Na Luta pela Escola Pública

Este blog pretende criar um espaço para informações e discussões sobre Escola Pública na Região dos Lagos, com destaque para o município de Cabo Frio.

O nome “Pó de Giz” é tomado, por empréstimo, do antigo time de futebol dos professores do Colégio Municipal Rui Barbosa. Um colégio reconhecido por sua luta pela educação pública de qualidade. Um lugar onde fervilha a discussão educacional, política e social. Colégio que contribui de maneira significativa na formação de seus alunos, lugar onde se trabalha com o sentido do coletivo.

O " Pó de Giz" é uma singela homenagem a essa escola que tem um "pequeno" espaço educacional, mas corajoso e enorme lugar de formação cidadã.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Mestrado em educação - UERJ - D. de Caxias


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO, CULTURA E
COMUNICAÇÃO EM PERIFERIAS URBANAS TURMA 2012 MESTRADO ACADÊMICO

http://www.febf.uerj.br/Edital_Mestrado_2012.pdf

Inscrições: 18/07/2011 a 31/08/201

Programa de Pós-Graduação em Educação lança Edital 2012 para Mestrado


O Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu), do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), acaba de lançar edital do processo seletivo para Mestrado em Educação, com oferta de até 50 vagas, distribuídas pelas três linhas de pesquisa: “Práticas educativas, linguagens e tecnologia” (até 31 vagas), “Subjetividade, cultura e história da educação” (até nove vagas), e “Políticas em Educação” (até 10 vagas).

As inscrições devem ser feitas entre os dias 15 e 26 de agosto, no Protocolo do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH), no número 458 da Av. Pasteur, na Urca, das 10 às 12h e das 14 às 19h. Candidatos que não puderem comparecer podem fazer a inscrição via Sedex, em correspondência enviada para a Secretaria da Pós-Graduação em Educação do Centro de Ciências Humanas e Sociais, Av. Pasteur, 458, Urca, Rio de Janeiro-RJ, CEP 22.290-240.

A seleção terá cinco etapas: análise de documentos e homologação das inscrições; avaliação do pré-projeto; prova escrita; prova oral; e a fase não-eliminatória de prova de língua estrangeira e de língua portuguesa para estrangeiros. A divulgação da classificação final (pré-recursos) ocorrerá no dia 30 de novembro de 2011.

Acesse o edital e Outras orientações e informações sobre as etapas de seleção no site http://www.educacao.unirio.br.

Nota do Sepe em relação ao aumento da carga horária anunciado pelo secretário Risolia


Infelizmente, mesmo depois de duas mesas de negociação e muita insistência de nossa parte, o secretário Estadual de Educação, Wilson Risolia, anunciou na imprensa o seu projeto de “melhoria” salarial. Prática autoritária que impede o diálogo e coloca os negociadores do governo em posição difícil, já que há menos de uma semana afirmavam não ser possível apresentar este proposta agora anunciada na imprensa. Tal projeto necessita de uma avaliação criteriosa.

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que trata-se de uma ampliação da carga horária para 30 horas e não de aumento do salário pago aos profissionais da educação. O valor da hora-aula continua o mesmo (R$ 11,61), sem qualquer valorização salarial. Apenas a título de comparação, um professor na mesma situação na rede municipal do Rio receberá R$ 1.287,00 por 16 horas. Ou seja, no município do Rio, o professor pode trabalhar menos e ganhar mais.

Em segundo lugar, as dúvidas:

1) Como fica a situação do professor que já está na rede e optar pela nova carga horária? O tempo de serviço para progressão na carreira será contabilizado?

2) Os triênios serão contabilizados normalmente sobre os novos salários-base?

3) A paridade com integralidade está mantida?

4) O adicional de qualificação e o auxílio transporte aumentarão proporcionalmente à carga horária?

5) O governo vai aproveitar para cumprir a legislação federal que estabelece 1/3 da carga horária para planejamento?

É preciso esclarecer que, do ponto de vista salarial, não há qualquer valorização na proposta do governo. E os ganhos do ponto de vista funcional dependerão das respostas dadas às perguntas acima. Infelizmente, o secretário Risolia prefere ignorar os representantes da categoria, o que só acirra os ânimos e prejudica a educação pública estadual. Numa situação de diálogo efetivo, tais dúvidas poderiam ter sido sanadas rapidamente.

Por fim, é preciso lembrar que qualquer retirada de direitos será respondida com a ampliação e o aprofundamento da luta. Conclamamos, mais uma, vez o governo a sentar à mesa de negociação para apresentar uma proposta concreta de reajuste salarial, único caminho para reconhecermos o valor que as funções de professor e funcionário tem para a sociedade.

Terceirizados administrativos na rede estadual custam ao Estado quase o triplo do que é pago aos concursados

Ainda na edição desta terça-feira, o Globo e o Extra denunciam que os 13 mil funcionários administrativos terceirizados que trabalham na rede estadual custam o equivalente a R$ 1,3 mil, cada um. Ou seja, o Estado paga quase o triplo para as empresas responsáveis pela terceirização de serventes, merendeiras, inspetores e porteiros, do que recebem os funcionários concursados da rede estadual, R$ 435.

O presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alerj, deputado Comte Bittencourt dise vai entrar com uma representação no Ministério Público Estadual contra o estado pela falta de concursos públicos para os trablahadors de apoio. Na mesma matéria, o Sepe reafirmou a posição do sindicato de que todas as contratações para a rede estadual sejam feitas por meio de concurso público.

fonte - SEPE Regional 4

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Professores do Rio em greve aumentam pressão política contra Cabral

Rio de Janeiro – A uma semana de completar dois meses de duração, a greve dos professores e funcionários da rede pública de educação no Rio de Janeiro parece não ter hora para acabar. Sem apresentar uma proposta concreta de reajuste salarial, o governo estadual viu a categoria decidir pela continuidade da paralisação na assembléia realizada na sexta-feira (15), apesar de ter se comprometido a enviar à Assembleia Legislativa (Alerj) um plano com as propostas para atender às reivindicações do movimento. Enquanto isso, cerca de 60 professores passaram o último fim de semana acampados em frente à Secretaria Estadual de Educação, no Centro do Rio.

Em rota de colisão com o governo estadual desde a parcialmente vitoriosa greve realizada em 2009, quando obteve conquistas como a inclusão dos professores de 40 horas no Plano de Carreira da categoria e a incorporação da gratificação do projeto Nova Escola aos salários, os servidores estaduais da educação vivem um momento de radicalização contra as políticas do governador Sérgio Cabral (PMDB).

