Na Luta pela Escola Pública

Este blog pretende criar um espaço para informações e discussões sobre Escola Pública na Região dos Lagos, com destaque para o município de Cabo Frio.

O nome “Pó de Giz” é tomado, por empréstimo, do antigo time de futebol dos professores do Colégio Municipal Rui Barbosa. Um colégio reconhecido por sua luta pela educação pública de qualidade. Um lugar onde fervilha a discussão educacional, política e social. Colégio que contribui de maneira significativa na formação de seus alunos, lugar onde se trabalha com o sentido do coletivo.

O " Pó de Giz" é uma singela homenagem a essa escola que tem um "pequeno" espaço educacional, mas corajoso e enorme lugar de formação cidadã.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Bônus para professor é erro pedagógico e incentiva fraude

Professores de Sorocaba não são os únicos que escolhem o caminho mais rápido para receber três salários

Há um ano, esta coluna já havia apontado erros pedagógicos do sistema de bônus para professores da rede pública do Estado de São Paulo, como o fato de que a ação é incapaz de atrair os melhores profissionais para a carreira. Agora, após denúncia apresentada pelo iG de suspeita de fraude no Saresp em escola de Sorocaba, no interior de SP, fica também claro que o bônus causa outras externalidades (consequências que podem gerar políticas alheias a seus objetivos) extremamente “não educativas”.

Denúncia: Pais e estudantes acusam escola mais bem avaliada de SP de fraude
Investigação: MP vai investigar denúncia de fraude em escola nº 1
Análise: Desempenho nota 10 para 100% da turma é raro, dizem especialistas
Fiscal não fiscalizou: “Não tenho como saber se houve fraude”
Desempenho: Alunos de escola nº1 de SP não obtêm nota 10 em 2012

Concedendo prêmios que podem chegar a três vezes o salário mensal de um profissional da educação é obvio que alguns profissionais – se não a maioria – vão preferir o caminho mais rápido, simples e direto para receber esses três milagrosos salários de recompensa. No caso de Sorocaba, esta recompensa seria pelo risco de ser pego cometendo uma irregularidade, ainda que ele seja pequeno e encarado também por professores em inúmeros outros colégios. A descoberta da suposta fraude peloiG se deu muito mais pelo tamanho da sede do professor ou professores envolvidos na fraude do que pela desconfiança da sociedade em relação ao sistema.

Para uma equipe dedicada somente à educação como a do iG fica óbvio que uma escola na periferia de Sorocaba, com alunos carentes, que dobra seu resultado na avaliação rapidamente, não registra nenhuma falta no dia da prova e tem alunos que acertam todas as questões de matemática escondia algo. Quem trabalha com educação sabe que não existem milagres. Não há implantação na área. O que pode haver é desenvolvimento. Todas as provas de avaliação baseadas em notas absolutas demonstram muito mais a história socioeconômica do grupo avaliado do que a qualidade do processo educativo.

No mundo moderno e na administração pública moderna deve haver planejamento para atingir melhor resultados com os recursos disponíveis, que são sempre finitos. Os processos devem ser planejados considerando as fraquezas humanas e com todo o cuidado para não estar expostos a elas. Quem precisa ser virtuoso são as instituições e os processos, pois não podemos esperar que todas as pessoas sejam, principalmente quando o governo aplica incentivos monetários para profissionais extremamente mal pagos e que se sentem injustiçados pelo bônus. Instituições e processos virtuosos protegem o estado das ações não virtuosas.

Existem duas formas de melhorar substancialmente a qualidade da educação de um Estado ou de um país. A primeira é melhorar as condições socioeconômicas de seu povo, já que as pesquisas demonstram que, fora exceções, o rendimento em avaliações de alunos está relacionado com suas histórias de vida. A segunda, e sobre a qual o governo tem poder de ação mais imediato, é atrair melhores profissionais para a carreira de professor. Ganhando 60% a menos do que um profissional com a mesma escolaridade em outra profissão, não é o bônus, incerto e eventual, que irá atrair talentos para as salas de aula, mas sim o simples aumento dos salários dos professores. Passar alguns anos reajustando salários na mesma proporção do aumento de recurso per capita do Fundeb (este ano mais de 22% contra 6% de inflação acumulada) poderá, em um médio espaço de tempo, igualar os salários dos professores às médias de outras carreiras. Aí é só esperar que as novas gerações se interessarem mais pela profissão.



fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/colunistas/mateusprado/bonus-para-professor-e-erro-pedagogico-e-incentiva-fraude/c1597739066849.html

Resistência no IASERJ

Passamos uma madrugada de horror!
O prédio do IASERJ foi invadido no final da noite de ontem pelo choque que garantiu a entrada de uma equipe da secretaria de saúde para fazer o trabalho sujo da remoção dos pacientes do Hospital.
Os médicos e trabalhadores do IASERJ assistiram ao deslocamento de seus pacientes sem condições de impedirem tamanha atrocidade, pois havia juntamente com a equipe do governo, dois promotores, que a qualquer ação dos trabalhadores do IASERJ ameaçavam os de prisão.
Do lado de fora, além de um grupo de policiais do choque fortemente armados, as ruas ao redor foram fechadas com barricadas feitas pelo choque. Um carro do BOP, ficava dando ronda juntamente com carros da PM.Agentes da polícia civil, os conhecidos P2, se misturavam entre os poucos manifestantes que procuravam resistir no portão de fora. Três caminhões baú ficaram estacionados em frente ao hospital aguardando o momento de entrar para efetuar a mudança dos equipamentos.
O que assistimos foi pura covardia: 18 ambulâncias da SAMU e das UPAS foram deslocadas para o IASERJ, os pacientes foram sequestrados, pois foram transferidos sem a baixa de seus médicos, sem conhecimento de seus familiares que não foram comunicados e nem podiam entrar no hospital. Advogados com a carteira da ordem, a vereadora Sônia Rabelo e o deputado Paulo Ramos, foram barrados no portão pelos procuradores, tendo que entrar pela emergência pelas mãos dos servidores do hospital.
Pura covardia, Na calada da noite pacientes sendo removidos de forma irresponsável, médicos e trabalhadores do IASERJ impotentes frente a brutalidade e nós na rua tentando resistir, barrando a entrada das ambulâncias sob o pedido suplicante do comandante do choque para que deixassemos as ambulâncias passarem, pois eles não queriam nos machucar...Uma madrugada de terror!
No dia de hj, fizemos um ato dentro do pátio do IASERJ e vigília. Ainda temos pacientes que não foram removidos e amanhã a partir das 5 horas começaram a chegar os pacientes do ambulatório que precisam ser informados da nossa resistência.
Precisamos da presença de todos e todas nessa noite e madrugada no IASERJ, não vamos permits umir que o assassino Cabral acabe com o nosso hospital.
Fazemos um chamado especial aos profissionais de educação do Estado que estão de recesso escolar para reforçarem nossa luta.


Não é só palavra de ordem não, é a realidade nossa de cada dia:
A NOSSA LUTA É TODO DIA PORQUE SAÚDE NÃO É MERCADORIA!!!
Vera Nepomuceno

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Seeduc dá Tiro no Pé


UM VERDADEIRO “BANHO DE ÁGUA FRIA” NA EDUCAÇÃO

No último sábado, dia 30, a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro divulgou as 305 escolas entre as 1381 do estado do Rio que foram premiadas com uma bonificação aos professores, diretores, serventes, merendeiras e demais servidores da área de Educação que chegarão a embolsar até 3 vencimentos básicos. De 75 mil matrículas, somente 14.497 (aproximadamente 19%) receberão adicional.

Tal bonificação ou premiação foi regulamentada pela resolução SEEDUC Nº 4768 de 07 de fevereiro 2012 que foi instituída pelo decreto n°42.793 de 06 de janeiro de 2011 e alterado pelo decreto n° 43.451 de 03 de fevereiro de 2012. Segundo a própria SEEDUC, são 40 milhões investidos. Mas, já que falamos que somente 19% dos professores receberam tal premiação, vamos fazer outras contas. Por exemplo, 
o bônus será um alívio momentâneo no orçamento doméstico desses quase 15.000 professores, pois segundo dados oficiais, mais de 80% dos mesmos encontra-se com algum empréstimo consignado que é descontado em folha. Mas será que o “banho de água fria” nos outros 60.000 funcionários não foi mais prejudicial e com efeito na educação bem mais duradouro, do que esse alívio momentâneo de alguns? Os 40 milhões, da forma que foi investido, sem dúvida foi mais desestimulante para a maioria esmagadora dos profissionais da área. 
A expectativa nas escolas era grande. Quem não ganhou tal bonificação fica com uma sensação de incapacidade e frustração, pois as metas a serem alcançadas não dependem só do professor em sala de aula ou da merendeira. São uma série de fatores que influenciam como o fluxo escolar, as faltas dos professores, o lançamento de notas no sistema no tempo determinado, a prestação de contas dos diretores das unidades escolares, entre outros. Foi realmente um banho de água fria. como já foi dito, talvez tal bonificação paga apenas a alguns, soa como um tiro no próprio pé. 


