Na Luta pela Escola Pública

Este blog pretende criar um espaço para informações e discussões sobre Escola Pública na Região dos Lagos, com destaque para o município de Cabo Frio.

O nome “Pó de Giz” é tomado, por empréstimo, do antigo time de futebol dos professores do Colégio Municipal Rui Barbosa. Um colégio reconhecido por sua luta pela educação pública de qualidade. Um lugar onde fervilha a discussão educacional, política e social. Colégio que contribui de maneira significativa na formação de seus alunos, lugar onde se trabalha com o sentido do coletivo.

O " Pó de Giz" é uma singela homenagem a essa escola que tem um "pequeno" espaço educacional, mas corajoso e enorme lugar de formação cidadã.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia de Luta em Cabo Frio






Alerj aprovou antecipação de duas parcelas do Nova Escola e reajuste de 5%

Os deputados acabam de aprovar o Projeto de Lei 677/2011, que altera a mensagem 34 enviada pelo governo Cabral para votação no plenário da Alerj. No Projeto que acaba de ser aprovado, com as emendas feitas na mensagem enviada pelo governador, a rede estadual terá antecipadas duas parcelas do Nova Escola, referentes aos anos de 2012 e 2013, além de um reajuste salarial de 5% (este reajuste também foi aprovado para a Faetc em outro projeto, o nº 679). As emendas do Sepe de reajuste salarial de 26% e de incorporação total do Nova Escola foram reprovadas.

Os funcionários tiveram os seguintes ganhos na mesma mensagem: foram aprovadas a incorporação total do Nova Escola, o descongelamento do Plano de Carreira específico e 8% entre os níveis – as emendas do Sepe que estipulam 30 horas para os funcionários e o enquadramento por formação não passaram.

Os animadores culturais tiveram seus vencimentos reajustados também em 5%, além de receberem as antecipações do Nova Escola.

A sessão plenária foi interrompida e deve ser retomada a partir de 16h30, quando serão votadas as outras propostas contidas na mensagem do governo e as emendas propostas pelo sindicato e pelos deputados da Alerj. A sessão está sendo transmitida ao vivo pela TV Alerj (inclusive pelo site).

Desde as 10h, profissionais de educação se encontram nas escadarias da Alerj e no plenário, acompanhando a votação. Amanhã, dia 12, às 14h, a categoria se reúne em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, para decidir os rumos do movimento.

Alerj vendida ao Pinóchio.

Como já sabíamos o Pinóchio botou a sua tropa de choque capiteneada pelo Paulo Melo, para que votasse conforme a sua arrogância e menosprezo pela educação estadual, pois as emendas apresentadas que atendiam ao nosso pleito, foram todas vencidas por essa corja vendida ao Cabral. Pelo exposto vão apresentar 5% de reajuste, nem os 6,51% que foi a inflação dos 12 últimos meses, nós os servidores da Educação merecemos na ótica desse governo e seus capangas na Alerj.
Vamos aguardar a assembléia de amanhã. Me mantenho com a convicção de se manter a greve.
Local da assembléia de amanhã ver em www.seperj.org.br


Obs. : Vamos apurar , denunciar e guardar para futuras eleições ,os deputados que votaram com o Cabral , contra os servidores e a educação do RJ.

Por email, Prof. Omar Costa
Notícia OFICIAL:

ALERJ AMPLIA REAJUSTE DE 3,5% PARA 5% PARA PROFESSORES E FAETEC

A Asembleia Legislativa do Rio (Alerj) acaba de aprovar, nesta quinta-feira (11/08), os projetos do Poder Executivo com o reajuste para o corpo docente da rede estadual, nas secretarias de Educação e Cultura, e para os servidores Quadro Permanente da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Uma das nove emendas aprovadas no projeto 677/11 aumentou o índice do aumento dos 3,5% propostos pelo Governo para 5%. A mesma proposta foi apresentada para o projeto 679/11. Ambos seguirão para o governador Sérgio Cabral. A proposta que fala dos professores ainda traz duas mudanças substanciais: a antecipação em mais um ano na incorporação do programa de gratificação Nova Escola, cujos valores passarão a fazer parte do salário-base da categoria, que agora será encerrado em 2013, e não em 2014 – como o texto original propunha-, e a inclusão dos animadores culturais, em emenda que reajusta seus vencimentos em 14,6% - valor correspondente à soma do reajuste em si e a antecipação da parcela do Nova Escola. Além disso, os funcionários administrativos terão incorporados aos seus salários todo o valor que recebem como gratificação do programa Nova Escola, como estava previsto no projeto original do Poder Executivo.

O presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), anunciou que o Parlamento tomará a iniciativa de discutir algumas demandas da área. “Além dos avanços que foram possíveis nesta votação, vamos marcar, em 15 dias, uma reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia e com o presidente da Faetec , para discussão sobre Plano de Cargos. Iniciaremos também, no âmbito das comissões de Educação e de Servidores Públicos, a discussão sobre a questão orçamentária. E eu, pessoalmente, farei a intermediação com o Governo desses temas”, comprometeu-se.

Acentuando a necessidade de investimento na Educação do estado, o presidente da comissão de Educação da Casa, deputado Comte Bittencourt (PPS) sentenciou: “ou entendemos que qualquer desenvolvimento passa necessariamente pelo investimento em Educação, ou continuaremos na lanterna nacional do sistema educacional”. “Houve avanços nesse Governo, há que se admitir, mas eles não são suficientes”, salientou o parlamentar, informando que a rede conta com cerca de 55 mil professores em atividade. O reajuste é extensivo a aposentados e pensionistas.

Também foram aprovadas emendas que resguardam o interstício de 8%, que delimitam distribuição da carga horária dos professores em "2/3 em sala de aula e 1/3 em horário de planejamento", que garantem abono de falta por dias paralisados, que mudam o nome do quadro de apoio para “Pessoal Administrativo Educacional” e a garantia de que a Gratificação de Lotação Prioritária (GLP) seja equivalente à remuneração do Professor Docente I/16 horas.

O governador terá 15 dias úteis para sancionar o substitutivo da Alerj, que recebeu os votos contrários dos deputados Clarissa Garotinho (PR), Luiz Paulo (PSDB), Paulo Ramos (PDT), Marcio Pacheco (PSC) e dos deputados do PSol Janira Rocha e Marcelo Freixo.

(texto de Fernanda Porto - Assessoria ALERJ)



VERGONHAAAAAAAAA!


Manobra governista na Alerj contra a Educação estadual do RJ.

O governo continua a tentativa de vencer os profissionais da educação pelo cansaço, mais uma vez a votação das nossas reinvidicações foi adiada.

Essa manobra evidencia o descaso do governo e dos deputados da bancada governista para com a educação pública, prejudicando os alunos e os profissionais da educação, negando um aumento emergencial de apenas 26% e a incorporação integral do Nova Escola.

Até quando a população vai se omitir e aceitar essa situação vergonhosa? Será lícito gastar bilhões em função de eventos esportivos à custa do miséria do funcionalismo público? Por que a economia, deve ser feita só na área da educação, saúde e segurança?

Por que o Estado não reduz custos na publicidade? Não revoga as milionárias isenções fiscais concedidas à empreiteiros e empresários? Por que, parte significativa dos parlamentares, está se omitindo, e demagogicamente apoiam um aumento de 6,71%? E por que, os deputados que estão tão preocupados em não estourar o orçamento, não abdicam dos seus polpudos salários e de suas mordomias? Por que o governador, em um gesto de boa vontade para ecomizar, não dá o exemplo, reduzindo o próprio salário? Por que a economia tem que ser feita somente em cima dos miseráveis salários dos funcionários da educação e dos bombeiros?

Não queremos esmolas, queremos é um salário digno, compatível com as funções de utilidade e de responsabilidade que executamos.

Não podemos aceitar essa atuação vergonhosa e covarde daqueles que foram eleitos para defender os interesses do povo, mas esquecendo-se do sagrado compromisso compactuam com esses atos de mesquinhos e arbitrarios do governador. Serão esses senhores meros conselheiros à serviço do poder absoluto? Estará o Estado do Rio de Janeiro retrocedendo no tempo e adotado o absolutismo como sistema de governo?

Desde o dia, 7 de junho, estamos lutando por míseros 26%, temos sido vítima de todo o tipo de pressão e retaliação por parte do Estado, desde o corte de ponto até a ameça da perda de turmas, entre outras.

A qualidade da educação pública fluminense encontra-se em um estado lamentável e não temos o apoio da população, cabendo a nós profissionais da educação, lutar sozinhos para garantir o futuro dos nossos jovens, para garantir mão-de-obra qualificada para o crescimento econômico do estado e também para formarmos cidadãos.

