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Na Luta pela Escola Pública
O nome “Pó de Giz” é tomado, por empréstimo, do antigo time de futebol dos professores do Colégio Municipal Rui Barbosa. Um colégio reconhecido por sua luta pela educação pública de qualidade. Um lugar onde fervilha a discussão educacional, política e social. Colégio que contribui de maneira significativa na formação de seus alunos, lugar onde se trabalha com o sentido do coletivo.
O " Pó de Giz" é uma singela homenagem a essa escola que tem um "pequeno" espaço educacional, mas corajoso e enorme lugar de formação cidadã.
sábado, 5 de novembro de 2011
Vamos participar!!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Técnicas para a manipulação da opinião pública

quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Atenção, professores da Rede Municipal -Cabo Frio
Fiquem ATENTOS!!
Será aberto o REMANEJAMENTO provisório. Temos MUITAS vagas nas escolas centrais, como por exemplo no C.M. Rui Barbosa.
Eu fiquei muitos anos remanejada até a vaga definitiva, que é mais difícil de acontecer.
TODOS que desejam trabalhar no Rui, e em outras escolas no centro, não podem perder o prazo que é minúsculo!!!!!
Serão abertas no dia 07/11 e fechadas em 09/11.
O processo deve ser iniciado no protocolo da Prefeitura.
Dica de boa leitura e troca
Compartilhamos com vocês o blog da professora Dequinha, uma desbravadora da net e dedicada profissional.
Arte e Manhas da Língua
Excelente dica para os professores/admiradores da área!
“O Controle Social na Administração Pública”
Horário: 19h
Local: Branca Confeitaria
Endereço: Praça Porto Rocha, 15 - Centro - Cabo Frio – RJ
Após a palestra será oferecido um coquetel aos presentes.
As inscrições são limitadas, sua presença deverá ser confirmada por telefone através de um dos seguintes números: (22) 2645-6524 ou (22) 9968-4020.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Pá-Pé-Pi-Pó-Ponte

Os educadores dos quatro costados ainda sonhavam com a Escola da Summerhill – aquela da liberdade sem medo – ou com a pedagogia de Paulo Freire quando ouviram dizer que havia um lugar onde tudo isso, e mais um pouco, virara verdade. Na Vila das Aves, no Porto, em Portugal, uma instituição jogada às traças, onde professores, não raro, levavam sovas dos alunos e iam parar no hospital, tinha conseguido o que muitos só haviam prometido.
Veja mais fotos de José Pacheco no Seminário Ler e Pensar de Educação e Leitura
Seu nome é Escola da Ponte. E sua história se divide entre antes e depois de 1976, ano em que um ex-eletricista miudinho e estrábico entrou em sala de aula para “domar” uma turma disposta a pôr tudo abaixo. O verbo pode não ser bem esse. Mas o que se sabe é que o tal homem – José Pacheco, hoje com 60 anos – não só ganhou a parada como arrastou outros profissionais de ensino para suas ideias.
A curiosidade sobre o que acontece lá leva muita gente a cruzar oceanos. Ou a responder “presente” nos inúmeros congressos que só merecem crédito se tiverem Pacheco na lista de convidados. “Me incomoda ter de tratar sempre da Ponte. Prefiro falar do Brasil”, provoca o educador. Há dez anos ele fez de Nova Lima, em Minas Gerais, seu endereço. Dali peregrina pelas divisas da antiga colônia fazendo pontes em mais de uma centena de escolas às quais assessora. “Em algumas escolas que conheço passou a reinar outra vez a música e a felicidade”, festeja.
Na quarta-feira passada, cerca de 2 mil educadores lotaram o Teatro Guaíra para conferir a fala de José Pacheco no Seminário Ler e Pensar, promovido pelo Instituto GRPCom. Para participar, o português impôs uma condição: não daria palestra. Prefere ser entrevistado. “Senão, digo sempre o que já sei dizer”, explica o convidado, cuja fala foi interrompida por uma plateia qual alunos no recreio. Fez barulho como bem quis – rindo e aplaudindo o “Zé da Ponte”.
Zé, poucos de nós cruzaram o oceano para conhecer a Escola da Ponte. Você poderia nos levar até lá pelas suas palavras?
Penso que hoje já não seja necessário atravessar o mar para ver a Escola da Ponte. No Brasil há muitas escolas onde se alcançou algo mais. Mas vou tentar. A Ponte é uma escola da rede pública. Há 36 anos não tinha vidros nas janelas, nem porta, nem banheiro. Muitos dos seus jovens não sabiam nem ler nem escrever. E havia alunos que batiam em professor...