Educação se faz com investimentos, mas não dessa forma. Precisamos de professores estimulados sim a ensinar melhor, a dar o melhor de si; mas, não é pagando diferenciadamente que isso acontecerá. O critério de bonificação não deu certo nos EUA, não deu certo em SP e não dará certo, obviamente no Rio de Janeiro. Talvez, o mal já foi feito. Banho de água fria em casa faz bem. Na educação não é uma boa idéia.
Prof. Fabiano de Araujo Pinto
Replicado do Blog do Prof. Doc 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

REDE MUNICIPAL- CABO FRIO



No ato de hoje, em frente à Câmara dos Vereadores, o que aconteceu , na verdade, foi uma assembleia para dar informes da reunião com o governo. A direção do Sindicato foi atendida pelo prefeito e pela Secretária de Educação. Pelo que nos foi dado no informe, o prefeito pediu “perdão” por ter cometido esse terrível “engano” de enviar um plano de cargo para TODO o funcionalismo  proporcionando em janeiro de 2013 mais de 50% de aumento a algumas categorias e 0% para o magistério, disse que fará uma correção nessa mensagem enviada à Câmara com uma “retificação” em, no máximo, 15 dias. A Secretária de Educação informou que a categoria terá ABONO das paralisações e que, inclusive, ela (a secretária) também paralisará.
Aprovamos o estado de greve e uma assembleia de retorno dia 08 de agosto, às 17h30min, na E.M. Prof. Edilson Duarte (local a confirmar). Também aprovamos o pedido de emenda ao Plano de Cargos com relação à reserva de 1/3 da carga horária destinada a atividade extracurriculares, pois no Plano de Cargos aprovado essa carga horária deveria ser cumprida na unidade escolar e por entendermos que esse tempo é para coordenação, conselhos e reuniões, mas também para preparação e correção de tarefas, atividade o que não precisa, obrigatoriamente, ser feito na escola.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Realidade do Docente da rede Estadual RJ


Professores se ‘desdobram’ em mais de quatro escolas.
Censo Escolar da Educação Básica de 2011 revelou que 3.644 mestres dão aula em várias unidades para complementar renda.
 Jornal O Dia , 26.06.2012 às 23h20
POR Maria Luisa Barros

Rio -  Para aumentar a renda familiar, professores do Estado do Rio são obrigados a se desdobrar em várias escolas públicas e privadas. Dados do Censo Escolar 2011, divulgados pelo Inep, instituto de pesquisas do Ministério da Educação (MEC), revelam que 3.644 mestres trabalhavam em mais de quatro estabelecimentos de ensino. Outros 9.026 docentes dão aulas em mais de três colégios.
Os números mostram ainda que 5.753 profissionais lecionam mais de três disciplinas, sendo que 1.513 professores dão aulas de cinco ou mais matérias. É o caso do professor de Sociologia, Ciro Dantas, 44 anos, que dá aulas de Português, Biologia, Matemática, Física e Química, no Projeto Autonomia, da Secretaria Estadual de Educação, para jovens do Ensino Médio.
“Recebemos uma semana de treinamento para ensinar disciplinas nas quais não temos o menor domínio”, diz ele, que no ano passado trabalhava em quatro escolas e este ano, em três da rede pública.