Somos uma categoria profissional em extinção, a nossa luta quixotesca e solitária, é um brado de alerta para a juventude que a previne e alerta para FUGIR DO MAGISTÉRIO, pois todos estão vendo que ninguém nos dá valor e uma vida de necessidades crônicas, é tudo o que essa careira pode oferecer.

A classe média, que se omite por não precisar da educação pública, está cometendo um erro, pois o mesmo docente que leciona na rede pública é o mesmo que serve a iniciativa privada. Logo, logo a rede privada vai sentir na carne a falta de docentes, pois essa é uma careira que está sendo recusada pela juventude. Não se iludam quanto a excelência da rede privada de ensino, como toda empresa, sua grande preocupação é com a margem de lucro e o corte se dá exatamente no salário do professor. Várias escolas tradicionais e grandes redes da iniciativa privada, estão atoladas em processos na justiça pelo não pagamento do salário dos professores. Esse calote é ainda maior nas instituições privadas de nível superior. Falo com conhecimento de causa, pois estou com processos contra uma tradicional escola da zona sul e de uma faculdade, tentando recuperar salários que não foram pagos, depósitos do fundo de garantia e do INSS.

Não temos nem o consolo de nos alegrarmos quando um aluno ou aluna, nos diz querer seguir o magistério, porque seria uma irresponsabilidade incentivar esse desejo, pois trabalhamos para o sucesso dos nossos alunos e não para condená-lo a um futuro de exploração. O MAGISTÉRIO é uma profissão que atualmente, não deve ser recomendada a ninguém.

Só nos resta tentar sensibilizar os deputados para que amanhã (ou seja lá quando Deus quizer), ao votarem a pauta das nossas reivindicações lembrem-se da sua condiçao temporária, de representates do povo

por email, Prof.Omar Costa

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vamos lá fazer o que virá!


Caros,
Amanhã é importante estarmos na ALERJ ás 11h, haverá sessão extraordinária para tentar dar conta das emendas da educação.

Só gostaria de lembrar que aquela casa é do povo e não podem nos impedir de estar lá dentro. Hoje havia lugares nas galerias e muitos foram impedidos de entrar e acompanhar as discussões da matéria que será votada amanhã.

Quem são eles para nos impedir a entrada!!!!!!!!!!!

Aproveito para lembrá-los que a educação está fazendo greve em todos os segmentos, além da rede estadual do RJ e de outros estados, a FAETEC está em greve, o CAP da UFRJ fez greve esse ano, o Pedro II entra em greve na segunda-feira, enfim a educação passa por uma tremenda crise, reflexo, entre outras coisas, do PNE rebaixado dos últimos 10 anos, que não garantiu financiamento público exclusivamente para educação pública de qualidade.

Está na hora de começarmos a discutir sobre que PNE queremos como alternativa ao PNE governista, privatista e meritocrático, que materializa/legitima a entrega das verbas públicas para instituições privadas. Seria bom que em todos os fóruns tentássemos garantir um debate amplo sobre a matéria: PNE, planos de metas e a crise na educação pública.

É urgente fazermos uma grande discussão e ao final tenhamos propostas concretas que venha apresentar um projeto de educação pública de qualidade para a classe trabalhadora no Brasil.

É importante lembrar que já acumulamos muito desde 1997 quando a sociedade organizada propôs um PNE e foi totalmente ignorado pelo governo. Está na hora de abrirmos o debate novamente com toda sociedade!

É importante que todos compreendam a campanha que começará em todo o Brasil sobre a defesa dos 10% do PIB exclusivamente para educação pública.

Uma boa parte de materiais sobre o assunto, conseguido em vários fóruns, já foram disponibilizados e estão postados no grupo:

https://groups.google.com/group/liceu-construindo-um-projeto-de-educacao?hl=pt

Vamos lá fazer o que virá!

por email, Profª Eliana

Rede Municipal De Cabo Frio


Vereador diz que professores são inúteis

Vereador diz que professores são inúteis e causa polêmica em SP
Críticas foram publicadas na internet.
Segundo a polícia, vereador de Jacareí pode responder por injúria.

Um vereador de Jacareí, no Vale do Paraíba, interior paulista, postou no microblog Twitter críticas aos professores e à educação. Dario Bueno, do Democratas, mais conhecido como Dario Burro, escreveu que os professores são inúteis e que não gostam de dar aula. As declarações provocaram revolta na cidade.

O diretor do Sindicato dos Professores, Roberto Mendes, foi até à Câmara da cidade nesta terça-feira (9) e expôs no plenário a indignação da categoria. "Isso, no nosso entendimento é calúnia, é difamação. Então, ele deve responder pelo o que ele fala, ele é um homem público", disse Mendes.

Até esta terça-feira, não havia nenhuma representação contra o vereador na Câmara da cidade. Se isso for feito, o pedido será analisado pela Comissão de Ética e ele pode sofrer punições.

Na sessão da Câmara desta terça-feira, o vereador comentou a polêmica, disse não se arrepender dos comentários que fez e que acredita ser livre para expor suas opiniões. "Eu estou sendo sincero e ninguém espera sinceridade das pessoas, quanto menos os políticos", disse o vereador.

Se for denunciado, o vereador deve responder criminalmente pelas declarações. "Em tese, poderá configurar crime de injúria pela forma como ele fez essas declarações ofensivas, genéricas a uma categoria profissional dos professores", explicou o delegado Roberto Martins.

Neste tipo de crime de injúria, o culpado pode pegar até seis meses de detenção. O Sindicato dos Professores informou que ainda não fez uma representação na Câmara porque ainda vai se reunir para decidir que medidas tomar.

O vereador se defendeu, novamente atacando os professores. "Eu não tenho essa preocupação e creio que isso não procede. Mas, isso também demonstra o perfil autoritário do professor. Toda vez que ele é contrariado, ele quer punir quem o contraria de alguma maneira. Dentro da sala de aula, levando para a diretoria ou reprovando e fora da sala de aula levando para a delegacia ou Judiciári

fonte: G1

Comentários: Se a moda pega e os vereadores começarem a falar o que VERDADEIRAMENTE pensam vamos ter MUIIIIITOS processados. Alguns ODEIAM os que lutam para que seus direitos sejam CONHECIDOS e GARANTIDOS.

Como vota o seu deputado?


terça-feira, 9 de agosto de 2011

ATENÇÃO CATEGORIA !!!

AMANHÃ SERÁ O NOSSO DIA " D " !!!!!!

SERÃO APRESENTADAS AS EMENDAS.

9 H - COMISSÃO DA EDUCAÇÃO

14 H - VOTAÇÃO NA ALERJ.

VAMOS LÁ COLEGAS !!!!!!!!!!

JUNTOS PODEMOS MUITO MAIS !!!!!!!!

NÃO ESQUEÇAM: Vamos fazer uma lista com TODOS os deputados que estão votando CONTRA os professores e outra com os deputados que estão votando A FAVOR dos professores e divulgá-la.

Como fazem barulho esses "240" baderneiros...











Você trairia quem luta por você?


O Governo do Sr. Sérgio Cabral agora quer que os professores que estão furando greve façam GLP (aula extra) no lugar do professor que está na luta pela Escola Pública, por melhores salários e condições de trabalho.

É muito triste ver o governo colocar colega contra colega, mas é previsível essa atitude de alguém sem nenhum caráter.

Nós temos certeza que nenhum colega aceitará esse triste lugar.

Você aceitaria esse papel?

Cabral enlouquece e cumpre ameaça


GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

RESOLUÇÃO SEEDUC Nº 4713 DE 05 DE AGOSTO DE 2011.

ABRE NOVO PERÍODO DE INSCRIÇÃO PARA O CADASTRAMENTO DE CANDIDATOS INTERESSADOS NA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE PROFESSORES PARA ATUAÇÃO NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E ENSINO MÉDIO PARA O ANO LETIVO DE 2011 E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O SECRETÁRIO DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o que consta no Processo nº E-03/017406/2010, e o que preceitua os arts. 1º e 2º da Resolução SEEDUC nº 4.697,de 09 de maio de 2011 e,

CONSIDERANDO
que o quantitativo de candidatos aprovados no concurso público 2011, realizado para as disciplinas de Física e Matemática, homologado em 30/05/2011, não supriu as necessidades de tais disciplinas em alguns municípios;

CONSIDERANDO
o progressivo esgotamento de candidatos remanescentes da relação de inscritos no 25º Processo seletivo de professores para atuação nos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio para o ano de 2011,

CONSIDERANDO
que o quantitativo de candidatos habilitados que foram contratados não logrou suprir as necessidades existentes,

CONSIDERANDO
que a greve dos profissionais da educação iniciada em 07/06/2011 se mantém, ocasionando carências nas unidades escolares,

CONSIDERANDO
o dever do Estado e a obrigação da SEEDUC de garantir o cumprimento do calendário escolar, em observância ao disposto na Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional,

RESOLVE:

Art. 1º
– Os candidatos interessados no cadastramento e seleção de Professores para atuação nos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, para contratação temporária em efetiva regência de turma, nas unidades escolares pertencentes à Rede Pública Estadual de Ensino da Secretaria de Estado de Educação deverão inscrever-se para formação de cadastro de reserva, através da INTERNET, no endereço www.educacao.rj.gov.br, onde preencherão ficha de inscrição a partir de 08 de agosto até o término do ano letivo de 2011.