Como no Brasil?
Não, isso é lá em Portugal [risos]... Um grupo de educadores se perguntou o que podia mudar. Traçou grandes metas, mas deu pequenos passos, porque criança não é cobaia. O que se fala da Ponte é o lado exótico – que não tem turma, não tem série, não tem prova, não tem horário, nota ou computador. E que é a melhor escola nas provas nacionais. Mas isso é o que menos importa.
O que deve ter acontecido por lá no dia de hoje [quarta-feira]?
Deixe-me ver: durante a manhã houve um encontro de professores tutores, depois a reunião de um grupo de responsabilidade. À tarde, as crianças foram fazer o que quiseram porque os professores se reúnem toda a tarde de quarta-feira. Talvez lá estejam a essa hora, porque até jantávamos na escola, tanto havia para conversar.
A Escola da Ponte é de fato diferente?
É diferente porque mostrou que os professores são capazes de se emancipar. Quando comecei a trabalhar, ainda estávamos na ditadura de Salazar e eu tinha um salário indigno. Precisava trabalhar numa escola de manhã, noutra à tarde, fazer à noite educação de adultos. Mas na Ponte nós não nos resignamos. Fizemos acontecer. Vejo movimento semelhante no Brasil. Para mudar é preciso pensar por sua cabeça e juntar-se com outros, porque ninguém se salva sozinho. A profissão de professor não é um ato solitário, é um ato solidário.
Se você fosse resumir em uma cena o que se deu na sua escola, qual seria?
Vamos para a educação por duas razões: por amor ou por vingança. [risos] Eu fui por vingança, mas fiquei por amor. Não consegui me vingar. Vingar do quê? Fui aluno de escola pública, excluído e humilhado. Jurei que nenhum aluno meu passaria pelo mesmo. E não conseguia isso. Não entendia como é que eu dava aulas tão bem dadas e eles não aprendiam. Até que na Escola da Ponte me pediram para ficar com a “Turma do Lixo”. Era assim que chamavam alunos de 14-15 anos que batiam nas professoras a ponto de elas irem parar no hospital.
Entrei na sala e perguntei quem sabia ler. Riram. E como a professora tentava lhes ensinar. Disseram que lhes mostrava o “a” de água, o “e” de égua, o “i” de ilha, o ”o” de ovos e o “u” de uva. Que faziam ondinhas do mar com os “ês”. Pus a mão na cabeça e pensei “Zé Pacheco, tu ensinas assim”. [risos] Por isso é que não aprendem.” Foi o primeiro grande clarão.
E o que aconteceu depois?
Descobri que aqueles jovens sabiam ler, mas não sabiam que sabiam. Explico. Eles não tinham dificuldade de aprendizagem. Eu é que tinha dificuldade de ensinagem, porque só sabia ensinar de uma maneira. Um episódio que vivi no Brasil serve para ilustrar.
Visitei uma escola e me colocaram numa salinha com alunos que, dizia-se, não sabiam ler e escrever. Disse-lhes: “Vou mostrar-lhes uns papéis e, se alguém souber ler, levante o braço. Peguei o primeiro papel. Todos leram “Coca-Cola”, depois “Big Brother”, “McDonald’s” e “Toyota” – em japonês. [risos] Disse aos professores: “Estão a ver? Eles sabem ler.”
Na Ponte, foi muito semelhante. Constituímos uma equipe de alfabetização e nenhum aluno deixou de aprender a ler porque demos a cada um o que precisava. A equipe teve de aprender metodologias diferentes. Hoje recebemos inclusive jovens com síndrome de Down e paralisia cerebral. É simples.
Em que você já fracassou como educador?
Quando me perguntam qual é o maior problema, digo que sou eu. Combato-me todos os dias. Meu maior defeito é minha herança educacional, minha tendência em aplicar as experiências que deram certo. Quando vou a uma escola e me perguntam – “o que devemos fazer para melhorar a escola?” – vem-me o monstro da arrogância. Resta-me descobrir junto com os outros. Os outros é que me salvam da “síndrome da Gabriela”: “Eu nasci assim, vou ser sempre assim...” [risos]
Você tem andado por mais de 100 escolas brasileiras. Algo lhe incomoda?
Não quero generalizar, mas as escolas brasileiras seguem uma lógica administrativa e burocrática. Onde a pedagogia não tem lugar, o professor é maltratado. [aplausos]
Como é o Zé diante dos professores?