"Quando assumiu o governo, Cabral se comprometeu a fazer uma série de mudanças", lembra Cláudio Monteiro, coordenador-geral do Sindicato Estadual dos Professores de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ). "Essas promessas, no entanto, começaram a não ser cumpridas já no primeiro mandato", critica.

Apesar das conquistas da greve de 2009, a categoria não conseguiu um reajuste salarial real. "Nos empurraram goela abaixo o parcelamento do Nova Escola até 2015. Mas, na visão do Sepe, uma coisa é a incorporação da gratificação e outra coisa é o reajuste salarial real. O governo dizia que não iria misturar as duas coisas, mas, na prática, foi isso que se deu", conta Monteiro.

Agora, os professores prometem não recuar se não houver uma proposta concreta de reajuste. "Desde fevereiro entramos num processo de realização de assembleias e mobilização da categoria ao mesmo tempo em que cobrávamos do governo uma proposta de reajuste. Sempre tivemos no horizonte a incorporação das parcelas do Nova Escola de uma só vez, até mesmo porque em 2015 não será mais o governo Cabral. Quando entramos em greve, em junho, não havia sequer uma proposta de reajuste prevista pelo governo para 2011, além da incorporação da parcela anual do Nova Escola", diz o sindicalista.

Baseado em estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que apontam o achatamento salarial dos profissionais da educação e também o aumento da arrecadação do estado, o Sepe quer do governo do Rio um "aumento emergencial" de 26%. "O próprio governador, quando assumiu, reconheceu que a categoria tinha uma perda salarial acumulada de 60%. Só que, em seu primeiro mandato, ele deu 8% num ano e 4% no outro. No terceiro ano, aconteceu a greve que incorporou o Nova Escola", lembra Monteiro, ressaltando a luta para descongelar o Plano de Carreira dos funcionários não-docentes da rede pública estadual.

Entre os compromissos assumidos durante as negociações com o Sepe na semana passada, o governo propôs antecipar aos professores a parcela anual do Nova Escola relativa a 2012 e, no caso dos funcionários, antecipar todas as parcelas previstas até 2015. "No entanto, o achatamento salarial do setor no Rio é tão grande que, mesmo com todas as parcelas sendo antecipadas, os vencimentos da maioria dos funcionários não chegarão ao valor equivalente a um salário mínimo nacional", afirma Monteiro.
Categoria se cansou

Representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) no Rio de Janeiro, Marco Túlio Paolino analisa os motivos que levaram a uma maior radicalização do movimento dos professores após cinco anos de governo Cabral. "A categoria foi se cansando de ver o governador passar uma imagem de quem se preocupa e dá prioridade à educação, inclusive tomando uma série de medidas ligadas à questão tecnológica."

Embora seja apresentado um discurso de valorização dos profissionais da educação, na prática, os novos recursos tecnológicos acabaram por ampliar o esforço dos profissionais. "Houve uma sobrecarga de trabalho durante o governo Cabral e também uma tomada de consciência por parte dos professores de que essa sobrecarga não vinha acompanhada da devida valorização profissional", pondera.

Outro "ponto enganoso" da propaganda do governo estadual, segundo o representante da CNTE, é a valorização de uma suposta unidade de ação com o governo federal: "Existe, na verdade, uma disparidade muito grande entre o que é feito em nível federal e aquilo que está sendo implantado no Rio de Janeiro. Em primeiro lugar, o governo federal vem tendo toda uma postura de valorização dos profissionais da educação quando aprova políticas como o piso salarial nacional, cria o Fundeb (Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e dobra o número de escolas técnicas federais no pais inteiro", diz Paolino.

No Rio, segundo o sindicalista, acontece o contrário. "Nós temos uma insatisfação salarial muito grande por parte dos profissionais da educação e também não estamos vendo os recursos do Fundeb chegarem efetivamente à escola nem servir à valorização profissional. O governo Cabral está ameaçando fechar 22 escolas noturnas, indo na contramão do que o governo federal está fazendo", diz Paolino. Ele lembra que, neste ano, serão inauguradas no Rio três novas unidades do tradicional colégio federal Pedro II.
Ascensão

Na avaliação da CNTE, após a marcante mobilização dos bombeiros por melhores condições de trabalho e salários, agora é a vez de os professores serem a locomotiva de um período de ascensão na luta dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro. “Podemos entrar em um novo ciclo para tornar mais agudas as lutas dos servidores. Nós da educação estamos apostando nisso", avalia Paolino.

Ele considera que a insatisfação dos funcionários públicos foi, em um primeiro momento, comandada pelos bombeiros e pela área de segurança em geral. Agora, seria a vez da educação. "Acredito que o próximo passo, e a expectativa é essa, será o setor de saúde entrar nesse movimento, fechando o tripé das grandes categorias do serviço público estadual", diz Paolino.

Cláudio Monteiro concorda que a mobilização dos bombeiros preparou o terreno para uma greve mais forte dos professores. "Fatalmente, nós faríamos o movimento, mas, sem sombra de dúvida, a mobilização dos bombeiros nos deu um gás a mais pahttp://www.blogger.com/img/blank.gifra encarar essa luta", afirma. "O que falta é chamar outros setores dos servidores do estado, como os policiais ou a Saúde, que, assim como os profissionais da educação, não ganharam reajuste durante este governo. Por isso o momento seria propício para mobilizar todo o funcionalismo estadual”, diz.

Por enquanto, a paralisação dos profissionais da educação no Rio continua, reforçada após a decisão da Justiça que considerou o movimento legal e determinou que o governo não pode descontar dos trabalhadores os dias parados. A próxima assembleia da categoria, que agora se encontra em recesso escolar, acontecerá somente em 3 de agosto.

Até lá, o acampamento dos professores e a vigília em frente a Secretaria de Educação promete se tornar um novo point da cidade. No domingo (17), foi realizada no local uma festa junina, com atividades para as crianças, atividades de arte e até mesmo a apresentação de um grupo de forró: “Estamos mantendo isso aqui como o quartel-general da greve”, resume Monteiro.

fonte: Brasil Atual

Operação: Vão ter de nos ouvir!


Vamos tod@s ligar para estes números da SEEDUC-RJ solicitando
que atendam às reinvindicações dos professores.