Art. 2º –
Para as Regionais onde ainda há candidatos inscritos no 25º processo seletivo efetuado no ano de 2011 será respeitada a precedência destes em relação aos candidatos inscritos nos termos desta Resolução.

Art. 3º –
Não deverão se inscrever para a contratação os professores que tiveram firmado contrato por tempo determinado no ano letivo de 2011, face os termos do Parágrafo Único do artigo 12 da Resolução SEEDUC nº 4.697 de 09 de maio de 2011.

Art. 4º –
Os candidatos inscritos comporão cadastro de reserva e poderão ser convocados na medida das necessidades, até o término do ano letivo de 2011.

Art. 5º –
Para efetuar e facilitar a inscrição, o candidato deverá ter a documentação abaixo relacionada:

I.Carteira de Identidade;

II.Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS;

III.CPF;

IV.Título de eleitor, comprovando a quitação com a Justiça Eleitoral;

V.PIS/PASEP;

VI.Certificado de serviço militar, quando for o caso;

VII.Comprovante de naturalização, quanto for o caso;

VIII.Comprovante de residência;

IX.Documentação comprobatória de experiência na área de atuação;

X.Documentação comprobatória dos títulos que possui;

 

XI.Documentação comprobatória da habilitação para a função relativa à contratação.

Art. 6º –
Ao término da inscrição o candidato deverá imprimir ficha de confirmação de inscrição para controle próprio, com as informações prestadas por ocasião do cadastramento que não poderão ser alteradas.

Art. 7º
– A convocação se dará mediante o envio de telegrama, podendo o candidato acompanhar o processo através da INTERNET, no endereço www.educacao.rj.gov.br.

Art. 8º
– O candidato convocado deverá comparecer à Regional na data e horário determinados na divulgação, apresentando original e cópia da documentação relacionada no art. 4º da presente Resolução, acrescido de Atestado Médico Ocupacional.

Art. 9º–
Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação,revogadas as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 05 de agosto de 2011.

WILSON RISOLIA RODRIGUES

Secretário de Estado de Educação


Comentários: Estamos em uma ditadura? O direito constitucional de greve será violado sem que NADA aconteça?

Quem está com Cabral é CONTRA o SERVIDOR.

Vamos acompanhar a votação!


Professores estaduais seguem em greve há mais de 60 dias


Professores estaduais seguem em greve há mais de 60 dias, no RJ
Comissão vai discutir com deputado a votação da questão salarial na Alerj.
Nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira (12).

Em assembleia realizada na tarde desta terça-feira (9), na escadaria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro do Rio, professores da rede estadual de ensino decidiram continuar a greve, que já soma mais de 60 dias. Depois da assembleia, uma comissão de professores foi discutir com o presidente da casa, o deputado Paulo Melo, como será o acompanhamento da votação das propostas enviadas para a Alerj pelo governador Sérgio Cabral. As propostas serão votadas nesta quarta-feira (10).

Os professores querem que os parlamentares incluam emendas nos dois projetos de lei que melhore o índice de reajuste e garantam a incorporação imediata das gratificações do Programa Nova Escola. O governo do estado propôs reajuste de 3,5% a partir de setembro, enquanto professores reivindicam 26% de aumento.

Os professores marcaram ainda uma nova assembleia da categoria para a tarde da próxima sexta-feira (12), para discutir os resultados da votação na Alerj e se aceitam ou não as propostas aprovadas pelos parlamentares. O local desta assembleia ainda não foi decidido.

Nova Escola
O secretário de Educação, Wilson Risolia apresentou à Alerj a antecipação em um ano da gratificação do Nova Escola para os professores da rede; o anúncio de um novo concurso para docentes, com 1.500 vagas em 2011 e 500 vagas em 2012; e também o descongelamento da carreia (aumento da variação entre os níveis de salários dos profissionais) para os servidores técnico-administrativos.

Segundo o secretário, somando a antecipação do Nova Escola com o novo reajuste (que será feito em cima do salário já com a gratificação incorporada) o aumento real será de 13,02%. Os inativos estão incluídos nas novas medidas.

O reajuste anunciado significa um aumento de R$ 99,70 no salário base do profissional com 16 horas semanais, que passará de R$ 765,66 para R$ 865,36.

Além disso, o secretário disse que, dentro de 15 dias, 4.441 novos professores chegarão à rede estadual para suprir as atuais carências nas escolas.

Greve há mais de 2 meses
A categoria paralisou as atividades em sala de aula no dia 7 de junho. O ápice da greve foi no dia 12 de julho, quando um grupo invadiu o prédio da Secretaria de Educação, no Centro da cidade. O tumulto foi contido pelo Batalhão de Choque, que chegou a jogar gás de pimenta para dispersar a multidão.

Do lado de fora do prédio, um grupo decidiu, em protesto, ficar acampado até ser recebido pelo secretário de Educação.


fonte: G1

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Assembleia nesta terça (9 de agosto) vai definir os rumos da paralisação na rede estadual


Os professores e funcionários administrativos das escolas estaduais, em greve há mais de dois meses, realizam uma assembleia geral nas escadarias da Alerj nesta terça-feira (dia 9 de agosto), a partir das 14h. O objetivo da assembleia na Alerj é acompanhar as negociações no legislativo estadual em torno das propostas enviadas pelo governador Sérgio Cabral para serem votadas pelos deputados e pressionar os parlamentares a incluírem emendas nos dois projetos de lei que melhorem o índice de reajuste (3,5%) e garantam a incorporação imediata da totalidade das gratificações do Programa Nova Escola. Durante a semana passada, a direção do Sepe visitou os gabinetes de deputados, tanto da bancada governista como da oposição, que se mostraram favoráveis à inclusão de emendas que aproximem a proposta do governo com as reivindicações da categoria.

O Sepe tem recebido queixas de profissionais que estão fazendo a greve e estão sofrendo ameaças das direções das escolas de substituição por professores contratados. O Sepe já alertou o governo que não aceitará tais medidas por tender que a greve é um direito dos servidores e que a contratação é uma retaliação à greve que, até o presente momento, não foi julgada pela Justiça.

Para o sindicato, é inadmissível que a Seeduc promova retaliações justamente num momento de negociação com o governo e com os próprios deputados. O Sepe já enviou propostas de emendas às mensagens do governador e continua aberto às negociações.

fonte: SEPE

SALÁRIO DE PARLAMENTAR


Na Alerj, impacto de reajuste para os 70 deputados é de R$ 8 milhões por ano

Alessandra Duarte e Natanael Damasceno

RIO - A reboque do reajuste dos subsídios dos parlamentares federais aprovado em Brasília, os deputados estaduais do Rio também ganharam aumento de salário neste Natal. Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o impacto do reajuste votado pelo Congresso, considerando os 15 salários anuais recebidos pelos 70 deputados da Casa, será de R$ 8.041.183,50 por ano. Os salários dos deputados estaduais em todo o país, pela Constituição, são de até 75% do subsídio dos federais. Num efeito cascata, o salário dos vereadores é outro a subir, por ser definido, também pela Constituição, como percentual dos subsídios dos parlamentares estaduais.

Leia também: Gasto anual para manter cada deputado federal pode chegar a R$ 1,6 milhão (http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/12/16/gasto-anual-para-manter-cada-deputado-federal-pode-chegar-r-1-6-milhao-com-senadores-conta-ultrapassa-os-2-milhoes-923311043.asp)

Leia também: Efeito cascata se espalha por Assembleias de todo o país (http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/12/16/efeito-cascata-do-aumento-de-61-8-nos-salarios-dos-deputados-federais-se-espalha-entre-as-assembleias-de-todo-pais-
923311109.asp)

“A Alerj tem como arcar, tem folga de caixa”

Nesta quinta-feira, a Alerj aprovou ainda reajuste nos salários do governador, do vice-governador e de secretários . O governador Sérgio Cabral terá o salário reajustado de R$ 13,4 mil para R$ 17,2 mil. Já os secretários e o vice, que hoje recebem R$ 10 mil, passarão a ganhar R$ 12,9 mil. A proposta com os novos valores será transformada em projeto de lei a ser votado semana que vem.