Pergunto se estão dispostos a recomeçar. Se estão, recomendo que leiam os pilares da Unesco. Eles descobrem que o “aprender a conhecer” não acontece, pois há 14 milhões de analfabetos funcionais. Leem o “aprender a fazer”, o “aprender a ser”, o “aprender a conviver”, mas lembram que professores são assassinados, que há o bullying e xingamento nas escolas.
Depois oferecemos a eles, caso queiram, os grandes pilares da Ponte: tem o “recomeçar” e o “aprender a desaparecer”. [risos] Se o professor não é autônomo como pode ensinar autonomia? Professor não ensina aquilo que diz. Professor transmite aquilo que é. [aplausos]
Temos também de “aprender a desaprender”. Um aluno me perguntava: “Professor, um ser vivo é aquele que nasce, cresce, reproduz-se e morre?” Era o que lhe ensinava o livro didático. Se era assim, ele não se via como um ser vivo. “Não me reproduzi nem morri”, disse-me. [risos]
A última dica é “aprender a desobedecer”. A maioria das leis da educação está errada e contribui para o analfabetismo e para a infelicidade.
Pode dar um exemplo?
Um dia, escutei no rádio: “Pais das crianças que completem 6 anos até o dia 31 de março deverão dirigir-se à escola mais próxima, para matrícula”. Eu, português que pensa devagar, mas pensa, demorei dez minutos, mas imaginei uma gestante, seis anos antes, a jantar no dia 31 de março. Sente as dores e faz força para ter o filho até meia-noite. E não é que o mocinho nasce no dia 1.º de abril? A mãe acabou de condenar o filho a esperar um ano para entrar na escola. Perguntei-me: “Quem foi o jegue que fez esta lei?” [risos e aplausos]
Uma ocasião, eu estava a falar sobre isso, perguntei do jegue e o jegue estava lá. [risos] A lei está respaldada no Conselho Nacional de Educação. Mas não respeito essa lei. Não há uma idade para entrar na escola. Se uma criança pode ler aos 4 anos, por que não aprende aos 4 anos? Por que uma criança que aos 6 anos não tem condições de ler tem de estar naquela turma? Gerações sucessivas estão sendo “analfabetizadas”. Me deixa triste.
O que queria ser quando crescesse? E a quem você deve ser o que é?
Sei o que não gostaria de ser: não queria ser professor. Cursei Engenharia Elétrica e Mecânica. Mas um dia sem mais fui para professor. E há sim uma história à qual devo tudo. Certa vez, estava eu a falar com meu cunhado Paulo, muito mais novo que eu. Ele me disse que tivera um professor que fez dele o que era. E que houve uma professora que era uma cabra. [risos]
O tal professor, disse-me, “tirava-nos os piolhos, cuidava de nós, ensinava de outra maneira, tocava violão, jogava bola. Depois foi embora e veio a cabra. [risos] Só me faltava o retrato físico do tal homem. Paulo disse que era mais ou menos da minha altura, que tinha o cabelo pelas costas, barba, óculos à John Lennon, vinha de jeans e sandália. Ficamos a olhar um para o outro. O professor de quem ele falava era eu.
Podemos fazer uma brincadeira? Dê nota de 1 a 10 para alguns dos itens da escola. O quadro- negro e o giz: Zero [risos]. Merenda: 10. Biblioteca: 10. O portão: Zero. A diretora: 10, porque sofre muito [risos]. O professor? 10 . Não, 11. [aplausos]
Como ser educador numa sociedade de violência?
O que se pode fazer? Tudo, menos o que vejo. Aumenta-se a vigilância, câmaras, castigo. Nada resolve. Ninguém nasce violento. Diz-se das águas dos rios que são violentas. Nada se diz das margens que a comprimem. É de Bertolt Brecht. Se mantivermos esse modelo, a violência de fora torna-se a violência simbólica da escola. Desculpem a arrogância, mas hierarquia não rima com pedagogia. Para conter a violência, teremos de mudar a organização da escola e responsabilizar a comunidade. É preciso uma tribo para educar uma criança.
Dê-nos uma pequena história para lembrar quando colocarmos a cabeça no travesseiro...
Vou lhes dar uma metáfora. “Estava o menino Nelson, subindo a ladeira da escola. Vinha todo sujo. Estava atrasado. Perguntei o que se passava. Disse-me que não conseguira dormir. Sua irmãzinha chorava: os ratos tinham lhe comido a orelha. Quis saber por que tinha então vindo naquele dia. Contou-me que sua vida era triste, mas que quando chegava a hora de vir para a escola, sentia algo cá dentro: “Professor, parece mesmo que o que sinto é alegria”.
