve não terão o ponto descontado.

A Alerj também aprovou reajustes de até 116% para os servidores administrativos da Educação e recomposição de 5% para o pessoal da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).

Comentários:

Nós não "aceitamos" os 5% de reajustes, o que constatamos é que nossa luta é desigual.

Tod@s sabem que o governo poderia dar muito mais, tem caixa para isso.

Tod@s sabem que a luta é justa, mas a verdade é que o governador MENTE, ENGANA, DESVIA e tem a maioria na ALERJ.

Somos uma categoria desmobilizada ainda, cheia de problemas, mas guerreira.

Temos companheir@s dos quais muito nos orgulhamos, mas é IMPOSSÍVEL pedir mais sacrifícios do que os que foram feitos.

No momento, não houve outra saída a não ser recuar.

De qualquer forma, não pensem que desfizemos nossas trincheiras. Saíamos fortalecidos e vamos para nossa luta diária de cabeça erguida e cert@s de que lutamos tudo que nos foi possível.

Arte da Profª Graça


Exemplo de Luta! 12 dias de Acampamento



Um agradecimento aos amigos do acampamento...


Passei por lá algumas vezes e queria agradecer ao empenho, coragem de lutar, e a aula de cidadania que vocês deram ao nosso governador, secretário de educação e em especial a população que passava ali por todos os dias e que muita das vezes se identinficavam e viam em vocês a esperança de lutar e mudar as coisas...

Para vocês que dormiram no frio, abandonaram seus lares, e não se deixaram abater em nenhum momento...

Hoje posso dizer que vocês são os verdadeiros heróis que nos estimularam a lutar a cada dia, mesmo quando o desânimo batia, e nos renovavam as esperanças...
Saibam que vocês nunca serão esquecidos e que certamente servirão de referência para muitas outras lutas e para as categorias que se sentem oprimidas por governos autoritários...

A Rua da Ajuda ficou pequena para vocês...
Um forte abraço e até as próximas lutas que virão.

Prof. Paulo Sérgio, Comunidade orkut.


Comentários: Um dos melhores exemplos dados a noss@s alun@s foi a dignidade e a luta dos companheiros do Acampamento. VocÊs nos fizeram acreditar que é possível!

Professsores abalam maioria de Cabral na ALERJ

Informe do DIA: Confortável maioria de Cabral na Alerj sofre abalo

POR FERNANDO MOLICA

Rio - A confortável maioria de Sérgio Cabral na Assembleia Legislativa sofreu um abalo nesta semana. O terremoto começou no PMDB: quatro, dos 12 deputados do partido, não apareceram para votar o aumento dos professores.

Os parlamentares queriam que pelo menos um deles tivesse sido convidado para comandar uma secretaria no governo. Como a nomeação não saiu, deram uma cutucada em Cabral. Os problemas não param por aí: dos 11 deputados do PDT, dois não foram ao plenário e três votaram em propostas que contrariavam o Palácio Guanabara.

Bronca do PT

Dos seis petistas, dois não foram votar e quatro apoiaram o aumento de 26%, condenado pelo governo. Os deputados cobram a criação de uma Subsecretaria da Mulher na Secretaria de Assistência Social, comandada por Rodrigo Neves (PT).

Mais infiéis

O PSC, que tem uma secretaria no governo, também entrou na onda. De seus três votos, dois ficaram com a oposição. No fim das contas, a debandada não foi suficiente para derrotar Cabral, mas deixou muita gente assustada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Deliberações da Assembleia de Cabo Frio

Ficou deliberado que daremos continuidade ao abaixo-assinado em favor do Plano de carreira unificado( todo@s deverão imprimir e coletar em suas escolas - postaremos link de acesso ao documento de assinaturas; será expedido ofício pedindo audiência com o prefeito e com os vereadores. Quando a audiência for marcada, chamaremos uma assembleia para eleger uma comissão para ir à audiência.
Aprovamos, ainda, uma vigilia em frente ao local da audiência.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DESCULPAS AOS CACHORROS!!!


Nossos avanços não podem ser considerados como motivo de alegria e nunca me esquecerei da RAIVA que passei ao assistir a votação pela TV na ALERJ hoje.

Mas, tivemos um momento daqueles que lavam a alma: O Dep. Paulo Ramos fez uma analogia entre uma história e a situação vivida no momento da votação na qual os deputados da base governista eram comparados aos cachorros, cachorros do canil de Cabral. Sentindo-se ofendido, um deles reclamou formalmente e na hora de "pedir desculpas" Paulo Ramos o fez e não hesitou: ELE PEDIU DESCULPAS AOS CACHORROS!!!

Profª Vanessa (com o mesmo sentimento, assino embaixo: Profª Denize)

Em Cabo Frio, o SEPE na Luta pelo Plano de Carreira Unificado