Presidente da Comissão de Orçamento da Alerj, o deputado Edson Albertassi (PMDB) diz que a Alerj adotará o reajuste máximo - ou seja, 75% do novo salário do deputado federal. Isso significa que o subsídio de cada deputado da Alerj vai dos atuais R$ 12.384,07 brutos (custo de R$ 13.003.273,5 por ano) para R$ 20.042,34 (R$ 21.044.457/ano). Segundo Albertassi, porém, o reajuste não fará com que a Assembleia necessite de suplementação orçamentária:

- A Alerj tem como arcar, tem folga de caixa. Este ano, por exemplo, devolvemos ao Executivo R$ 53 milhões.

Ainda segundo o presidente da Comissão de Orçamento, não deve ser necessário envio ao plenário de projeto de decreto legislativo, pela Mesa Diretora da Casa, para que ocorra o reajuste:

- Esse reajuste não tem de ser votado, é um ato normativo interno que tem de ser expedido pela Mesa Diretora. Como o reajuste em Brasília passa a valer em 1º de fevereiro, a Mesa aqui deve se reunir até janeiro para expedir o ato em tempo.

Segundo a assessoria da Alerj, a Assembleia está consultando a Procuradoria da Casa para saber a partir de quando o reajuste valeria e como afetaria os aposentados da Casa. Já na Câmara de Vereadores do Rio, como a atual legislatura vai até o fim de 2012, só então os vereadores enviarão projeto com o reajuste.

Publicada em 16/12/2010 às 23h48m Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/12/16/na-alerj-impacto-de-reajuste-para-os-70-deputados-de-8-milhoes-por-ano-923311111.asp

por email, Paulo José

Atenção, profissionais da Educação da Rede Municipal de Cabo Frio

Quinta-feira, dia 11/08, faremos um dia de luta pela Valorização do Profissional da Educação da Rede Muniipal de Cabo Frio.

A partir das 9h da manhã, na praça da Prefeitura, realizaremos ATO em defesa da Valorização dos Profissionais da Educação, com AULA PÚBLICA.

Venha participar de nosso ato para que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Profissionais da Educação saia da gaveta do prefeito.

No plano, a categoria discutiu a inserção de TODOS os profissionais da Educação, o aumento dos níveis para 12% e, entre outras coisas, a elevação dos níveis de forma a contemplar os professores que precisam trabalhar mais de 25 anos (com causa da idade mínima) e não tem seus níveis elevados (hoje,param no 9).

Dia 11 é dia do Estudante e nós vamos servir de exemplo num ATO que auxilia na formação cidadã de noss@s alun@s.

domingo, 7 de agosto de 2011

Não nos enganemos!


Em agosto de 2007, os professores e técnicos administrativos da rede estadual de educação entraram em greve para reivindicar um aumento emergencial de 26% no piso salarial, assim como a incorporação da gratificação do programa Nova Escola.

De acordo com o Sepe, 60% dos professores da rede de ensino aderiram à greve. No entanto, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) informou que apenas 1% dos profissionais da educação estivesse participando da paralisação.

O governador Sérgio Cabral determinou o corte do ponto dos grevistas para desmobilizá-los, mas propôs um aumento de 25%, escalonado em 24 meses, a partir de setembro. Apesar da rejeição dos docentes, o governador encaminhou à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a mensagem 30/2007 para submetê-la à votação. Como houve um forte protesto da parte dos servidores, o governador tirou da pauta o aumento proposto e decidiu conceder um reajuste de 4% a ser pago em parcela única a partir de setembro. A nova proposta foi apresentada pelo Deputado Estadual Paulo Melo (PMDB), líder do governo na Alerj, que afirmou que o aumento oferecido era o valor possível no momento e que o governo abriria negociações com cada categoria em 2008.

O projeto de aumento recebeu 60 emendas na sessão plenária da Alerj, porém apenas 6 foram incluídas no texto final. Apesar do protesto dos servidores, que afirmavam que o aumento cobria apenas a inflação e não representava uma mudança significativa, o reajuste salarial de 4% para os profissionais estaduais ativos e inativos das áreas de educação, saúde e segurança foi aprovado na Alerj com 50 votos a favor e 14 contra.

Em tempo, seguem os nomes dos Deputados Estaduais que aprovaram o projeto do governo de conceder apenas 4% de reajuste: Alessandro Calazans (PMN), Chiquinho da Mangueira (PMDB), Dica (PMDB), Domingos Brazão (PMDB), Gilberto Palmares (PT), Inês Pandeló (PT), Luiz Paulo (PSDB) e Rodrigo Neves (PT). Por outro lado, dentre os que rejeitaram o projeto do governo, merecem destaque: André Correa (PPS), Cidinha Campos (PDT), Comte Bittencourt (PPS), Flávio Bolsonaro (PP), Marcelo Freixo (Psol), Paulo Ramos (PDT) e Wagner Montes (PDT).

Quatro anos se passaram e o governador Sérgio Cabral ainda não cumpriu suas promessas de campanha: incorporar a gratificação do programa Nova Escola ao salário dos docentes, valorizar os profissionais da educação e repor todas as perdas salariais, que chegam não a 26%, mas a 60%. O reajuste de 3,5% (menor que os 4% aprovados em 2007) proposto hoje pelo governador é indigno, vexatório e não atende a demanda dos servidores da educação.

É necessário, portanto, que pressionemos os citados Deputados Estaduais que deram um voto de confiança ao governo em 2007 a fim de que revejam sua posição e façam justiça, ou seja, aprovem não só a incorporação imediata da gratificação do programa Nova Escola, mas também o aumento de 26% proposto pelo Sepe. Para tanto, podemos recordar-lhes que todos os Deputados Estaduais da Alerj obtiveram, neste ano, um aumento real de 75%, índice muito acima da inflação do período. E mais, tal reajuste custa mensalmente aos cofres públicos um valor da ordem de R$ 1.400.000,00 para o pagamento de apenas 70 servidores, que não precisam recorrer à greve para aumentar seus vencimentos.

Por último, cabe lembrar que nenhum secretário do governo, nem mesmo o próprio governador, pronunciou-se contra o aumento dos vencimentos dos Deputados Estaduais alegando que comprometeria o orçamento do Estado. Essa falácia só se emprega quando os servidores mais necessitados (profissionais da saúde, educação e segurança, entre outros) reivindicam aumento. Portanto, não nos enganemos!

por email, Prof. Paulo José Mathias Cabral

ALERJ Discursos e Votações


04/08/2011
ORDEM DO DIA
Projeto De Lei 677/2011
Mensagem 34/2011

O SR. MARCELO FREIXO – Sr. Presidente, Srs. Deputados, quero dizer que a Casa agiu corretamente recebendo os professores e o Sepe, fazendo o debate do projeto. E a decisão de colocar na pauta hoje foi fruto desse Colégio de Líderes, porque acho que é exatamente o papel que esta Casa tem que cumprir – o de ser correta nesse sentido.

As Emendas serão produzidas até segunda-feira e há um compromisso desta Casa de não colocar em votação o projeto com as Emendas, antes de um novo Colégio de Líderes, com o Sepe, fazer o debate com o projeto.

Acho que a Casa agiu bem, ao contrário do Governo do Estado que, mais uma vez, promove uma contradição absurda. Todo mundo aqui lembra, e aí cabe a base do Governador fazer a sua defesa, já que não é o meu papel, que o Governador disse que havia três prioridades:

Educação, Saúde e Segurança. Eram essas as prioridades do Governador, no seu primeiro mandato, e novamente no segundo.

Esta semana, no quinto ano do Governo Cabral, essas prioridades apareceram publicamente. Tivemos aqui centenas de profissionais da área da Saúde denunciando as péssimas condições de trabalho, o salário aviltante, uma farra de terceirizações, corrupção, superfaturamento na compra de medicamentos. Foi essa a prioridade do Governo Cabral na área da Saúde.

Quanto à Segurança, mais uma vez tivemos os bombeiros tomando as ruas, dizendo que nada foi resolvido e com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil que têm péssimas condições de trabalho, também. E agora a Educação.

Eu acho curioso, porque eu conversei com alguns Deputados da base que me falaram assim: “Não, vamos tentar conquistar os 6%, porque 26% é impossível”. Pode ser, mas na lógica do Governo, porque 26% que é a proposta do Sepe, dos professores em assembleias lotadas - e que estão mantendo uma greve por unanimidade - repõe apenas as perdas salariais da inflação no Governo Cabral. Isso tem que ser dito, Sr. Presidente. Vinte e seis por cento é a reposição do que os professores perderam para a inflação durante o período do Governo Sérgio Cabral.

Nada mais do que isso, é para repor o que os professores perderam. Então como essa proposta é irresponsável dos professores? Irresponsável é quem deixa, num governo que diz que a prioridade é a educação o professor ter 26% de perda do seu salário com a inflação. Isso é que é irresponsável. Irresponsável não é o professor que está lutando para repor o seu salário.