Fonte: Gazeta do Povo
http://www.gazetadopovo.com.br/entrevistas/conteudo.phtml?id=1186508
terça-feira, 1 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Conselho apenas na FOTO

O Conselho Escolar foi eleito com 16 membros + suplentes: 1 representante da direção, 1 representante da orientação Escolar, 3 representantes de professores, 3 representantes de alunos, 3 representantes de responsáveis, 1 representante da coordenação de área e supervisão, 1 representante da orientação educacional, 1 representante dos funcionários, 1 representante do grêmio, 1 representante da secretaria e 1 representante da inspeção escolar.
Na Plenária tivemos o informe que a SEME/Cabo Frio convocou as escolas da rede municipal, nessa semana, para um encontro com o tema "Conselho Escolar". Um representante do MEC, da Comissão de organização e implementação dos Conselhos Escolares, esteve presente. Já não era sem tempo a discussão sobre Conselho Escolar, afinal ele é um instrumento democrático garantido em diferentes leis, há alguns anos.
Vejam algumas leis que preveem a formação do Conselho Escolar:
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 9.394/1996), em seu artigo 14, estabelece que os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na Educação Básica, de acordo com as suas peculiaridades e observando os seguintes princípios:
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II - participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares ou equivalentes.
Plano Nacional de Educação:
Art. 9º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão aprovar leis específicas disciplinando a gestão democrática da educação em seus respectivos âmbitos de atuação.
Lei Orgânica Municipal:
Art. 222 - Nos termos da Lei serão instituídos Conselhos Escolares formados por representantes eleitos dos segmentos que constituem a comunidade escolar.
Parágrafo Único - Os Conselhos Escolares deliberarão sobre as questões administrativas, pedagógicas, culturais e financeiras no âmbito de cada unidade escolar, tendo como principal finalidade a elaboração do Regimento Interno.
Plano Municipal de Educação - LEI Nº 2.250, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2009.
Estabelecer critérios para a composição e o funcionamento dos Conselhos Escolares.
Lei de Consulta para diretores da Rede Municipal de Ensino:
Artigo 56
" A gestão escolar será compartilhada com o Conselho Escolar e acompanhada pela Secretaria Municipal de Educação.”
Com relação ao Regimento Escolar Unificado das unidades da Rede Municipal, o Conselho Escolar simplesmente NÃO existe.
Nós sinalizamos ao Conselho Municipal de Educação, através dos Conselheiros representantes dos Sindicatos dos Profissionais da Educação, mas não conseguimos aprovar a inserção da instituição como parte integrante da composição da ESCOLA. Pelo visto, teremos uma atualização, em breve, do Regimento Escolar. Ou então, o Regimento ficará conflituante com a nova realidade escolar.
No C.M. Rui Barbosa o Conselho ficou apenas na FOTO.
Remanejamentos provisórios, Renovação ou Realização de PERMUTA
Renovação ou Realização de PERMUTA
Sevidores interessados no processo de realização ou renovação de permuta deverão comparecer no SETOR de PROTOCOLO da Prefeitura de Cabo Frio, no período de 21 a 25 de NOVEMBRO, munidos das cópias dos seguintes documentos:
Permuta NOVA:
Identidade;
CPF;
Contracheque;
Diploma;
Comprovante de residência
Declaração de nada a opor do Município de Origem.
RENOVAÇÃO de Permuta:
Ao processo já existente no Setor de Protocolo da Prefeitura, anexar requerimento de solicitação de continuidade da permuta e a declaração de nada a opor do município de origem.
REMANEJAMENTOS PROVISÓRIOS:
LEMBRAMOS a tod@s que os remanejamentos provisórios também necessitam de processo e aqueles que desejarem deverão dar entrada esclarecendo os motivos pelos quais necessita deste benefício.
Fonte: Blog Sepe Lagos
Notícias dos Planos de Educação
Aprovado há quase 02 anos, o Plano Municipal de Educação não atendeu a uma de suas primeiras metas: o ACOMPANHAMENTO.
Demorou quase 1 ano e meio para formar o comitê. Depois o Comitê foi formado em desacordo com o próprio Plano, agora está parado aguardando o governo (re)convocar plenária dos segmentos da rede municipal de ensino.
Na indicação anterior, o governo fez uma convocação para a reunião "restrita" de Diretores de Escola.
Resultado: desrespeito ao Artigo do próprio Plano, com nomeação "apenas" de diretores representando dos os segmentos da Educação.