PAIS E ALUNOS - (21) 2299-4309 das 9h às 18h

Central de Atendimento ao Servidor - (21) 23326997

SEPLAG

(21) 2333 1778 Pagamento

(21) 23331812 Protocolo

Convite ao Prof.da SEEDUC-RJ

Caro(a) colega professor(a) se você não aderiu à nossa greve, por temer a perda do salário , não tens mais o que temer pois a justiça se fez presente e julgou ,determinando que o governo/Seeduc não poderá cortar o ponto dos servidores que estão em greve, como o governo ameaçava com o propósito de inibir a nossa crescente mobilização. Pelo exposto , você agora poderá aderir a greve e lutar pelos seus direitos,pois motivos não nos faltam como:
- amargamos uma perda salarial (acumulada) superior a 70% e,só estamos pleitiando 26% emergencialmente;
- a incorporação da integralidade do que resta da extinta gratificação nova escola ( meritocrática) ;
- etc...

Portanto contamos com a sua participação nos nossos Atos e assembléias, para tal acompanhe toda programação no site do Sepe,i.e., em www.seperj.org.br .

Deve-se enfatizar que esse salário bruto de R$765,66 (atual) ou de R$836,10 ( como o governo do Rio de Janeiro alardeia que será pago em julho) é responsável ;
-Pela falta eterna de professores na rede estadual,faltam profs. de Física, Matemática, Química, Biologia, Filosofia, Sociologia, etc...;
-Por vários docentes pedirem diáriamente exonerações da rede estadual;
-Pela docência na rede estadual ter se tornado um emprego temporário,até que o prof. passe em outro concurso, com salário digno;
-Pela falta de atratividade para a licenciatura, somente os abnegados se aventuram;
Para que o colega reflita:
-Como o 2º estado mais rico da União , pode pagar tão mal a seus servidores ( não só aos da educação ) e ser tão complacente e parceira de empreiteiros e empresários .O governo estadual diz que não tem dinheiro para reajustar servidores mas promove renúncia fiscal de R$ 50 bilhões beneficiando salões de cabeleireiros, termas e motéis entre outros estabelecimentos. Recordando que o salário pago ao docente da rede estadual é muito inferior ao que várias prefeituras do próprio estado pagam ( para a mesma carga horária ) como as do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Volta Redonda, etc...
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Colega professor , sugiro que faças parte da comunidade Professores do SEEDUC, clique no link abaixo, nela não há panelinha, é democrática e respeitosa.
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=110446974

Para terminar veja o vídeo abaixo:
http://videos.r7.com/professores-em-greve-no-rio-continuam-acampados/idmedia/4e202d0ffc9bf2faecf2e3d4.html

Prof. Omar, por email.

domingo, 17 de julho de 2011

R7 EM 15/07 - ISSO É QUE É REPORTAGEM!

Muito bom!
Professores em greve no Rio continuam acampados.
http://videos.r7.com/professores-em-greve-no-rio-continuam-acampados/idmedia/4e202d0ffc9bf2faecf2e3d4.html

Acampamento terá atividades neste domingo. Compareça.


Hoje, domingo, as famílias dos profissionais de educação das escolas estaduais vão participar das atividades que serão desenvolvidas no acampamento da educação. A partir das 10h, haverá pintura dos paineis com os nomes "Porque a Educação parou e acampou"; "Procura-se o governador do Estado do Rio de Janeiro"; "Queremos negociar!" - haverá também oficina de máscaras; corrida no saco; enchendo o saco, dentre outras.

O Sepe orienta a todos levarem suas famílias amanhã para apoiar os acampados. A participação de todos é fundamental!

Prof. Omar, por email

CARGA HORÁRIA PASSARÁ PARA 30 HORAS


Professores da rede estadual de ensino poderão ter carga horária semanal de 30 horas, em substituição às 16 horas que estão em vigor. Com a mudança, o salário base vai mudar de R$ 836 para R$ 1.560. A medida está em estudo na Secretaria Estadual de Educação e a regra valerá para os futuros 3.500 professores aprovados em concurso que ainda será realizado nesse semestre.

A novidade é que os atuais 51 mil professores regentes também poderão optar pela nova carga horária. As regras da migração serão divulgadas pela pasta. Segundo o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, a mudança tem o objetivo de incentivar o professor a dedicar mais tempo de trabalho à rede estadual de ensino.

O impacto no orçamento do estado está sendo calculado pela Secretaria de Planejamento e Gestão. Risolia informou que é necessário partir do princípio que os 51 mil professores vão aceitar a proposta.

“Precisamos fidelizar o professor e é por isso que estamos aumentando a carga horária. Faz sentido subir a carga horária, principalmente, pelas mudanças que estamos implementando. Preciso de professores para o contra turno (aulas de reforço) e para a nossa meta de oferecer 100% da rede com ensino profissional até 2023. É necessário sincronia”, explicou Risolia.

A rede estadual terá reforço, no segundo semestre, de 3 mil novos professores que já estão em treinamento. “Isso será fundamental para diminuir a defasagem”, disse o secretário. Esses professores chegam para substituir os 2.376 que saíram no primeiro semestre. Segundo Risolia, 90% dos pedidos foram de aposentadoria.

fonte: O DIA

sábado, 16 de julho de 2011

Ajuda financeira

O Sepe está recebendo doações para ajudar a mobilização da rede estadual, em greve desde o dia 7 de junho. O interessado em ajudar pode depositar qualquer quantia nas contas bancárias em nome de Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação/RJ, banco Itaú, agência nº 5666 (Cidade Nova), nas contas: 00972-4 e 00979-9.

Atenção, o sindicato não autoriza o recolhimento de dinheiro que não seja nestas contas.

Diretoria do Sepe.

MOÇÃO DE APOIO À LUTA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

MOÇÃO DE APOIO À LUTA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DAS ESCOLAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


O Governo Sérgio Cabral mantém uma relação privilegiada com as empreiteiras, as multinacionais e os bancos. Para os seus amigos não falta dinheiro. São obras faraônicas de utilidade duvidosa. Todos os recursos destinados à educação vão parar nos bolsos das empresas, dos bancos e fundações.

Enquanto isso nas escolas faltam professores, funcionários e equipamentos didáticos. Além disso, Cabral se recusa a fazer qualquer tipo de concessão de reajuste ou reposição de perdas salariais. Um professor concursado, com formação universitária recebe um salário bruto de R$765,66 . Um funcionário tem salário menor que o salário mínimo e não tem plano de carreira. A merendeira ou a bibliotecária tem o mesmo mísero salário. Por tudo isso e com a necessidade dos educadores oferecerem aos seus alunos um ensino de qualidade, a educação estadual entrou em greve a partir de 07 de junho.