E mais uma coisa: eu aprendi na infância, Deputado Gilberto Palmares, que irresponsável é aquele que não tem palavra, e se alguém não tem palavra não é o professor, não é o funcionário, não é o educador, é o Governador e sua equipe, se é que assim eu posso chamar.

Eles é que não têm palavra, porque nesta Casa, nas rodadas de negociação com o Sepe, foi dito claramente que o Nova Escola e a antecipação do Nova Escola não seria considerado reajuste salarial. Quem disse isso não foi nenhum diretor do Sepe, não foi nenhum Deputado de oposição, quem disse isso foi o Governador e os seus secretários. Antecipação do Nova Escola não é reajuste, é uma conquista que o professor já tem. Pois bem. Ano passado não houve reajuste, apenas antecipação do Nova Escola, e o Governo tratando isso como reajuste.

Mente, não tem palavra, não assume aquilo que tem a responsabilidade para cumprir, não cumpre isso. Mais uma vez o Governador e a sua equipe faz a conta da proposta levando em conta a antecipação do Nova Escola, que eles mesmos tinham dito que não seria considerado reajuste salarial. Então, não é possível.

Eu trabalhei, Deputada Janira Rocha, durante muitos anos, como educador em presídios, alfabetizei adultos e dei aula de História dentro das prisões. Se há uma coisa que no presídio é importante, diante de quem está condenado, é o sujeito ter palavra; é o sujeito cumprir aquilo que ele está falando. Pois bem. Os presos do Rio de Janeiro têm algo que o Governador perdeu, que é palavra. Lamentavelmente é preciso fazer essa comparação - não tem palavra, não cumpre aquilo que promete.

Hoje, debater essa proposta, tendo o Nova Escola como reajuste salarial é um absurdo, e é um descumprimento do mínimo de dignidade que talvez ainda restasse a este Governo.

Quero dizer que esta proposta também, para completar, não inclui os animadores culturais.

Mais uma vez não coloca os animadores culturais, que têm um papel decisivo na Educação pública no Rio de Janeiro. Nós aqui no ano passado aprovamos uma PEC, de minha autoria e de autoria do Deputado Gilberto Palmares, regulamentando a situação dos animadores culturais por unanimidade. O Estado até hoje não cumpriu a Emenda Constitucional aprovada aqui. E nessa proposta de reajuste não estão incluídos os animadores culturais. Quer dizer, não é possível, não é possível que a Educação, que o Governador diz que é prioridade, seja tratada dessa maneira. Nós temos os piores salários de policiais do Brasil; nós temos os piores salários dos médicos de carreira, concursados, do Brasil; temos os piores salários de educadores do Brasil. Educação, Saúde e Segurança são prioridades. Não são prioridades se você continua gastando dinheiro com outras coisas que não essas que deveriam ser essenciais, porque são essenciais à população do Rio de Janeiro. Prioridade se faz no Orçamento.

Prioridade se faz na hora de montar uma folha de pagamento. E prioridade se faz com palavra e vergonha na cara, atributos que o Governador do Rio de Janeiro não tem.

A SRA. JANIRA ROCHA – Em primeiro lugar, eu quero saudar aqui a luta dos trabalhadores, porque se hoje esta Casa está discutindo uma Mensagem do Governador Sérgio Cabral sobre a educação, seja uma Mensagem satisfatória ou não, a verdade é que se esta discussão existe aqui dentro, ela existe em função da luta e da organização do Sepe, do sindicato e a categoria, que se organizaram; que foram às Assembleias; que foram às ruas em passeata; que vieram para dentro da Assembleia Legislativa, para as escadarias; que buscaram os parlamentares para abrir um processo de negociação.

Vários parlamentares aqui estão saudando, colocando como uma postura democrática, o envio da Mensagem pelo Governo, mas, na verdade, isso tudo só existe porque houve uma mobilização dos trabalhadores; porque o sindicato organizou a sua base social para que houvesse esse debate.

Então, eu acho importante que seja dito isso, pois existem várias outras categorias do funcionalismo público aqui no Estado do Rio de Janeiro, um estado tão moderno, um estado que vemos fazendo grandes eventos, como foi o sorteio para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2014; para onde vieram várias personalidades do mundo inteiro, a Presidente da República esteve aqui, vários parlamentares, várias figuras públicas, evento esse de 15 minutos, que custou 30 milhões de reais. Quinze milhões colocados pelo Estado, 15 milhões colocados pela Prefeitura do Sr. Eduardo Paes. Quinze milhões de reais para 15 minutos de glamour para mostrar um estado bastante democrático, onde a grande massa dos trabalhadores do serviço público recebe hoje abaixo do salário-mínimo. Não recebem abaixo do salário-mínimo aquelas categorias organizadas, aquelas categorias que têm sindicatos fortes, que se propõem a ir à luta e conseguem com essa luta furar o bloqueio do salário mínimo neste Estado.

Primeira coisa, importante dizer, que neste momento essa é uma vitória dos trabalhadores da educação, que se mobilizaram, assim como foi uma vitória a dos bombeiros, com o debate aqui dentro, e dos trabalhadores da saúde, que estamos buscando debater. Segundo, também queria dizer que estive na última assembleia dos trabalhadores da educação, que aconteceu ontem na Fundição Progresso. Fiquei impressionada de ver quase cinco mil trabalhadores dentro de uma assembleia que, após um debate, e sob tantas as condições adversas do movimento, uma greve que perdura mais de 50 dias, que vem enfrentando uma verdadeira campanha de desinformação por parte da Secretaria de Educação, por parte do governo, que vem através da imprensa anunciando sucessivamente para a população que já fez concessão, que já deu o que era importante dar para os professores, que os professores receberam e não terminaram a greve; com os diretores das escolas ligando para a casa do professores fazendo ameaças; com episódios, como aconteceu na Zona Oeste, de professor ser ameaçado dentro da escola por milicianos, com faca na mão, que foram para dentro das escolas para cortar as faixas dos profissionais da Educação que estavam se manifestando nessas reuniões. Se não me engano, na Escola Leopoldina, lá na Zona Oeste, aconteceu um episódio assim. É uma categoria que vem há 50 dias sofrendo verdadeira campanha de difamação, de ações pesadas, de tentativas de recuo da greve, com quase cinco mil trabalhadores, vota, por unanimidade, a continuidade da greve.

Saíram de lá, depois vieram em passeata até a Assembleia Legislativa. E durante o percurso, uma das coisas que eu pude notar e apreciar foram os papeis picados que caíam dos prédios do Centro do Rio de Janeiro sobre a manifestação dos professores.

Por que estou falando nisso? Porque eu acho que esses fatos têm que refletir na consciência dos Deputados desta Casa, que vão participar de um processo de negociação que está se abrindo hoje, a partir da Mensagem, a partir das emendas que estão sendo apresentadas, que vão começar um processo de negociação que vai levar, ou na próxima semana ou na outra, mas que vão levar à votação de qual será a política salarial dos professores, dos profissionais de Educação do Rio de Janeiro.

Por que dizendo isso? Porque existe hoje a debilidade do governo. Ninguém fala porque não interessa, mas todo mundo sabe que os índices de aprovação do Governador Sérgio Cabral - todos aqui se gabavam ter sido eleito com mais de 60% - caíram. Existe um grau de reprovação muito grande do Governador Sérgio Cabral hoje. O Estado está estancado, tantas são as denúncias de corrupção e não tem mais condição de o governo tampar.

Existe uma conjuntura onde os servidores públicos estão colocando a cabeça para fora. Os bombeiros estão voltando à mobilização, porque o governador não cumpriu com a pauta, com aquilo que foi colocado, o piso de R$ 2.000,00, o fim das gratificações, o vale-transporte. Os profissionais da Saúde estão se mobilizando dentro dos hospitais, dentro dos locais de trabalho.

E os professores, ao contrário do que pensam, dada essa conjuntura, têm sim, unificados, fôlego para dar muito trabalho ainda ao governador do Estado e a esta Casa. E é importante que os Deputados da base do governo reflitam sobre isso, reflitam que mesmo esta Casa votando 26% para os profissionais de Educação, que é o que estão reivindicando, mesmo assim as questões objetivas materiais, que levam com que os trabalhadores da Educação se mobilizem, estejam nas ruas, estejam brigando, não estarão resolvidas. Mesmo com os 26%, mesmo com a antecipação da Nova Escola.

Isso será um paliativo para o momento que está se vivendo agora, mas é óbvio que logo os trabalhadores estarão de novo nas ruas, porque mesmo esse percentual máximo que estão pedindo, e nesta Casa não se aponta para se dar isso, ou seja, a negociação que existe intramuros, a discussão do governo com a sua base é em torno do reajuste possível de 6%.