O Plano Nacional de Educação
Quase três mil emendas foram apresentadas à Comissão Especial que analisa o PL 8035/10 na Câmara dos Deputados. Depois da entrega do relatório, os deputados têm o prazo de cinco sessões da Casa para apresentar novas emendas. Após a votação, o projeto do novo PNE seguirá para o Senado.
domingo, 30 de outubro de 2011
Começa O Quinze
O Projeto O Quinze tem como objetivo discutir os problemas e encontrar soluções para a educação. O Quinze traz 15 propostas que visam melhorar a Educação Pública brasileira. Além de fazer as propostas, O quinze, através das Redes Sociais, cobrará das autoridades que estas propostas sejam cumpridas, tendo em vista que muitas já são leis que ficam apenas no papel. Logicamente que teremos mais força se toda a sociedade brasileira em todos os níveis sociais nos apoiar neste projeto.
São elas:
10% do PIB para a educação e 50% dos royatles das fontes energéticas
Cumprimento da lei 11738 §4º Art. 2º que diz que 1/3 do horário do professor seja para atividades fora da sala de aula, como aperfeiçoamento, discussões pedagógicas, entre outras
Escola de Tempo Integral
Currículo mínimo Nacional
Ampliação da lei de responsabilidade escolar
A obrigatoriedade de profissionais de suporte pedagógicos como psicopedagogos, bibliotecários, Agentes de Organização Escolar etc.
Redução do número de aluno em sala de aula
Envolvimento da família
Volta dos 180 dias letivos
Piso salarial nacional compatível com a formação universitária
Cumprimento da obrigatoriedade dos equipamentos físicos e humanos da inclusão
A implementação da lei 10639 que coloca na grade curricular “História e Cultura Africana”
Igualdade de oportunidades escolares para todos os brasileiros em todos os níveis
Formação de nível superior específica e contínua nas áreas de atuação Liberdade na escolha do material didático.
Veja que em algumas “propostas” são um absurdo que não sejam cumpridas.
Para mais informações acessem O Quinze ou nas redes sociais O Quinze no Face Grupo O Quinze
Michael Bonadio
14/10/2011
HÁ DINHEIRO PARA EMPRESÁRIOS, MAS NÃO HÁ PARA A EDUCAÇÃO
não pode aumentar o salário dos professores por falta de verba;
os royalties do petróleo estão sendo investidos na educação;
o Estado não tinha recursos para arcar com o reajuste de 26% exigido pelos profissionais, pois "significava quase R$ 500 milhões de impacto" no Orçamento.
Na educação para poupar tostões o “choque de gestão” segue fechando escolas; terceirizando em tudo que interesse à iniciativa privada; deixando a rede sem inspetores de alunos e pessoal para os serviços de secretária; enfiando-nos goela abaixo o sistema de meritocracia, etc.
Entretanto sobram verbas para dar isenção de impostos para empresários, agora a camaradagem do Estado do Rio de Janeiro se internacionaliza, até multinacional está sendo agraciada, como se pode constatar pela aprovação do projeto de Lei pela ALERJ, no dia 26 de outubro:
Os “nobres” parlamentares que nos negaram 26% de aumento abriram os cofres do Estado para a Nissan:
APROVADA PROPOSTA QUE INCLUI NISSAN NO RIOINVEST
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta quarta-feira (26/10), em discussão única, o projeto de lei 939/11, que enquadra a montadora Nissan do Brasil Automóveis Ltda no Programa de Atração de Investimentos Estruturantes (RioInvest). A medida, proposta pelo Governo, permite que a montadora japonesa tenha acesso aos recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (Fundes) do estado do Rio de Janeiro. O texto, aprovado com sete emendas, prevê financiamento de até R$ 5.908.906.000 para que a empresa se instale em Resende, desde que cumpra uma série de obrigações – uma delas é o limite máximo de liberação mensal de 10% da receita operacional bruta das vendas e do valor das operações de transferências de mercadorias realizadas pela Nissan do Brasil Automóveis Ltda. “Ao longo do processo de implantação a empresa terá até esse limite de financiamento, mas há a obrigação de se implantar uma série de projetos”, explicou o líder do Governo, deputado André Correa.
O crédito autorizado será liberado na forma de seis subcréditos, com carência de 30 anos, 50 anos de prazo para utilização e 1% de juros. Umas das emendas aprovadas, do deputado Luiz Paulo (PSDB), traz para a proposta a especificação dos subcréditos, condicionados a etapas a serem cumpridas. “Sem esse detalhamento, ficávamos sem saber o valor de cada subcrédito. A emenda garante a transparência do processo”, salienta o parlamentar, que assina ainda outras três emendas aprovadas na íntegra, dentre as quais a que inclui no texto o “esforço na contratação de produtos e serviços de fornecedores localizados no estado do Rio”.
