A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro reduziu, sem nenhuma consulta e alunos, a carga horária das disciplinas Filosofia e Sociologia. Antes, os alunos tinham 2 tempos de 50 minutos por semana no terceiro e no segundo ano do Ensino Médio e 1 tempo no primeiro ano. De agora em diante, o segundo ano passará a ter apenas um tempo por semana.
Com isso, os alunos serão prejudicados, pois terão menos tempo de aula justamente nas disciplinas destinadas a aprimorar o senso crítico, a capacidade de argumentação e a própria cidadania.
Tenhamos em mente que, na época da ditadura, sob o lema de “formar alunos com o máximo possível de conhecimentos técnicos-especializados e o mínimo possível de conhecimento geral e capacidade crítica”, os militares retiraram do currículo justamente a Filosofia e a Sociologia na reforma da LDB de 1973.
Os professores também serão prejudicados. Como é prática comum da SEEDUC formar turmas com uma média de 45 ou mais alunos, os professores passarão a ter um trabalho muito maior de correção, preparação e demais atividades pedagógicas, além de ser quase impossível dar uma atenção diferenciada a alunos com problemas específicos.
É curioso que o Governo do Estado queira Olimpíada mas não Filosofia. Com isso, não se leva em conta o espírito clássico de onde surgiu a própria Olimpíada, espírito que prezava antes de tudo “mente sã em corpo são”. O que os antigos gregos diriam ao saber que, ao mesmo tempo em que promove uma Olimpíada, o Estado do Rio diminui a Filosofia? A excelência atlética substitui a excelência do pensamento?
Além disso, ao não consultar os alunos, professores e pais a esse respeito, não se atendendeu também a um outro preceito também inventado pelos gregos, chamado “democracia”. Todos foram informados simplesmente pelo Diário Oficial:
http://www.ioerj.com.br/portal/modules/conteudoonline/mostra_swf.php?ie=MTMzODc%3D (página 9)
Como ser campeão em Esporte (ou em qualquer outra coisa) sem cultivar, além do corpo e das habilidades atléticas, também a mente e a capacidade de análise e raciocínio crítico, habilidades desenvolvidas pela Filosofia?
Quem ganha com essa medida?
Aliás, alguém ainda se importa com isso?
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