Com corda no pescoço e cartão vermelho os professores denunciavam as arbitrariedades do governo e as manobras dos diretores do sindicato. Foto: Mídia NINJA
Professores da base denunciavam a presença de não grevistas durante a votação. Foto: Mídia NINJA
Com clube lotado, a suspensão da greve foi votada com 601 votos pela suspensão e 560 pela manutenção. Foto: Mídia NINJA
Depois de muita luta de rua com marchas, intervenções e conscientização da população por meio de aulas públicas e panfletagem, os professores da rede estadual e municipal do Rio de Janeiro decidiram em assembleia pela finalização da greve que começou no dia 12 de maio. A categoria que já tem longa data de vigília nos órgãos institucionais para garantir a melhoria na educação reivindica reajuste salarial de 20%, um terço da carga horária para planejamento de aula e redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.
Sem respostas governamentais ou negociações abertas, a luta dos professores vem sendo criminalizada e os grevistas começaram a receber ameaças e pedidos de exoneração dos cargos. Segundo o sindicato, o governo estadual e municipal está tentando demitir mais de 300 trabalhadores grevistas.
Na última quarta-feira, 25 de junho, uma votação na ALERJ aprovou reajuste de 9% no salário e o fim dos inquéritos investigativos. Entretanto, para oficialização da emenda ainda é necessária a aprovação do governador Pezão. Já na Câmara Municipal a audiência marcada para a tarde de hoje não aconteceu e o co-secretário da Secretaria da Educação, enviou uma mensagem de texto aos diretores do SEPE informando que os 63 processos de exoneração aos professores municipais seriam retirados. Porém, não há garantia de que esse acordo informal seja cumprido.
Votação
A assembleia unificada que aconteceu no Clube Hebraica, em Laranjeiras, reuniu mais de 1000 professores da capital e interior. Com disputa acirrada, a votação pela continuidade da greve dividiu as opiniões e a contagem dos votos fechou com 601 a favor da suspensão, 560 para a manutenção e 25 de abstenções.
A base da categoria pedia a continuidade e denunciava a presença de “figurantes” com direito a voto. Segundo alguns grevistas também votaram professores aposentados e alguns profissionais que não aderiram a greve. "A greve cumpre um papel histórico na nossa categoria, que é o de arrancar a máscara dos diretores e dirigentes do sindicato", disse Roberto Alves Simões, um dos poucos diretores do SEPE que defendia a permanência da greve.
Próximos passos
O fim da greve não significa o fim da luta. A intensidade e o aprofundamento dos profissionais da educação em atos e manifestações uniu a categoria. “Saímos dessa greve mais maduros e unidos, preparados para continuar na luta!”, afirma grupo que debatia ao fim da assembleia.
Após o final da votação a sessão se estendeu por cerca de mais uma hora e meia quando foi definido a próxima assembleia para dia 7 de julho e a não reposição das aulas até a reunião de negociação. Professores da base que participam do movimento também estão se organizando para as eleições do sindicato, que acontecem no próximo ano.
fonte: Mídia Ninja
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