O primeiro subcrédito, no valor de R$ 3,86 bilhões, será liberado considerando as fases de implantação, pré-operação e operação da indústria, o segundo, de R$ 1,02 bilhão, será condicionado à expansão da fábrica, o terceiro, de R$513 milhões, ao projeto Sistema Motor e Transmissão. Pelo projeto de Testes de Emissões, a empresa receberá o subcrédito de R$ 30 milhões, pela realocação da sede, R$87 milhões e, pelo projeto veículo elétrico, R$382,9 milhões.
Entre as emendas mais relevantes, estão a que garante a priorização da mão de obra da população local e a que determina investimento de 1% dos recursos financiados em projetos sociais, culturais, desportivos, ambientais, de ciência e tecnologia e ensino técnico profissionalizante que beneficiem a população local. Foi incluída no texto, ainda, a determinação de que o Governo envie anualmente à Alerj relatório com projetos sociais e culturais em benefício da população local, com as cifras investidas e valores dos impostos arrecadados vinculados à produção da Nissan. O projeto será enviado à sanção do governador Sérgio Cabral.
(texto de Fernanda Porto)
Fonte: http://www.alerj.rj.gov.br/common/noticia_corpo.asp?num=40767
Para atender aos interesses do capital internacional, o governo anuncia a criação de uma escola técnica no município, enquanto fecha escolas noturnas impedindo que o trabalhador que deseja deixar de ser mão-de-obra barata se prepare para disputar uma vaga nas instituições de ensino superior.
Enquanto terrenos e benefícios fiscais são oferecidos para a Nissan e investe bilhões em obras para a Copa, em Barra do Piraí, o Colégio Estadual Professor José Antônio Maia Vinagre funciona em condições precárias esperando, desde 2008, que as obras orçadas em R$ 791.768,34, sejam concluídas. Assista ao vídeo e veja em que condições trabalham os docentes e os alunos matriculados nesta instituição.http://www.blogger.com/img/blank.gif
Clique aqui para ver o vídeo
Onde está o Conselho Tutelar, a Vara da Infância e da Juventude, a Vigilância Sanitária e o Secretário Estadual da Educação, que permitem que crianças sejam colocadas nesta situação de risco?
Será que a Seeduc espera que esse Colégio cumpra o Plano de Metas? É justo que os docentes desta escola, considerando-se as imposições da meritocracia, ficarem sem os bônus prometidos? O caso de Barra do Piraí é um ótimo exemplo, da inviabilidade da meritocracia.
É possível acreditar:
que a educação pública é prioridade ?
que o Estado está, realmente, investindo na melhoria da educação e na valorização do docente?
que o Estado do Rio de Janeiro precisa dos royalties do petróleo?
é possível participar do movimento "Contra a Covardia Em Defesa do Rio", acreditando que estaremos garantindo verbas para a educação, enquando ficamos passivos diante da covardia que está sendo feita pelo próprio Estado em relação à educação?
Fonte: Blog SOS Educação Pública
30 de outubro - Dia da Merendeira
Convite à luta
2011 foi um ano onde a educação ocupou um papel de destaque, seja oficialmente nas campanhas institucionais através de intervenções de setores claramente privatistas (como Todos pela Educação, Fundação Roberto Marinho e tantos outros). Seja pelos movimentos que se colocaram em luta em mais de 18 estados brasileiros, desde a educação básica até as universidades.
Aqui no RJ não foi diferente, enfrentamos uma greve duríssima de mais de 60 dias e que obteve o principal saldo de colocar a categoria de profissionais de educação em movimento, acreditando na Luta! Nesta greve as redes sociais e a internet ocuparam um papel de destaque ajudando na massificação do nosso movimento.
Marcando ainda o ano tivemos a apresentação do PNE do governo Lula/Dilma que cristaliza como política de governo todo o processo de privatização e sucateamento da educação pública, reunindo diversas medidas de FHC a Dilma nesse intuito. De forma inédita desconsidera inclusive as propostas apresentadas pelo CONAE oficial, que cá entre nós não eram tão revolucionárias assim, mas em nada se compara com o atual PNE que está tramitando.
Dito isto percebemos que temos um grande desafio: ampiar o debate em defesa da Educação Pública e levá-lo aos mais diversos setores da sociedade para que consigamos mudar esse jogo.