Por que é possível 15 milhões para 15 minutos de glamour para a Copa e não é possível pagar 26% aos trabalhadores? Como é possível 50 milhões em isenção de impostos, em isenções fiscais para as empresas e não são possíveis 26%? Por que é possível 10 milhões serem mandados para Nova Friburgo e sete milhões para Teresópolis sumirem no mar de corrupção e não é possível que um dinheiro limpo e honesto - que vai pagar o trabalho desses profissionais - seja votado nesta Assembleia Legislativa? Há alguma coisa muito errada no debate.

O que está errado no debate da Educação não é o aumento de 26%; o que está errado não é a carga horária de trinta horas nem a questão dos animadores culturais. O que está errado é o mar de lama em que estamos vivendo neste Estado, é o mar de corrupção em que estamos vivendo neste Estado, no meio da crise tão terrível que vivemos na Educação do Estado do Rio de Janeiro - que como bem disse aqui o Deputado Comte Bittencourt não é mais um problema de Governo, é um problema de Estado. Aqui o debate segue a 6%, quando se sabe que essa política de 6% e essas propostas de Emendas que a base do Governo traz não resolverão o problema da escola. Não resolverão. Poderão resolver momentaneamente a crise que existe na Casa pela pressão da greve dos trabalhadores, mas seguirá o problema das escolas noturnas fechadas, seguirá o problema das turmas que não existem, dos professores que estão indo embora, seguirão todos os outros problemas.

Concluindo, o que quero dizer é que são justos os 26% que estão sendo pedidos, é justa a carga horária de 30 horas, é justo que os animadores culturais sejam atendidos.

O conjunto da pauta do Sindicato e o conjunto da pauta dos trabalhadores têm que ser apreciados pelos Parlamentares na conjuntura que está sendo apresentada, e não, simplesmente, naquilo que é mais cômodo para o Governo.

O mais cômodo para a Educação, o mais cômodo para as nossas crianças e o mais cômodo para o nosso Estado é que atendamos às reivindicações que estão sendo colocadas pelo movimento dos trabalhadores da Saúde.

http://www.alerj.rj.gov.br/assuntos2.htm

É sempre bom lembrar...

NÃO ACEITE PRESSÃO!


QUALQUER PRESSÃO LIGUEM: 2195-0450 SEPE/RJ

ESTAMOS AVANÇANDO EM NOSSO MOVIMENTO.

NÃO PODEMOS ACEITAR NENHUM TIPO DE PRESSÃO.

QUALQUER ABUSO OU AMEAÇA PRECISA SER NOTIFICADO AO SEPE.

ESTAMOS EM GREVE E TODOS DA CATEGORIA TEM SEUS DIREITOS!!

ESTAMOS NA GREVE JUNTOS E TEMOS QUE NOS PROTEGER JUNTOS TAMBÉM!

sábado, 6 de agosto de 2011

Essa é para o meu deputado. Envie também para o seu

ATAQUE A CARREIRA DOCENTE


O GOVERNO ENVIOU DUAS MENSAGENS PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
UMA, VERSA SOBRE O DESCONGELAMENTO DO PLANO DE CARREIRA DOS FUNCIONÁRIOS, DO ÍNDICE E REAJUSTE E DO ADIANTAMENTO DAS PARCELAS DO NOVA ESCOLA.
OUTRA, TRATA DA CRIAÇÃO DE NOVA CARGA HORÁRIA PARA OS PROFESSORES, 30H; E FIM DA CARREIRA DE ORIENTADOR EDUCACIONAL E PEDAGÓGICO, COM A CRIAÇÃO DA FUNÇÃO DE COORDENADOR PEDAGÓGICO, SEM FORMAÇÃO PARA EXERCER ESSA FUNÇÃO.
A PRIMEIRA MENSAGEM ESTAMOS APRESENTANDO EMENDAS PARA MELHORÁ-LA, JÁ A SEGUNDA ESTAMOS PEDINDO QUE SEJA REJEITADA DE CONJUNTO, POIS SOMOS CONTRA O AUMENTO DA CARGA HORÁRIA E O FIM DAS CARREIRAS DE ORIENTADORES.
PEÇO AOS COMPANHEI@S QUE POSSAM NOS AJUDAR QUE ENTREM EM CONTATO COM AS FACULDADES DE EDUCAÇÃO, PARA QUE ESTAS TAMBÉM POSSAM SE POSICIONAR CONTRA MAIS ESSE ATAQUE À EDUCAÇÃO PÚBLICA.

Por email, profª VERA NEPOMUCENO - Diretora do SEPE Central

NILÓPOLIS/Cabral chama professores de Vagabundos


Ontem (05/08/11) na inauguração de uma nova UPA (superfaturada), em Nilopólis.Professores fizeram panfletagem e protesto com faixas no ato de inauguração, tudo de forma pacifíca, algo que não foi muito bem visto pelo senhor governador e sua trupe de políticos, pois diversas vezes alguns seguranças pediam que abaixassemos as faixas, pedido educadamente recusado e o fato de um vereador agir de forma muito agressiva ao gritar com um professor que estava panfletando. Alguns médicos também nos criticaram por estarmos ali, eles que deviam nos apoiar.

Durante o discurso do governador cantamos músicas de protestos famosas no movimento grevista, e incorporadas pela população presente que participou ativamente da manifestação. A mesma delicadeza não se pode dizer do governador que chamou os professores presentes de " BANDO DE VAGABUNDOS". Logo a própria população presente se achou também ofendida, e nos ajudou nas vaias. O governado estava tão nervoso que não conseguiu olhar para o próprio povo presente, desviando constantemente seu olhar para os lados onde estava sua trupe. Em vários momentos do discurso ele trocou as palavras como POVO por PROFESSOR ou melhor toda palavra ele trocava pela palavra PROFESSOR. Em outros momentos ele falou adjetivos muito ofensivas como arruaceiros, grupinho e outras que ainda não me lembro.

Nessa manifestação nós professores tiramos o governador do sério de tal forma que ele saiu da inauguração muito irritado e constrangido. Ele não gostou de o termos lhe chamado de governador cara de pau.

Além de dizer para o povo presente que só 1% estavam em greve . Nesse momento até populares riram e vaiaram.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Noticias da Assembleia da Rede Municipal de Cabo Frio


Aconteceu hoje,05/08, na E.M. Maestro Ruy Capdeville assembleia da rede municipal.

Como ponto de pauta os informes da reunião ocorrida ontem com o prefeito, a preparação para o Ato em Defesa da Escola Pública e da Valorização dos Profissionais da Educação e a discussão do Projeto de Lei que chegou à Câmara e será, possivelmente, votado na próxima semana,

Foram dados os seguintes informes com relação a audiência com o prefeito:
* O Plano de Cargos, Carreiras e Salários UNIFICADO NÃO será enviado pelo prefeito à câmara. O governo enviará um Plano que contemple, além de professores, apenas o auxiliar de classe, o secretário escolar e o inspetor de alunos. Auxiliar adminstrativo escolar e cozinheira não serão incluídos no benefício.
* Quanto ao ressarcimento dos descontos indevidos feito pelo IBASCAF, foi dada (mais uma vez) a palavra do prefeito que começará a devolver o dinheiro a partir deste mês de agosto. No mês de fevereiro o prefeito havia combinado com o sindicato que pagaria por volta de 60 professores (o que NÃO fez), agora o combinado não é mais um número x de profissionais e sim um valor. Estipulou o valor de 200 mil reais mensais. O prefeito disse ainda que, a cada três meses, esse valor subirá um pouco, mas não informou de quanto será esse aumento.
Por telefone, o IBASCAF me informou que, mais ou menos, 100 processos estão prontos para serem pagos, apenas aguardando um repasse de verbas da prefeitura para esse fim, uma vez que, por mais que tenham nos descontados indevidamente pelo Instituto, o IBACAF não viu esse dinheiro e depende que o governo repasse essa verba para no devolver. Informou-me ainda que, o número dos 100 primeiros vai até mais ou menos "1012", portanto, veja o número de seu processo para saber, estimativamente, quando será atendido...

Isso, SE o prefeito honrar com a palavra dada

* Quanto a uma política de reposição salarial, o governo sinaliza com a possibilidade de oferecer 5% a 8% para o próximo ano, alegou que a Lei de responsabilidade fiscal não o permite pensar em nada além disso. Disse que a folha de pagamento gira em torno de 52% do orçamento.

No outro ponto de pauta, foi aprovada em nossa assembleia de hoje, a alteração da data de nosso ATO na semana que vem, portanto nossa PARALISAÇÃO acontecerá no dia 11/08, a partir da 9h, na praça da prefeitura. Foi lembrado que dia 11 é dia do Estudante e daremos aula pública sobre a VALORIZAÇÃO dos PROFISSIONAIS da EDUCAÇÃO e LUTA em DEFESA do PLANO DE CARGOS, CARREIRAS e SALÁRIO UNIFICADO. Nesse dia também acontecerá Assembleia no fim da tarde na praça Porto Rocha.