Cabral promove a mesma política do governo Dilma. A imprensa tem mostrado a quadrilha que se locupleta com o dinheiro público em Brasília e no Rio de Janeiro. No Rio, o caso veio à tona com a revelação de que Eike Batista, do Grupo EBX, emprestou um jatinho para Cabral festejar o aniversário de Fernando Cavendish, da Delta Construções, na Bahia. Eike e Cavendish são dois dos muitos generais que comandam a pilhagem de recursos públicos no estado fluminense.

A sangria de bilhões de reais que vão para o bolso da burguesia só é possível com a política de Cabral de arrocho salarial sobre os servidores, principalmente, a educação. Portanto, há dinheiro para reajustar os salários. Há dinheiro para remunerar com dignidade os aposentados e pensionistas.

Tudo isso sem falar na eleição para as direções das escolas, na revitalização do IASERJ, a não extinção das 22 escolas noturnas, o cumprimento do plano de carreira dos funcionários e a regularização da situação dos animadores culturais, entre outras.

É nessa situação que Cabral se recusa a reconhecer a greve e atender as justas reivindicações dos educadores fluminenses.


Sendo assim, somos solidários com a luta destes trabalhadores. Sua luta é em defesa da educação estadual no Rio de Janeiro. Por isso exigimos que este governo atenda imediatamente todas as reivindicações, faça concurso público para o quadro de professores, funcionários e aumente os investimentos na educação. Não é possível que no Rio tenha dinheiro para empreiteiro e não tenha para a educação pública.

Assinam:

CSP-CONLUTAS – CENTRAL SINDICAL E POPULAR; Sintrajude/SP; Sindsef/SP; Sindicato Dos Bancários De Bauru E Região; Associação dos Docentes da UNESP; Sindicato dos Trabalhadores da empresa dos Correios e Telégrafos de Pernambuco; Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e Alagoas; Sindicato dos bancários do Rio Grande do Norte; SindSaúde Rio Grande do Norte; Sintsef Rio Grande do Norte; Sindicato dos Bancários do Maranhão; Sintrajufe Maranhão; Sindicato dos Municipais de Alagoinha/BA; Sindicato dos Municipais de Esplanada/BA; Sindiflora/BA; Sindicato Municipais de Entre Rios/BA; Sindicato da Construção Civil de Belém; Sindicato da Construção Civil de Fortaleza; Sindicato dos Judiciários do estado do Ceará; Sindicato dos Rodoviários do Ceará; Sindicato dos trabalhadores na Indústria da Confecção Feminina de Fortaleza/CE; Sindicato dos Municipais de Quixerê; Sindicato dos Municipais de Juazeiro do Norte; Sindicato dos Municipais de Limoeiro do Norte; Sindicato dos Municipais de Tabuleiro; Federação Sindical e Democrática dos Trabalhadores Nas Ind. Metalúrgicas de Minas Gerais; Sindicato dos Ceramistas de Monte Carmelo; Sindicato dos Metalúrgicos de Pirapora; Sindicato dos Metalúrgicos de Itajubá e Região; Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Preto; Sindicato dos Metalúrgicos de Itaúna; Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis; Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias; Sindicato dos Metalúrgicos de Governador Valadares; Sindicato dos Metalúrgicos de Várzea da Palma; Sind.Profis. dos Enferm e Empreg Em Hosp, C. de Saúde, Duchistas E Massag. de Divinópolis; Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de BH e Região; Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de Itajubá e Região; Sindicato Metabase dos Inconfidentes; Sindicato dos trabalhadores em educação de Divinópolis; Sindicato dos Servidores Públicos de Monte Carmelo; Sindicato dos Servidores Públicos de Betim; Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias e Informações de Minas Gerais - SINTAPPI-MG; Sindicato dos trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte; Oposição Bancária de São Paulo; Sindicato Dos Trabalhadores Em Serviços De Saúde De Formiga - Stssf; Comissão Intersindical Formiga - Cisf; Sindicato dos Rodoviários do Estado do Amapá; Moção de solidariedade à luta dos profissionais de educação das escolas estaduais do Rio de Janeiro;

Nunca vi 1% incomodar tanto!


Risolia: "Só 1% em greve"

Mais uma mentira descarada desse "secretário" do Pinóquio:

"Para Risolia, o episódio era desnecessário, pois sempre houve diálogo com a categoria.
- Desde o início da greve, esta é a quarta vez que recebemos o sindicato. Estamos abertos à negociação e ao entendimento. Mas sabemos que esses manifestantes não representam a maioria. Temos, de professores faltosos, menos de 1% dos 51 mil docentes em sala de aula. De qualquer forma, quem perde são os alunos - frisou o secretário de Educação. Uma nova reunião foi marcada para a próxima quinta-feira, dia 14, com a presença do secretário de Planejamento, Sérgio Ruy. " E prossegue:

"- A Educação está sendo revitalizada, porém a classe é muito numerosa e o número de aposentados também. São 93 mil servidores ativos e 74 mil inativos, e essa questão salarial passa pela Previdência, inclusive. Para conceder esse aumento, é necessário ter a certeza que a Secretaria vai pagar hoje, amanhã e daqui a quatro, cinco, dez, ou 15 anos. Não adianta usar práticas que foram utilizadas no passado, como o aumento dos ativos sem rebater para os inativos. Isto gera um passivo previdenciário extremamente grande, que demoramos quatro anos para resolver. Mas desde o começo do ano, criamos benefícios que a categoria não tinha."

Ele se esqueceu (?) de falar sobre o currículo mínimo - que forma cidadãos mínimos, com chances mínimas, com formação mínima e que ganharão salário mínimo -, do aluguel dos aparelhos de ar condicionado superfaturado, das péssimas condições de trabalho, da meritocracia, dos 5 "s", do absurdo que é a falta de profissionais motivados em sala de aula, enfim, para ele tudo está ótimo.Talvez devesse estar juntamente com a Alice, aquela do País das Maravilhas, e talvez esse país até exista e seja a terra dele e do Pinóquio, o que é pra lá de estranho e, ao mesmo tempo totalmente iguais, as mentiras do Pinóquio com os delírios da Alice.

Assim, temos uma nova dupla: Sérgio Pinóquio Cabral e Wilson Alice Risolia, no País das Mentiras, da Corrupção e dos sonhos

Prof. Jeferson

De quanto é mesmo o aumento dos servidores em Cabo Frio?


6%??

Veja o que é prioridade neste governo:

"O decreto nº 4.444 de 11 de julho publicado no Diario Oficial do município cria entre os agraciados três diretores de departamentos que passam de R$ 2.064,14 para ínfimos R$ 6.192,42, mais um cargo de Marajá para onze, eu disse onze, assessores I CC-22 que passam de R$ 1.038,99 para a bagatela de R$ 11.428,89." (Texto do jornalista James Santos)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A greve continua, Cabral a Culpa é sua!