“Já quis fazer pós-graduação, mas não sobra tempo, trabalhando das 7h às 22h, e acabo adiando”, diz Ciro. De acordo com o Censo, entre os 40.136 professores que dão aulas no estado do Rio, existem 1.695 docentes que não têm o Ensino Superior. A situação é ainda mais crítica para 18 mestres que têm apenas o Ensino Fundamental. O Ensino Médio foi concluído por 1.235 profissionais da educação.
 A baixa qualidade do ensino público no Rio, que ficou em penúltimo lugar no ranking nacional do Ideb — tem levado famílias a transferir filhos para escolas particulares. Em 2011, a rede privada ganhou 83 mil novas matrículas (358 mil no Brasil). A rede pública teve menos 165.410 alunos.
------
Comentário Pessoal : O governo do estado do RJ , parece ter como meta exterminar com a Educação Pública estadual e para tal não tem medido esforços , para tal não faz o mínimo esforço em valorizar seus docentes, cujo piso salarial é de R$1.001,00 e mais um auxilio transporte que não atende plenamente a grande maioria dos docentes e mais nada. 

Lamentavelmente o secretário de educação não é da área e sim um economista que encara a educação como despesa e não como investimento já que trata da formação intelectual plena do ser humano. Outro fator negativo foi a implantação do projeto autonomia, verdadeira fábrica de analfabetos funcionais, pois um professor de uma disciplina tem a função de ser responsável pelas vídeos-aulas de todas as demais disciplinas do ensino médio, sendo na verdade um passador de vídeos-aulas. Esse é o projeto educacional de quem não sabe nada do nada.

Incoerências da Educação  Estadual do RJ:
No inicio de 2011o secretário da educação estadual do Rio de Janeiro, o economista Wilson Risolia lançou um plano de metas, baseado na meritocracia , no entanto esse plano apresenta algumas incoerências na prática, abaixo descritas :
- Em out./2011 comissões das metropolitanas estiveram nas escolas , para reuniões com os docentes, objetivando fazer com que o índice de aprovação das escolas melhorassem, consequentemente das metropolitanas e da Seeduc, o que propiciaria melhora do IDEB , que está para ser divulgado. Cabe ressaltar que essa visitinha deve ter encontrado respaldo em colegas que adoram ficar bem com as direções ( os famosos puxa-saco );
- A proposta feita pelos diretores das escolas , para que dessem pontos aos alunos que comparecessem para fazer os 'saerjinhos' , independente dos acertos, erros, chutes ou não. Através das comunidades virtuais foram veiculadas postagens que diretores recomendaram que fossem dados 3,0 pontos para os que fizeram essas avaliações, independente do resultado obtido.
Pergunto : Onde se encaixa a meritocracia com essas propostas indecentes ?

por email, prof. Omar

Educação Estadual RJ e a Avaliação


Em primeiro lugar gostaria de dizer que não somos contra avaliação. O processo de ensino-aprendizagem tem como base a avaliação.

Segundo Luckesi, ..."a avaliação é uma apreciação QUALITATIVA sobre dados relevantes do processo de ensino-aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho”.

Em outras palavras a avaliação escolar é um componente do processo de ensino que visa, através da verificação e qualificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação às atividades didáticas seguintes.

. Funções da avaliação escolar
a. Didática- pedagógica: refere-se à comprovação sistemática se as finalidades sociais do ensino, a preparação do aluno para a vida em sociedade, sua inserção no mundo globalizado e apropriação de condições para a participação ativa na vida social estão sendo compreendidas, ou os objetivos estão sendo cumpridos.

b. Diagnóstica: identifica os progressos e as dificuldades do educando e que permitirá ao educador traçar novas rotas para melhor atingir os objetivos
A etapa inicial, da função diagnóstica da avaliação, e a sondagem que ao verificar as condições prévias dos alunos, instrumentará o professor a melhor agir.
A função diagnóstica, ao avaliar a unidade didática lecionada, o bimestre ou o semestre cumprido, ou até o ano letivo, cumpre sim uma função de realimentação do processo de ensino, pois corrige as falhas desse processo, ou deveria corrigi-las.

c. Controle: refere-se aos meios e à freqüência em que as verificações (de certo modo avaliações) soa feitas, resultando no diagnóstico do cotidiano escolar.
O termo controle diz respeito à periodicidade e como são feitas as avaliações e se essa não tiver associada à função diagnóstica e didático-pedagógica da avaliação, ficará restringida à simples tarefa de atribuição de notas e classificação.