Com relação ao projeto de Consulta para diretores, votamos as seguintes alterações no projeto de lei apresentado pelo governo:
* manutenção de mandatos de 2 anos com uma recondução,
* obrigatoriedade de novo processo eleitoral, caso QUALQUER um dos candidatos eleitos renuncie depois de eleito;
* inserção da entidade CONSELHO ESCOLAR em todos os artigos relacionados à eleição, reconhecendo essa IMPORTANTE instuição como GESTORA EFETIVA da ESCOLA PÚBLICA

As dirigentes do SEPE-Lagos, profª Narcisa, profª Marly e profª Denise Teixeira, solicitaram a aprovação de uma AUDITORIA nas contas do Sindicato com abertura de suas contas pessoais, inclusive imposto de renda, para que possam dar respostas às denúnicas feitas nas redes sociais. Outros diretores também disseram concordar com a proposta que foi aprovada pela assembleia. Essa auditoria será feita por instituições isentas e, preferencialmente, de fora do município, tendo como referência os últimos 10 anos, com a supervisão do SEPE CENTRAL

Utilizei a palavra para dizer que, na qualidade de ex-conselheira fiscal, juntamente com a profª Cecília, reprovamos as contas do sindicato no ano de 2008/2009, encaminhamos ao SEPE central nossas denúncias e apresentamos em assembleia em 2009. Pedi esclarecimentos sobre essa nova denúncia, que não tenho conhecimento, onde o SEPE é acusado na justiça. Entendi, pelas explicações, que na tal denúncia o SEPE entra apenas como co-responável. Cobrei da direção a obrigatoriedade estatutária da prestação trimestral, coisa que não acontece nas Assembleia ou em boletim desde 2010. Relatei aos presentes que por esse motivo aproveitei uma ida, em junho, ao sindicato, e solicitei a verificação das contas, mais uma vez vi o pagamento feito ao irmão de uma das diretoras do SEPE pelo serviço de Imposto de Renda, coisas que não consideramos ética. Disse que depois de nossas denúncias em 2009, realmente as despesas que reprovamos melhoraram consideravelmente, mas que ainda apreentam problemas com a prestação de contas.

Sabemos da importância do nosso Sindicato e nossa participação é sempre na intenção de fazê-lo funcionar com dignidade e respeito em defesa dos profissionais da Educação e da Escola Pública de Qualidade.

Nosso Sindicato deve ser exemplo de ética, de luta e transparência.

Podemos melhorar muito, temos força, história e arrecadação fincaceira para isso.

Precisamos promover grupos de discussão das políticas públicas, das questões pedagógicas, trabalhistas e atuar, PRINCIPALMENTE, na formação sindical.

O SEPE somos NÓS - nossa FORÇA, nossa VOZ!

Vamos TODOS ocupar nossos espaços.

JUNTOS somos MAIS FORTES!

Vamos vencer essa!

Colegas,
Venho neste momento dar o meu pitaco na discussão a cerca do andamento da greve, etc, etc.
Acabo de voltar da assembléia do SEPE, realizada na Fundição Progresso, e, em lá estando, ouvindo as considerações de outros colegas da rede - e uma série de pequenos pilantras oportunistas que sabemos que se valem de momentos como esse para promover seu partido, sua candidatura, sua patota, o diabo que seja! - , pensei muito sobre o nosso movimento, sobre o que temos feito em nossa escola.
Não sei se compartilho da opinião ou das espectativas dos colegas, mas, imagino que ser professor é das profissões mais difíceis que existem. Professor público, pior ainda. Talvez seja uma das ocupações humanas de maior teor político existente em uma sociedade moderna dita democrática, soberana e republicana. Lidamos diretamente com aquilo que se propõe chamar de "projeto de nação". Construímos
efetivamente nosso país em sua cidadania e participação civil a cada dia de nosso trabalho. Somos a encarnação do estado de direito, transformando individualidades em coletividade. O estado se faz presente no indivíduo, através de nossa atuação. E se o fizermos de maneira democrática, assim construiremos uma sociedade democrática. Se o fizermos de maneira participativa, assim construiremos uma sociedade participativa. Se o fizermos de uma maneira cidadã, assim construiremos uma sociedade
cidadã. Ipso Facto.
Mas é isso que nós temos feito? Pense bem.
Novamente, não sei se compartilho essa experiência com os colegas, mas venho observando há algum tempo, o esfacelamento moral a que vem se sujeitando o profissional de educação. Parece haver uma impressão geral de que professor é otário, no melhor dos casos, e tarado, pedófilo, safado, no pior. Poderia
estar ganhando mais dinheiro em outro setor? Talvez. Poderia estar ganhando mais dinheiro ensinando uma meia dúzia de filhinhos de papai a passar de ano no Ph? Certamente. Mas toda vez que essas questões se colocam, tentando me fazer sentir um fracassado, a frieira no pé da bactéria presente no cocôdo cavalo do bandido, me lembro:
a) Do imenso orgulho que tenho quando vejo ex-alunos hoje ingressando em universidades públicas, assegurando o menos uma possibilidade concreta de melhorar suas vidas, crescendo como pessoa e como cidadão;
b) Do magrelo espinhento que ingressou na universidade com o sonho de que é possível melhorar esse mundo através da educação;
c) Do compromisso que assumi comigo mesmo, ao ter meu filho em meu colo pela primeira vez, de lhe entregar um mundo melhor do que o que me acolheu, e entregar ao mundo um garoto melhor do que eu fui.

Isso me faz dormir tranquilo. Tenho um - desculpem-me o termo - PUTA orgulho de ser professor. Eu ESCOLHI
sê-lo. Poucos podem dizer o mesmo.

Mas nos encontramos em um momento crítico de nossa história profissional. Observem como debates acerca da educação vêm tomando conta do noticiário, das mídias, do cotidiano dos pobres mortais como eu e você.
O depoimento da professora Amanda Gurgel é muito oportuno. Mas é novidade para você? Será que você já não ouviu algo desse tipo. Melhor, será que você já não DISSE algo assim? No entanto, acho que cometemos o pecado de pregar para convertidos. Ou seja, do ponto de vista prático, cruzamos os braços e esperamos uma melhoria significativa milagrosamente cair dos céus. Ainda do ponto de vista prático, pergunto: tem funcionado?
Deflagrou-se a greve. A reboque do movimento dos bombeiros, pode-se discutir, equivocada, pode-se argumentar, mas, fato: a greve esta aí. E, fato também: com uma surpreendente força como jamais vi em meus parcos 7 anos de magistério estadual. É um fato animador.
Fatos também:

1) A SEEDUC proclama aos quatro ventos que cerca de 1% apenas dos profissionais aderiram à greve.
2) Por outro lado, a SEEDUC toda poderosa negociando com apenas 1% dos profissionais? Nossa! Imagine se nós conseguíssemos, sei lá, DOBRAR, esse percentual! Imagine o que não faríamos com 2%! Nossa! 2%!!!!
3) Acompanho DIARIAMENTE o noticiário da greve, e DIARIAMENTE encontro novidades, tanto de veículos de mídia do conglomerado global, quanto da Record, do grupo EJESA, etc. Esse estardalhaço todo por cauda de 1%? Nossa!
4) Direto do site R7, de notícias (http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/apos-55-dias-em-greve-secretario-anuncia-de-reajuste-a-professores-grevistas-20110801.html)
A Seeduc ressalta, ainda, que tem, à disposição, 2.100 contratos temporários autorizados para professores a partir de 1º de agosto. Esses docentes poderão ser contratados no caso de haver necessidade de reposição de aulas.
5) 2100 contratos para cobrir 516 grevistas xexelentos?
6) 3,5 % de aumento proposto pelo governo equivale a aproximadamente R$ 26,00. Com esse dinheiro você pode:
a- Comprar 2 Kg de Alcatra, Maminha ou Contrafilé, no Prezunic em promoção
b- Comprar o livro Histórias de Professores que Ninguém Contou, de Gabriel Chalita - o Fabio Junior da pedagogia
c- Comprar uma camisa falsificada da seleção brasileira para assistir à copa do mundo que será realizada aqui!

Está bom pra você? Pra mim não.

A sua inação está nos custando 22,5% de reajuste EMERGENCIAL!
A sua inação está nos custando mais 3 parcelas do Nova Escola
A sua inação está respaldando a meritocracia capenga e mal-adaptada de um mundo empresarial/corporativo que NÃO É O NOSSO!
A sua inação está respaldando uma avaliação externa, criada por uma empresa PRIVADA de FORA DO NOSSO ESTADO, e que está, certamente, fazendo alguém sorrir de orelha a orelha, e, surpresa! Não é você!
A sua inação corrobora a opinião geral de que professor é um bando de fracassado, recalcado fadado a um infarto ou um avc, pra deixar de ser otário.
A sua inação está custando o ORGULHO de ser educador, numa sociedade que, a cada dia que passa, premia mais e mais a esperteza a ambição, o consumo e o individualismo, em detrimento de valores como honestidade, solidariedade e participação.