Desde meados Junho/2011 falamos e apontamos a necessidade de um plebiscito que ajude nessa campanha. No mês de novembro ele estará acontecendo e a sua participação construindo comitês para a garantia do plebiscito dos 10% do PIB, é muito importante.
Assista ao vídeo: link
SAUDAÇÕES COM LUTAS
por email, VERA NEPOMUCENO
COORDENADORA GERAL DO SEPE
Vamos acompanhar!
Informação postada no Facebook
sábado, 29 de outubro de 2011
Manifesto Nacional "Por que aplicar 10% do PIB na educação pública?

Carta de Lançamento da Campanha Nacional
Por que aplicar já 10% do PIB nacional na Educação Pública?
A educação é um direito fundamental de todas as pessoas. Possibilita maior protagonismo no campo da cultura, da arte, da ciência e da tecnologia, fomenta a imaginação criadora e, por isso, amplia a consciência social comprometida com as transformações sociais em prol de uma sociedade justa e igualitária. Por isso, a luta dos trabalhadores na constituinte buscou assegurá-la como “direito de todos e dever do Estado”.
No entanto, o Estado brasileiro, por expressar os interesses dos ‘donos do poder’, não cumpre sua obrigação Constitucional. O Brasil ostenta nesse início de século XXI, se comparado com outros países, incluindo vizinhos de América Latina, uma situação educacional inaceitável: mais de 14 milhões de analfabetos totais e 29,5 milhões de analfabetos funcionais (PNAD/2009/IBGE) – cerca de um quarto da população – alijada de escolarização mínima. Esses analfabetos são basicamente provenientes de famílias de trabalhadores do campo e da cidade, notadamente negros e demais segmentos hiperexplorados da sociedade. As escolas públicas – da educação básica e superior – estão sucateadas, os trabalhadores da educação sofrem inaceitável arrocho salarial e a assistência estudantil é localizada e pífia.
Há mais de dez anos os setores organizados ligados à educação formularam o Plano Nacional de Educação – Proposta da Sociedade Brasileira (II Congresso Nacional de Educação, II Coned, Belo Horizonte/MG, 1997). Neste Plano, professores, entidades acadêmicas, sindicatos, movimentos sociais, estudantes elaboraram um cuidadoso diagnóstico da situação da educação brasileira, indicando metas concretas para a real universalização do direito de todos à educação, mas, para isso, seria necessário um mínimo de investimento público da ordem de 10% do PIB nacional. Naquele momento o Congresso Nacional aprovou 7% e, mesmo assim, este percentual foi vetado pelo governo de então, veto mantido pelo governo Lula da Silva. Hoje o Brasil aplica menos de 5% do PIB nacional em Educação. Desde então já se passaram 14 anos e a proposta de Plano Nacional de Educação em debate no Congresso Nacional define a meta de atingir 7% do PIB na Educação em … 2020!!!
O argumento do Ministro da Educação, em recente audiência na Câmara dos Deputados, foi o de que não há recursos para avançar mais do que isso. Essa resposta não pode ser aceita. Investir desde já 10% do PIB na educação implicaria em um aumento dos gastos do governo na área em torno de 140 bilhões de reais. O Tribunal de Contas da União acaba de informar que só no ano de 2010 o governo repassou aos grupos empresariais 144 bilhões de reais na forma de isenções e incentivos fiscais. Mais de 40 bilhões estão prometidos para as obras da Copa e Olimpíadas. O Orçamento da União de 2011 prevê 950 bilhões de reais para pagamento de juros e amortização das dívidas externa e interna (apenas entre 1º de janeiro e 17 de junho deste ano já foram gastos pelo governo 364 bilhões de reais para este fim). O problema não é falta de verbas públicas. É preciso rever as prioridades dos gastos estatais em prol dos direitos sociais universais.
Por esta razão estamos propondo a todas as organizações dos trabalhadores, a todos os setores sociais organizados, a todos(as) os(as) interessados(as) em fazer avançar a educação no Brasil, a que somemos força na realização de uma ampla campanha nacional em defesa da aplicação imediata de 10% do PIB nacional na educação pública. Assim poderíamos levar este debate a cada local de trabalho, a cada escola, a cada cidade e comunidade deste país, debater o tema com a população. Nossa proposta é, inclusive, promover um plebiscito popular (poderia ser em novembro deste ano), para que a população possa se posicionar. E dessa forma aumentar a pressão sobre as autoridades a quem cabe decidir sobre esta questão.