Educação estadual decide continuar a greve; professores e funcionários administrativos estão indo para a frente da Seeduc continuar a assembleia

Cerca de 1.500 profissionais de educação das escolas estaduais decidiram agora em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, continuar a greve, que se iniciou dia 7 de junho. A categoria rejeitou as propostas do governo feitas ontem na audiência com o Sepe.

Ontem, na audiência, o governo condicionou a implementação de todas as propostas com o fim da greve. Inclusive a antecipação do pagamento da parcela da gratificação Nova Escola de 2012 para 2011. Há duas semanas, o secretário Risolia anunciou que esta antecipação da parcela 2012 ocorreria em agosto, independentemente da continuação do movimento.

Os profissionais de educação estaduais estão se dirigindo, neste momento, para o Centro da cidade, para a Rua da Ajuda, onde vão continuar a assembleia, que estava ocorrendo no Clube Municipal,na Tijuca.

A próxima assembleia ocorrerá dia 3 de agosto (quarta-feira). Este prazo é devido ao recesso nas escolas estaduais em julho. Até a próxima assembleia, ocorrerão dois conselhos ampliados da direção, que terão o encargo de avaliar o andamento das possíveis negociações com o governo estadual. Mas, qualquer que seja resultado das negociações no período do recesso, somente a assembleia geral do dia 3 de agosto é que de decidir pelo fim da greve.

Eis as principais reivindicações da educação estadual:

1) Reajuste imediato de 26%;

2) Descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos;

3) Acerto do piso dos funcionários administrativos;

4) Reajuste anual para toda a categoria;

5) Incorporação imediata da gratificação do Nova Escola;

6) Redução da carga horária dos funcionários administrativos para 30 horas;

7) Devolução de R$ 50,00 retirados dos contracheques dos funcionários dministrativos;

8) Pagamento das dívidas de enquadramento;

9) Suspensão do Projeto Conexão;

10) Ato de investidura do animador cultural;

11) Regularização das remoções de profissionais, licenças médicas e licenças sindicais;

12) Retomada dos concursos para professores Doc II;

13) Revitalização do Iaserj.

Fonte - SEPE

Câmeras da LUTA!


Acompanhem assembleia AO VIVO!
http://www.livestream.com/seperjregional6

Vejam o acampamento também AO VIVO!
http://twitcast.me/user/soseducacaorj

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Afinal, quanto é a hora aula?

Aula na rede estadual: R$ 13,06 ou R$ 11,61 a hora
Números serão discutidos hoje em reunião entre sindicalistas e governo

POR ALESSANDRA HORTO

Rio - Coordenadores do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) se encontram hoje com os secretários estaduais de Educação, Wilson Risolia, e de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa. A expectativa é que o governo apresente novidades para os funcionários administrativos, pois há reconhecimento que, mesmo com antecipação do pagamento de todas as parcelas restantes do Nova Escola, o salário do grupo ainda está defasado.

O sindicato vai apresentar aos secretários estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) que aponta quadros de reajuste e valores da hora-aula diferentes das apresentadas pelo governo. Segundo o Dieese, o estado paga R$ 11,61, por hora, ao docente em carreira inicial e com graduação.

O estudo aponta que os municípios do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias pagam R$ 19,05 e R$ 30,09, respectivamente. Já no CAP-Uerj, a hora é R$ 18,33 e no Colégio Pedro II, R$ 17,07. O valor mínimo pago nas unidades particulares é de R$ 13,31 e o máximo chega a R$ 45,99. O Sepe afirma que a hora-aula do Estado do Rio de Janeiro é uma das menores do País.

A Secretaria Estadual de Educação discordou do estudo do Dieese. Segundo ela, o valor é de R$ 13,06, e a hora-aula paga aos professores está acima da média nacional.

Sobre os demais municípios, a pasta argumentou que muitas cidades ainda não assumiram os alunos do 1º Segmento do Ensino Fundamental. E completou alegando que estado e municípios têm orçamentos diferentes.

Tome nota

ARRAIÁ
Os docentes promoveram ontem um “arraiá da roça”, em frente ao prédio administrativo “Banerjão”, na Rua da Ajuda, no Centro do Rio. O evento contou com quadrilha, comidas típicas e show de forró.

NOTA SOBRE AGRESSÃO
O Sepe divulgou nota ontem informando que não partiu do sindicato nenhuma orientação de agressão ao secretário Wilson Risolia. A entidade informou que não pode ser responsabilizada por atitudes individuais de pessoas que não têm a ver com a greve.

Fonte - O Dia

Quem é que vai pagar por isso????


“Quem perde são os alunos, diz Risolia”. (site da seeduc) E perde mais ainda se eles forem sustentados pelo salário dos profissionais de educação do estado do Rj, dizemos nós. Nós, os educadores da Rede Estadual do RJ , é que podemos falar de perdas e danos na cidade partida dos megas eventos: megas desvios de verbas públicas, megas farsas de planos de metas, megas parcerias suspeitas, mega falta de vergonha na cara!

Há décadas, sabemos o que são as perdas na educação por falta de políticas públicas comprometidas com a classe trabalhadora desse país e especificamente do RJ. Há anos, os trabalhadores da educação diagnosticaram os problemas na educação, apresentamos soluções para resolvê-los e fomos ignorados em nome de interesses mesquinhos e vergonhosos.

Não podemos nos calar diante de mais essa provocação do secretário de educação quando, numa atitude covarde, pretende culpabilizar mais uma vez os profissionais da educação pelas perdas dos alunos das escolas públicas do governo do Senhor Sérgio Cabral. A quem pensa que engana com essa atitude oportunista, amadora e mentirosa!

Como aluna de escola pública, universidade pública e professora dessa mesma escola conheço de perto as perdas num país que nunca privilegiou a educação da população como capital cultural. Se quer falar das perdas, senhor secretário, olhe o contracheque de um professor com pós graduação, vários cursos de capacitação, mais de 17 anos de magistério e não esqueça de olhar também seu prontuário médico.

As perdas dos meus alunos são tão cruéis como as minhas de anos de magistério numa terra de parasitas. Falo das perdas na escola pública sem esquecer dos ganhos que conquistamos nessa mesma escola. Foi nela que aprendi a coragem, que aprendi a lutar por aquilo que é justo. Ao longo da semana, correndo escolas, fiquei muito emocionada ao lembrar onde começou minha militância.