Essa é a hora em que o medo vira raiva! É a hora de entrar com tudo. De dizer CHEGA! Sou um educador e EXIJO ser tratado com respeito!

Se você é mais um desses "abnegados" que não aderem à greve para não "prejudicar meus alunos de 3º ano, que tal pensar:
"O que será desses meninos quando eles se forem? Irão para uma universidade? Ou serão mais um McEscravo? Um Bob'sBobão - NA MELHOR DAS HIPÓTESES?"
Que tal ser REALMENTE abnegado, e, lecionar para seus alunos em praça pública? Ou lecionar para seus alunos, mas EXIGIR o código 61?

Você está garantindo que seus alunos farão um bom vestibular (se é que vestibular é bom) e ainda assim, estará dentro do movimento!
Você tem dúvidas quanto a validade da greve? Eu também! Você teme o corte de ponto? Eu também! Mas como diz a citação,
Antes a tristeza da derrota, que a vergonha de nunca ter tentado!
Nossa luta é justa. É por dignidade. É pelo nosso orgulho! É por respeito. É para que, daqui a muitos anos, eu possa olhar para trás e, na certeza do dever cumprido, saber que nada disso foi em vão. Esta greve não nos garante absolutamente NADA, a não ser nosso direito de nos indignar.
Parece pouco, mas acredite: há coisas muito mais importantes que dinheiro.

Por email, Prof.Waine Vieira Junior

Hoje tem Assembleia em Cabo Frio!

Vamos todos a Assembleia, E.M. Ruy Capdeville, próximo ao trevo do Arraial, às 17h.
Pauta: Discussão da alteração da lei de eleicão de diretores
Ato para devolução do dinheiro do IBASCAF e Plano de Cargos e Salários dos profissionais da Educaçao

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Rola nas Escolas...será verdade?


Ouvi dizer que depois de 15 dias em greve os professores serão condenados a morte. Procede? Alguém ouviu na CBN ou Bandnews? Acho q o Boechat falou alguma coisa...

Disseram que se os 15 dias forem intercalados vc será espancado... mas a vida será poupada... não tenho certeza... estou confirmando ainda...

Mas, nesse caso quem vai me substituir? Contratado ou concursado?

Quem for condenado à morte vai ter a GLP cortada?

Ouvi dizer que se os professores grevistas não desistirem da greve até dia 15/8 terão que indenizar o estado em R$ 2 milhões de reais.Essa quantia será dividida pelo número de professores grevistas.

DIA 16/08 TODOS OS GREVISTAS SERAO TORTURADOS EM PRAÇA PUBLICA...OS QUE INSISTIREM NA GREVE SERAO ENFORCADOS...PRA SERVIREM DE EXEMPLO...

Quem não voltar vai será amarrado no corredor de um CIEP e serão torturados pelos próprios colegas, vendo os mesmos passarem para cá e para lá fingindo que nada está acontecendo.

QUEM CONTINUAR EM GREVE TERÁ AULAS DE INTERPRETAÇÃO COM CABRAL E RISOLIA... AS AULAS SERÃO MINISTRADAS NUMA ESPECIE DE REALITY SHOW ONDE SÓ QUEM ACEITAR SE CURVAR PODERÁ SAIR DA CASA! O CONFINAMENTO COMEÇA COM 1 MÊS DE LABORATORIO, ONDE O PARTICIPANTE DEVERÁ ENFRENTAR O BOPE E A PM, COM SPRAY DE PIMENTA E CACETADAS! ALÉM DE TER Q OUVIR UM REMIX DAS CAMPANHAS ELEITORAIS DO CABRAL COM VIDEOS DE ESCOLAS MODELOS E UPAS E UPPS MARAVILHOSAS...
QUEM VENCER O PROGRAMA GANHARÁ O MARAVILHOSO PREMIO DE 26,00 ....

Sugestão de pedidos antes da execução: QUALQUER PORCARIA, MENOS RISOLE, POR FAVOR!

O professor que morrer deverá deixar uma matriz para ser mimeografada com os tópicos importantes do ENEM... essa foi a informação que eu tive...

RSRSRSRS... ê povo criativo!

* Informações buscadas em Postagens dos colegas professores Comunidade Orkut

S.O.S. Alguém nos enxerga??

Nota de Falecimento:


Pais, alunos, professores e funcionários da rede estadual de ensino público têm o doloroso dever de comunicar o falecimento da educação estadual do Estado do Rio de Janeiro.

Diagnóstico:Salário de fome, indicação política nas escolas, ar condicionado e computador alugados em firmas de deputados, maquiagem eleitoral, plano de metas para privatizar o ensino público, falta de servidores de apoio ,escolas caindo aos pedaços, entre outras causas foram a causa provocaram a morte. A família enlutada agradece a todos que comparecerem ao sepultamento do corpo e apontam o seu principal algoz: o (des)governador Sérgio Cabral e sua gangue.

Postagem do Prof. Samir da Comunidade "Professores da SEEDUC-RJ"

Sérgio Cabral é a Morte da Educação



Faetec decide entrar em greve!


Os servidores da FAETEC, em assembleia na ETE Ferreira Viana, decidiram, por unanimidade, entrar em greve a partir de hoje.

Na próxima terça-feira, teremos nova assembleia, às 14h, nas escadarias da Alerj, junto com o Sepe.

Agora tá unificado! Exigimos respeito! 3,5% é deboche! 26% Já!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pressão!


Depoimento de professor:

Acabo de receber telefonema da minha diretora informando que a coordenadoria ------ , orientou para a reposição de aulas o período de 6 de agosto a 20 de setembro.

Como ainda permaneço em greve ela informou que iria notificar a coordenadoria e contrataria um professor para estar fazendo a reposição das aulas neste período portanto, acarretando em desconto dos dias em greve e dos dias de reposição não dadas...

Orientação:

Companheira,

Vamos começar a gravar telefonema ou pedir que mandem por email - para juntarmos e entrar com processo de assédio moral.

Temos direito constitucional de GREVE.

Proposta de regimento do Sepe para eleição de diretores das escolas estaduais


Publicamos abaixo uma proposta de regimento visando a organização das eleições para a direção das escolas estaduais. Este indicativo de proposta de regimento deve ser discutido pela categoria para ser votado na próxima assembleia da rede estadual, no dia 9 de agosto (terça-feira), às 14h, nas escadarias da Alerj:


Sobre as eleições para as direções de todas as unidades de ensino mantidas pelo governo do Estado do Rio de Janeiro:

I – Calendário:

1- As eleições serão realizadas em todas as unidades de ensino da rede estadual de Educação do Rio de Janeiro na primeira quinzena de novembro de 2011;

2 – As escolas menores poderão realizar as eleições em um único dia e, as maiores, em até três dias, de acordo com a deliberação da assembleia eleitoral;

II – Critérios:

1 – O processo eleitoral será coordenado por comissão eleitoral composta de até cinco membros da comunidade escolar eleitos em assembleia convocada para esse fim;

2 – A comissão eleitoral abrirá o processo, acompanhará, solucionará dúvidas e proclamará o resultado final das eleições. Os membros da comissão eleitoral não poderão fazer parte de chapas;

3 – O processo eleitoral propiciará campanhas eleitorais em que os projetos político-pedagógicos serão debatidos pelos candidatos;

4 – Para se votada, a chapa deverá ser completa, composta de diretor geral e adjunto;

5 – Poderão concorrer aos cargos de diretor geral e adjunto o profissional de educação com mais de dois anos efetivos na rede e mais de dois anos em exercício na unidade de ensino;

6 – O prazo de gestão será de dois anos, podendo haver mais uma recondução;

7 – Serão instaladas duas urnas. Uma na qual serão depositados os votos de alunos e responsáveis e outra, onde serão depositados os votos de funcionários administrativos e professores;

8 – Votarão os alunos com idade a partir de oito anos ou que estejam na 3ª série do primeiro segmento. Os menores de oito anos serão representados por um de seus responsáveis, anteriormente cadastrados;

9 – O voto será universal, ou seja, terá o mesmo peso para todos os segmentos;

10 – Proclamado o resultado, a comissão eleitoral solicitará à direção da unidade de ensino ainda em exercício, que oficializa à Secretaria Estadual de Educação os nomes da nova direção a fim de que sejam nomeados;

11 – A direção eleita administrará a unidade de ensino com um Conselho Comunitário, composto por representantes de todos os segmentos da unidade de ensino, eleitos em assembleia convocada para isso, com o objetivo de acompanhar o nível pedagógico e supervisionar o movimento financeiro e administrativo da unidade de ensino.

fonte: SEPE