Convidamos as entidades e os setores interessados que discutam e definam posição sobre esta proposta. A idéia é que façamos uma reunião de entidades em Brasília (dia 21 de julho, na sede do Andes/SN). A agenda da reunião está aberta à participação de todos para que possamos construir juntos um grande movimento em prol da aplicação de 10% do PIB na educação pública, consensuando os eixos e a metodologia de construção da Campanha.
Junho de 2011.
ASSINAM ESSE MANIFESTO: ABEPSS, ANDES-SN, ANEL, CFESS, COLETIVO VAMOS À LUTA, CSP-CONLUTAS, CSP-CONLUTAS/DF, CSP-CONLUTAS/SP, DCE-UFRJ, DCE-UnB, DCE-UFF, DCE UFRGS, ENECOS, ENESSO, EXNEL, FENED, MST, MTL, MTST/DF, MUST, MOV. MULHERES EM LUTA, OPOSIÇÃO ALTERNATIVA, CSP-CONLUTAS/RN, PRODAMOINHO, SEPE/RJ, SINASEFE, SINDSPREV, SINDREDE/BH, UNIDOS PRÁ LUTAR.
Materiais para o plebiscito da Campanha pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!




O plebiscito nacional da Campanha pelos 10% do PIB para Educação Pública ocorre de 6 novembro a 6 de dezembro. Agora é a hora da coleta de votos e sua ampla divulgação.
A pergunta: “Você concorda com o investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na Educação Pública, já?” deve percorrer todos os cantos do Brasil. O objetivo é dialogar com os trabalhadores e sensibilizá-los para a necessidade de aumentar imediatamente o os recursos destinados pelos governos à educação pública.
Os comitês estaduais realizaram o lançamento da Campanha e precisam continuar fortalecendo esse trabalho nos estados.
Os materiais da Campanha estão aqui no blog, no início do artigo, disponíveis para reprodução.
Os arquivos também estão disponíveis em arquivo aberto (Corel Draw) para atender as demandas especificas de algum setor ou de alguma região. Como, por exemplo, uma segunda pergunta na cédula de votação. Além disso, serão enviados para a rede.
fonte: Blog 10% do PIB já!
Comentários: Quero ver os políticos do Estado do RJ empenhados e dispostos a essa luta assim como lutam bravamente pelo Royalties.
Escolas do estado do Rio com notas em queda livre

Número de alunos que acertaram menos de um terço em Português aumentou 7 pontos percentuais, e 73% da 1ª série erraram mais de 66% da prova de Matemática
Rio - Os resultados do último Saerjinho — provão bimestral aplicado a 360 mil alunos dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da rede estadual — revelam falhas no sistema de ensino e queda no desempenho da maioria.
A prova mostrou que 73% dos jovens do 1º ano do Ensino Médio obtiveram no máximo 3,3 em Matemática, numa escala de zero a 10. Em Português, subiu de 24% para 31% o total de estudantes que só acertaram até 1/3 das questões de Português.
Apesar disso, o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, afirma que o resultado foi positivo, alegando que a disparidade entre as escolas diminuiu: “O percentual de alunos com bom desempenho em Português aumentou significativamente (de 7% para 13%) na comparação entre os 1º e 3º bimestres. Em Matemática, aumentou ligeiramente na comparação entre esses períodos”.
Os números apresentam aumento ínfimo em Matemática, no entanto. Nessa matéria, a média geral de alunos que acertaram mais de 66% do teste aumentou de 2% para 3%. Embora os índices ainda sejam baixos, o secretário diz que houve melhora da rede como um todo: “Ao avaliarmos a posição relativa das escolas, verificamos que 42% delas mantiveram sua posição no ranking de desempenho ao longo dos bimestres e 30% ganharam posições”.
Bolsa de estudos em faculdade para os melhores
Para motivar os alunos a se dedicarem, o governo planeja dar bolsa de estudos em faculdade particular aos melhores colocados na avaliação anual, o Saerj. O prêmio já valerá para o ano que vem. A instituição ainda não foi escolhida. O governo já dá aos melhores computadores portáteis.
Assim como no 2º bimestre, as escolas do interior foram as melhores. Se destacaram: Instituto de Educação Eliana Duarte da Silva Breijão, em Porciúncula; Centro Educacional Antônio Pecly, em Cordeiro; e Centro Educacional João Kopke, em Engenheiro Paulo de Frontin.
Estudantes dessas unidades vão ganhar viagem cultural de fim de semana à cidade do Rio para conhecer museus e pontos turísticos da capital.
fonte : O Dia