Ao chegar no Colégio Guilherme Briggs disse o seguinte: Companheiros do Colégio GB, foi nessa escola que comecei a aprender a coragem e a me fazer militante! Como se um filme tivesse me atravessado percebi que as perdas não podem ser vistas sem os ganhos. Espero que meus alunos aprendam a coragem que a lição da greve da educação está transmitindo quando mostramos que não abaixamos a cabeça diante dos desmandos dos que parecem mais fortes. Espero, sinceramente, que, quando voltar para sala de aula cansada mas com a cabeça erguida, possa dizer de como é difícil - mas muito necessário - apostar na força das boas razões que deve mover nossas vidas para que elas valham a pena.

E sobre a reposição das aulas, senhor secretario, há coisas que nunca poderemos repor porque há perdas que são irreparáveis. Mas podemos garantir que o que for possível fazer para ajudar a diminuir as perdas de nossos alunos na escola pública do estado do RJ, faremos. Nossa é a defesa da escola pública de qualidade, nós somos os responsáveis - há décadas - pela sobrevivência de uma escola que tentam, com os mesmos planos de metas, destruir.

“O aluno deve ter seu direito à escola assegurado.” Essa fala é nossa e nossa greve defende esse princípio. Na voz do governo é apenas discurso vazio porque não tem sentido num Estado que não respeita deveres primários como a lisura com a verba pública. Os profissionais de educação também devem ter seus direitos assegurados, que tal começarem a cumprir o dever de um Estado responsável, democrático e ético?

Ninguém conseguirá jamais repor aquilo que se perdeu, todavia podemos evitar que se perca tudo, inclusive a dignidade. É nesse espaço que experimentamos a possibilidade de transformar nossas perdas em oportunidades de novas aprendizagens. Isso é resistir é ousar dizer não ao que parece impossível de mudar. Nós pagamos caro pela luta, outros terão que pagar pela covardia, pela desonestidade, pela deslealdade, por não ter feito algo (honesto) quando foi a sua vez. Eu sei de que lado quero está, isso me dá forças para continuar apostando... é a vida é bonita e é bonita....

Desculpem o desabafo é que talvez o cansaço, a lua cheia,talvez um desânimo passageiro .. a saída do 5º andar da Seeduc, a vida,... blá,blá,..

Profª Eliana

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cidade sem lei


Segunda, 11/07, aconteceu a assembleia da rede municipal de Cabo Frio.

Na pauta escolha dos conselheiros do FUNDEB, Alimentação Escolar, Saúde. E outros informes

A escolha desses conselheiros deveria ter sido feita em assembleia convocada pelo governo, mas como o governo não tem essa prática democrática, solicitou ao SEPE que "aproveitasse" a chamada aos profissionais para também esse fim.

Em outros épocas foram convocadas assembleias nas escolas, depois uma assembleia dos eleitos nas escolas até chegar a representação do município... mas isso leva tempo, e o governo não tem tempo para essas "bobagens".

Pois bem, elegemos os representantes dentre os presentes.

Eu saí eleita conselheira do FUNDEB e da MERENDA.

Vou ler TUDO que posso sobre o tema nessas férias... serei conselheira atuante.

Após essas eleições pedi esclarecimentos ao Sindicato sobre o Comitê de acompanhamento do Plano Municipal de Educação, instrumento tão importante, tão deixado à margem pelo governo e do qual faço inúmeras denúncias.

Qual não foi minha supresa ao saber que os representantes dos segmentos (educação infantil, ensino fundamental, médio, EJA, etc) foram escolhidos em reunião fechada para diretores de escola.

Isso mesmo, pasmem!! São TODOS DIRETORES!!!

Veja o que diz o plano:
AÇÕES
1. Editar ato do Executivo criando o Comitê e definindo suas competências.
2. Compor o Comitê de Acompanhamento do Plano, com integrantes da Secretaria Municipal de Educação (SEME), representantes dos segmentos (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, EJA) do Conselho Municipal de Educação (CME) e de setores e/ou órgãos representativos da comunidade.
3. Nomear os integrantes do Comitê, eleitos em Assembléias dos respectivos segmentos.

Depois de mais esse absurdo propus que fizéssemos eleição também deste Comitê na assembleia.

Minha proposta foi aprovada e saí representante do segmento do Ensino Médio para acompanhamento do Plano.

O Sindicato pedirá ao governo que envie cópia da ata que foi retirado os representantes e indicará os nomes dos eleitos para compor o comitê.

Após esses acontecimentos a reunião que iria acontecer amanhã, quinta-feira, dia 14/07, ao que parece foi suspensa.

Com relação a notinha do Blog do Totonho sobre o envio à câmara, pelo governo, do Plano de Cargos dos Profissionais da Educação, há um equívoco de entendimento de nossa parte.

O que chegou à cãmara, pasmem mais uma vez, é a alteração anunciada pelo prefeito em janeiro/fevereiro de 6% para 8% nos níveis e que a prefeitura já vem pagando desde março , SEM APROVAÇÃO daquela casa legislativa.

Os aposentados não estão recebendo porque o IBASCAF diz não pagar sem lei... (eles têm medo da justiça... já o prefeito...) os aposentados fizeram uma corrida aos gabinetes dos vereadores na manhã desta terça-feira, dia 13/07.

É... nosso município tá perdido mesmo!!

Profª Denize

NOTA DE APOIO

NOTA DE APOIO DO GRUPO INTERDISCIPLINAR DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL À CATEGORIA DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CONSIDERANDO que a valorização dos profissionais da educação possui ampla normatização em Atos Legislativos de âmbito federal e estadual, com normas específicas para o estado do Rio de Janeiro;

CONSIDERANDO a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 206, inciso V, dispõe sobre a valorização dos profissionais da educação;

CONSIDERANDO que a Emenda Constitucional nº 53/2006 ratifica a necessidade e a urgência dessa valorização;

CONSIDERANDO que o Plano Estadual de Educação do Rio de Janeiro, instituído pela Lei nº 5597 de 18 de dezembro de 2009, no governo de Sérgio Cabral, ressalta que: “para que alcancemos uma articulação de ações políticas que conduzam, de fato, a uma valorização dos profissionais da educação e, como conseqüência, uma melhoria da educação pública, é preciso que seja implementado um sistema estadual público de formação dos profissionais da educação, capaz de contemplar a formação inicial, condições de trabalho, salário e carreira e formação continuada, como condições de melhoria da qualidade da Educação Básica, na perspectiva de construir uma política de profissionalização e valorização do magistério para os profissionais da educação”

CONSIDERANDO que as inadequadas condições de trabalho, os baixos salários, o insatisfatório plano de carreira e a insuficiente formação continuada dos profissionais da educação do estado do Rio de Janeiro levaram a categoria a assumir o estado de greve desde o dia 07 de junho do corrente ano para reivindicar reajuste salarial de 26%, incorporação integral da gratificação do Nova Escola, descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos, dentre outras questões relevantes;

CONSIDERANDO que os profissionais da educação desempenham nos espaços de ensino formal o papel de protagonistas da inserção da Educação Ambiental nas escolas e nas comunidades escolares, e assim um importante ator social unido aos esforços da sociedade que objetiva a vida num ambiente solidário, saudável e sustentável.