Professores que ainda reduzem as avaliações à cobrança daquilo que o aluno memorizou e usa a nota obtida pelo aluno somente como instrumento de controle (usada aqui com o seu significado mais primitivo que é o de controlar propriamente dito) produz afirmações falsas como:

- “O professor X é excelente, reprova mais da metade da classe”; “O ensino naquela escola é muito puxado, poucos alunos conseguem aprovação”. O pior é quando o professor acha que tem o poder de aprovar ou reprovar. Tudo isso são equívocos do ensino.

Avaliação como recompensa aos “bons” alunos e punição para os desinteressados ou indisciplinados, onde as notas transformam-se em armas de intimidação, dispensa, por parte do professor, de verificações parciais no decorrer das aulas e a recusa de qualquer quantificação dos resultados, através das usuais provas, que conforme alguns educadores, levam à ansiedade, à inibição e ao cerceamento do crescimento pessoal do aluno, são equívocos que deveriam ser evitados para que a avaliação tenham efeitos positivos no processo ensino e aprendizagem.

. Características da Avaliação Escolar:

a. Reflete a unidade: “objetivo/conteúdo/método: o aluno precisa saber para o que estão trabalhando e no que estão sendo avaliados e quais serão os métodos utilizados.

b. Revisão do plano de ensino: ajuda a tornar mais claro os objetivos que se quer atingir, onde o professor à medida que vai ministrando os conteúdos vai elucidando novos caminhos, ao observar os seus alunos, o que possibilitará tomar novas decisões para as atividades subseqüentes.

c. Desenvolve capacidades e habilidades: uma vez que o objetivo do processo ensino e aprendizagem é que todos os alunos desenvolvam as suas capacidades físicas e intelectuais, sua criticidade para a vida em sociedade

d. Ser objetiva: deve garantir e comprovar os conhecimentos realmente assimilados pelos alunos, de acordo com os objetivos e os conteúdos trabalhados.

e. Promove a autopercepção do professor: permite ao professor responder questões como: Os meus objetivos são claros? Os conteúdos são acessíveis, significativos e bem dosados? Os métodos são os mais apropriados aos meus “clientes”? Auxilio bem os que apresentam dificuldades de aprendizado?
Concluindo, avaliação é um processo que possibilita um ganho enorme para o processo ensino e aprendizagem, uma vez que, tanto o aluno e a instituição escolar envolvidas, terão a possibilidade de corrigir os seus rumos, melhorando a eficiência e a eficácia do ensino em geral."(1)

Portanto, o que questionamos não são as avaliações em si, mas a forma com são propostas atualmente.

Pois bem, a SEEDUC-RJ, propõe a avaliação externa como uma forma de diagnosticar os problemas que levaram o Rio de Janeiro ao penúltimo lugar no IDEB e de corrigir as possíveis falhas através de um Plano de Metas. Seria louvável se isto não representasse um mecanismo para mascarar os reais problemas que assolam a educação estadual. E porque digo isto? Primeiro, porque não houve uma ampla discussão com os profissionais de ensino sobre o assunto. O plano foi criado de cima para baixo. Segundo,tem como base, a implementação de um modelo meritocrático, porque está atrelado a um sistema de bonificação que (não funciona e nunca funcionou em educação) gera disparidades e injustiças, na medida em que o Estado não se mostrou competente para realizar tais avaliações e se confunde com política salarial desvantajosa para os profissionais. Terceiro, que para avaliar é preciso criar condições e diretrizes do que se pretende. Pergunte a qualquer professor quais são os principais problemas atuais em nossa rede de ensino...baixos salários, deficit de professores, falta de projeto político-pegagógico, escolas com problemas de infra-estrutura, falta de continuidade dos projetos que funcionam, salas superlotadas, violência, carga horária insuficiente, etc. A grande maioria dos problemas estão relacionados ao próprio papel de nossos governantes e "gestores" que insistem em andar na contra-mão do que apontam os profissionais da educação. Enfim, o modelo criado para "salvar" a educação de nosso estado sem o suporte necessário para que isto ocorra, está longe do que seria o ideal. Então aproveito aqui, para apresentar o PLANO DE METAS elaborado pelos profissionais da Educação:

"META 1: NENHUMA CRIANÇA SEM ESCOLA:
. Construção de escolas e garantia de atendimento em todas as etapas de ensino.
. Diminuição do número de alunos por turma (20 alunos nas séries iniciais, 25 nas demais).