CONSIDERANDO que o Grupo Interdisciplinar de Educação Ambiental do estado do Rio de Janeiro, órgão colegiado criado pela Lei 3325/99 e regulamentado pelo Decreto nº 40.887/07, que congrega instituições de educação, ciência e serviços, representadas por educadores cientes da relevância que condições de trabalho, derivadas inclusive de salários justos, se revestem de elementos estruturantes para a EDUCAÇÃO.

Informa que apóia o movimento dos profissionais de educação do estado do Rio de Janeiro por considerar que as reivindicações são justas e coerentes com o marco regulatório brasileiro e, especial, com o do estado do Rio de Janeiro.


Fotos do Blog: ACAMPA GREVE

ACAMPAMENTO


Rio - Cerca de 60 líderes grevistas dos servidores estaduais de Educação passaram a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira acampados em 15 barracas, na porta do prédio da secretaria, na Rua da Ajuda, no Centro. À tarde, houve tentativa de invasão ao prédio do órgão e confronto com a PM. A categoria foi recebida por representantes do governo, mas não houve acordo entre as partes.

fonte: O Dia

Professores do RJ mantêm greve e acampam em frente a secretaria




Reunião com secretário não teve resultados e haverá outra quinta-feira (15).
Grevistas chegaram a invadir prédio e polícia usou spray de pimenta.

Professores da rede estadual decidiram no início da noite desta terça-feira (12) manter a greve que já dura 35 dias e montar acampamento em frente ao prédio da Secretaria estadual de Educação, no Centro do Rio, pelo menos até quinta-feira (14), quando haverá nova reunião com os secretários estaduais de Educação, Wilson Risolia, e de Planejamento, Sérgio Ruy. Na quinta, é esperada também a participação do secretário estadual de Governo, Wilson Carlos, na reunião com os representantes dos grevistas.

A Secretaria de Educação confirmou a nova reunião na tarde desta terça, após um encontro de uma comissão de grevistas com os secretários. Segundo o coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), Danilo Serafim, a reunião não chegou a qualquer resultado. Os professores deixaram a reunião aos gritos de "a greve continua".

O secretário de Educação, Wilson Risolia, disse em nota que está "aberto à negociação e ao entendimento".

"Desde o início da greve, esta é a quarta vez que recebemos o sindicato. Estamos abertos à negociação e ao entendimento", disse Risolia.

A categoria pede reajuste emergencial de 26%, incorporação imediata da gratificação do Nova Escola (prevista para terminar somente em 2015), e descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos.

No encontro, o secretário Wilson Risolia lembrou que o governo vem cumprindo os compromissos assumidos com a categoria, inclusive com melhorias salariais, e reafirmou os avanços conquistados até agora.

Mas, de acordo com Vera Nepomuceno, uma das coordenadoras do Sepe que participou da reunião, o governo não apresentou nenhum índice de reajuste para os professores. "Esperamos que o governo se sensibilize. Precisávamos de um índice (de reajuste), mas não foi apresentado. Até o momento foi oferecido muito pouco para a nossa categoria. Disseram que anteciparam parcela do Nova Escola, mas rebatemos que isso não é reajuste", afirmou, ao deixar o prédio da Secretaria de Educação.

Fonte: G1

terça-feira, 12 de julho de 2011

Após ocupação, negociação...


SEPE em reunião com o Secretario agora !!
Nesse momento representantes do SEPE estão reunidos com o secretario de educação Risolia e com o o secretário de Planejamento e Gestão, Sergio Ruy.

Ato 12/07










Após ato na ALERJ professores vão até o prédio da SEEDUC. Policiais jogam gás de pimenta para dispersá-los.
Vejam como o governo trata o servidor:
Fotos: Uol

domingo, 10 de julho de 2011

Nova jornada para professores

A área de estudo pedagógico do governo estadual estuda uma mudança na norma de contratação de professores, aumentando a carga horária semanal e, consequentemente, os salários. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria estadual de Educação, assim que os estudos estiverem concluídos, o projeto será enviado para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que está em recesso. As novas regras já valerão para o concurso deste ano. Uma questão que também é avaliada pela área jurídica é a possível alteração na carga horária dos servidores que estão na ativa.

fonte: Extra

Acampamento:Vigília permanente. Terça-feira, 12/07


Na terça-feira faremos uma nova assembleia ao ar livre na Alerj e, logo após, montaremos um acampamento de vigília permanente, no mesmo local. A decisão foi tomada na certeza que essa próxima semana será decisiva para o movimento e, portanto, devemos aumentar a nossa mobilização, com passagens em escolas, atos públicos locais, panfletagem presencial e virtual e, inclusive, ações mais contudentes, que é o caso do acampamento.
Vamos pressionar o governo para que a nossa greve seja vitoriosa.

Prof. Douglas

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Professores do Estado decidem por GREVE até as reivindicações atendidas!

Os professores do Estado do Rio de Janeiro em Greve desde o dia 07/06/2011 exigem que o governo cumpra suas promessas de campanha feitas em carta aberta enviada a nossas residências.