META 2: NENHUM ALUNO SEM PROFESSOR:
. Concurso imediato para todas as disciplinas.
. Retorno imediato da matriz de 30 tempos e ampliação gradativa da grade curricular.
. Ampliação gradativa do horário de permanência dos alunos na escola

META 3: NENHUM PROFISSIONAL DESVALORIZADO.
. Valorização salarial e profissional.
. Antecipação de todas as parcelas da Incorporação do Nova Escola.
. Reajuste emergencial de 26%.

META 4: NENHUM PROFESSOR SEM ESCOLA.
. Lotação dos professores em apenas uma escola.
. Fim da perda da lotação por motivo de licença médica.
. Lotação dos Docentes II sem perda de direitos.

META 5: NENHUMA ESCOLA SEM FUNCIONÁRIO.
. Concurso imediato para funcionários administrativos.
. Fim da terceirização.
. Revisão do quantitativo de funcionários, respeitando o tamanho e o número de alunos de cada 4
unidade.
. Normatização das tarefas de cada setor administrativo
. Pagamento imediato dos enquadramentos por formação do magistério
. Pagamento imediato do adicional de qualificação para todos os professores.
. Garantia do direito à licença-prêmio.

META 6: NENHUM PROFISSIONAL SEM DIREITO À FORMAÇÃO.
. Licença remunerada para estudos
. Convênios com Universidades públicas para formação continuada de professores e funcionários

META 7: NENHUMA ESCOLA SEM ESTRUTURA.
. Construção de quadras poliesportivas em todas as escolas
. Construção de bibliotecas em todas as escolas

META 8: NENHUMA EDUCAÇÃO SEM DEMOCRACIA.
. Processo de escolha do dirigente escolar através de consulta direta
. Garantia de grêmios livres
. Autonomia das equipes pedagógicas para criação\implementação dos Projetos Pedagógicos

META 9: NENHUM EDUCADOR DISCRIMINADO.
. Ato de Investidura para os Animadores Culturais.
. Paridade para Aposentados.

META 10: NENHUMA ECONOMIA NOS INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO.
. Ampliação dos recursos destinados à educação estadual, elevando até 35% de todas as receitas do  estado aplicadas exclusivamente na educação estadual."(2)

Fontes:(1) http://pt.shvoong.com/books/guidance-self-improvement/1806155-avalia%C3%A7%C3%A3o-da-aprendizagem-escolar/#ixzz1QWvjnqhX
             (2)http://www.seperj.org.br/admin/fotos/biblioteca/biblioteca24.pdf sample
Texto  publicado pela Profª. Sandra Borges no site na SEEDUC em 27 de junho de 2011

domingo, 8 de julho de 2012

Incoerências da SEEDUC

No inicio de 2011 lançou um plano de metas para a educação estadual do RJ, baseado na meritocracia, no entanto apresenta algumas incorências na pratica, como:

- Em out./2011 comissões das metropolitanas estiveram nas escolas , para reuniões com os docentes, objetivando fazer com que o indice de aprovação das escolas melhorassem, consequentemente das metropolitanas e da Seeduc, o que propiciaria melhora do IDEB , que está para ser divulgado. Cabe ressaltar que essa visitinha deve ter encontrado respaldo em colegas que adoram ficar bem com as direções ( os famosos puxa-saco );

- A proposta feita pelos diretores das escolas , para que dessem pontos aos alunos que comparecessem para fazer os 'saerjinhos' , independemente dos acertos, erros, chutes ou não. Através das comunidades virtuais foram veiculadas postagens que diretores recomendaram que fossem dados 3,0 pontos para os que fizeram essas avaliações, independemente do resultado obtido.

            Pergunto : Onde se encaixa a meritocracia  com essas propostas indecentes ?

Prof. Omar, por email

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Enxugando gelo


O Sepe travou um debate com o jornal O Globo sobre o Plano de metas da Seeduc. O jornal em sua página de opinião no dia 24/06/12, defendeu o governo. Na mesma página o diretor do Sepe Alex Trentino assinou artigo criticando o projeto. A seguir, disponibilizamos o texto:

Enxugando gelo

A educação pública no estado do Rio vai mal. Essa não é nenhuma novidade. O penúltimo lugar no IDEB entre todos os estados brasileiros é apenas a expressão daquilo que professores e funcionários da rede estadual dizem há anos: com salários aviltantes e condições de trabalho degradantes, não há educação de qualidade que se sustente.

Também não há muita novidade no plano anunciado pelo secretário Wilson Risolia: remuneração variável, metas, suspeição sobre licenças médicas, padronização dos currículos e das avaliações. Tudo isso já foi visto pelos profissionais da educação: eram os pilares do famigerado Programa Nova Escola. O que o governo Cabral faz agora é colocar novos rótulos em velhas garrafas. Novidade mesmo, só o anúncio de que finalmente o Estado vai respeitar um direito de todo trabalhador: o auxílio transporte.

A grande lacuna do programa da secretaria de educação é não atacar o principal problema  que leva ao abandono de profissionais da rede estadual de ensino: o salário. A promessa de que em 2012, o profissional poderá receber até três salários a mais por ano (caso cumpra as metas estabelecidas) é insuficiente para tornar a carreira na rede estadual atrativa. Vejamos um exemplo: um professor da rede estadual com graduação, no início de carreira, ganha R$ 765,66. Comparando  com outras redes com reconhecida qualidade no ensino, a situação é ainda mais dramática: um professor do CAP Uerj (mantido pelo mesmo governo estadual) ganha um salário equivalente a 4,3 professores da rede estadual.  No Colégio Pedro II, o salário de um professor é 300% maior, sem contar a dedicação exclusiva. Essa disparidade leva à saída de mais de 10 professores por dia útil das escolas estaduais. Enquanto o governo Cabral não modificar decisivamente  esse quadro, estaremos apenas “enxugando gelo” com bonificações e auxílios.

Mas é claro que isso custaria mais dinheiro do que o governo pretende gastar com educação. Entre 2006 e 2010, os gastos com educação ficaram estagnados em 25% das receitas. Ou seja, Cabral não investiu um centavo além daquilo que é obrigado por lei, transformando o mínimo constitucional em “teto” e impossibilitando qualquer salto de qualidade na educação estadual. O plano do secretário Risolia, segue a mesma linha: não se fala em aumento dos investimentos em educação, mas em corte de gastos e remanejamento de verbas.

Mesmo onde o plano parece acertar, como no fim das indicações políticas para as direções,  o seu caráter tecnocrático e produtivista impede o resgate da autonomia e da democracia no cotidiano escolar. A partir de agora, as direções estarão completamente subordinadas a metas e currículos definidos previamente, sem a participação daqueles que deveriam construir os destinos da escola: professores, funcionários, pais e alunos. O Plano do secretário Risolia desrespeita completamente o princípio da gestão democrática e aprofunda uma lógica onde a educação é encarada como serviço e não como direito.

Suspeitar das licenças médicas no lugar de dar condições dignas de trabalho, oferecer prêmios ao invés de melhorar salários, padronizar currículos e provas sem ampliar a grade curricular são atalhos que já se mostraram enganosos. Infelizmente, o governo Cabral parece querer insistir no caminho errado.

domingo, 1 de julho de 2012


Eleição no SEPE-Lagos

Já temos o resultado final da apuação para o SEPE LAGOS.  Infelizmente a CHAPA 1 (Sepe na Escola) não venceu essa disputa, mas continuaremos na luta pela categoria e por uma educação pública de qualidade. 
Agradeço a todos que estiveram conosco nessa caminhada, que nos apoiaram pedindo voto, distribuindo material, foram mesários ou fiscais nas eleições e acompanharam a apuração no Rio. É por vocês que nós chegamos até aqui.   Muito Obrigado!!!

Sepe Lagos (Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios)

1 - 142 - 18,51%

2 - 49 -    6,39%

3 - 129 - 16,81%

4 - 447 - 58,28%


Ocorre que no mapa geral de votação constam 984 votantes e nesse resultado tem 767 votantes, uma diferença de 217
votantes. Estamos esperando um comunicado do Sepe central sobre essa diferença de votos.
Meus parabéns a Chapa 4 pela vitória!