Nossas reivindicações são:
1) Reajuste emergencial de 26%;
2) Incorporação imediata da totalidade da gratificação Nova Escola;
3) Descongelamento do Plano de Carreira dos funcionários administrativos;
4) Regulamentação do cargo de animadores culturais;
5) Resgate do pleno funcionamento, com qualidade, do IASERJ;
6) Eleição direta para diretores de escolas;
7) Pelo não fechamento das 22 escolas;
8) Carga horária de 30 horas para funcionários;
9) Enquadramento imediato dos processos parados, inclusive os dos profissionais de 40 horas;
10) Aplicação da Lei n.º 11738/2008, que garante 1/3 da carga horária dos professores para planejamento;

Veja o nosso salário atual e o que queremos.
Piso salarial atual:
Nível 1 (professor sem nível superior) R$ 610,38
Nível 3 (professor com nível superior) R$ 765,66

Salário com a incorporação do Nova Escola + aumento de 26%
Nível 1 R$ 958,37
Nível 3 R$ 1.202,18

Liminar garante o direito a greve dos funcionários da educação do estado do Rio de Janeiro não sejam descontados! Processo nº 0181463-81.2011.8.19.0001

Assembleia 08/07



Arte : Prof. Douglas


Replicado do Blog SOS Educação Pública

Justiça proíbe governo do Rio de cortar o ponto de professores em greve

RIO - O Tribunal de Justiça do Rio concedeu liminar em favor do Sindicato Estadual dos Profissonais de Educação (Sepe), impedindo o corte no ponto dos profissionais da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 7 de junho. A decisão também impede que o governo do estado desconte os dias parados e determina que seja feita a devolução, em folha suplementar, dos valores que já tenham sido indevidamente descontados. De acordo com o Sepe, a medida é uma vitória da mobilização da categoria que, por duas vezes foi até o Fórum acompanhar audiências da direção do Sepe com o juiz encarregado de julgar o pedido de liminar do sindicato para impedir o corte no ponto dos grevistas.

Segue abaixo um trecho do parecer do juiz:

"Assim sendo pelas motivações acima expositadas, e, ainda, tendo como presentes os requisitos essenciais à sua concessão, defiro a tutela antecipada reivindicada exordialmente pela parte autora (Sepe), para determinar a parte ré (Governo do Estado) de se obstar a efetivar o desconto dos vencimentos dos servidores, a título de "falta", pelos dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve (...) Os valores, por ventura, indevidamente descontados, devem ser pagos mediante folha de pagamento suplementar, ficando, ainda, vedada qualquer anotação em folha funcional, em virtude de tal paralisação. Intime-se a parte Ré para ciência e cumprimento desta decisão e cite-se o mesmo, com as observações legais. (...)"

Nesta sexta-feira os professores realizam um nova assembleia geral, no Clube Municipal, na Tijuca, às 14h, para discutir os rumos do movimento. As principais reivindicações da categoria são o reajuste emergencial de 26%, a incorporação imediata da gratificação do Nova Escola e o descongelamento do Plano de Carreira dos Funcionários Administrativos.

fonte: O globo

Para guardar! Decisão histórica! Parabéns, SEPE!!

Vistos, etc..., Da lavra do eminente magistrado, Des. JOSÉ DE SAMUEL MARQUES, temos o seguinte ementário jurisprudencial inerentes à matéria ora em exame, ´verbis´: ´Apelação. - Valores descontados dos vencimentos de funcionários públicos, a título de 'falta' em virtude de paralisação por motivo de greve. - Conduta abusiva e ilegal. - É lícito o exercício do direito de greve, por parte de Servidor Público, ante a reiterada omissão do legislador em regulamentar seu exercício. - Precedente do Supremo Tribunal Federal. SEGURANÇA CONCEDIDA. RECURSO PROVIDO.´ (TJ/RJ, 13ª C.Cível, Ap.Cível nº. 2006.001.67994, rel. Des. José de Samuel Marques, v.u., j. 18/04/2007). No contexto do aludido acórdão tiramos os seguintes comentários do voto do eminente Desembargador Relator, ´verbis´: ´[...], muito embora o art. 37, VII da CRFB imponha a necessidade da existência de lei complementar para o exercício do direito de Greve pelo Servidor Público, há decisão do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL garantindo à Confederação dos Servidores Públicos do Brasil o direito de greve, conforme se vê da decisão transcrita a fls. 133/134 (dos autos de MS). Entendimento em sentido diverso, a meu ver, atribuiria ao Poder Público o direito irrestrito à exploração abusiva do trabalho de seus servidores, de forma degradante. O Regime Estatutário, por si só, já acarreta inúmeras vantagens ao Estado, sendo limitados os direitos dos trabalhadores em relação ao regime da CLT, justamente por haver a necessidade de proteção do interesse público. Ocorre que, o argumento de ser proibido o exercício de greve, ante a alegação de inexistir uma norma regulamentadora, é o mesmo que negar a existência de um direito constitucionalmente deferido, pela inércia da parte interessada. Desta forma, deve ser reconhecida a conduta abusiva por parte da AUTORIDADE COATORA, ao descontar, dos vencimentos de seus servidores, a título de 'falta', os dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve.´ E conclui o eminente jurista em seu voto, ´verbis´: ´Sendo assim, voto dando provimento ao recurso para que seja concedida a segurança, determinando que a Autoridade Coatora se abstenha de efetuar qualquer desconto nos vencimentos dos AUTORES, em virtude da greve deflagrada.´ Também da lavra do eminente Ministro do STF, MARCO AURÉLIO, sobre a questão emblemática, tiramos os seguintes comentários, ´verbis´: ´O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Presidente, o processo da lista de nº 11 trata de matéria constitucional: servidor, greve, possibilidade de desconto dos dias de paralisação. Entendo que o Estado não pode dar com uma das mãos e retirar com a outra; não pode viabilizar o direito de paralisação e, de certa forma, caminhar para o campo da coação política, já que os trabalhadores não têm fôlego para ficarem sem o salário, deixando de satisfazer, portanto, recursos para o sustento.´ (STF, 1ª T., Ag.Reg. no RE 399.338/Paraná, rel. Min. Carmen Lúcia, j. 1º/02/2011). CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO (´in, Curso de Direito Administrativo, Malheiros Editores, 22ª Edição, 2007, São Paulo) apresenta a seguinte posição acerca do direito de greve dos servidores públicos, ´verbis´: ´Entendemos que tal direito existe desde a promulgação da Constituição, mesmo à falta de lei, não se lhes pode subtrair um direito constitucionalmente previsto, sob pena de se admitir que o Legislativo ordinário tem o poder de, com sua inércia até a presente data, paralisar a aplicação da Lei Maior, sendo, pois, mais forte do que ela´. Por final, temos os entendimentos doutrinários do ilustre jurista, JOSÉ DOS SANTOS CARVALHO FILHO (´in´, Manual de Direito Administrativo, Editora Lúmen Júris, 16ª Edição, 2006), com os seguintes comentários, ´verbis´: ´A verdade é que reina verdadeiro caos sobre o tema. Várias greves de servidores, algumas com a duração de semanas e até de meses, não acarretam qualquer efeito pecuniário ou funcional para os grevistas, parecendo mesmo que, em algumas oportunidades, o Governo teve que se curvar à força e às exigências do movimento. [...] O ideal é que o Poder Público diligencie para que seja logo editada a lei regulamentadora da matéria, porque toda a confusão sobre o assunto tem emanado da lamentável inércia legislativa. Com a lei, evitar-se-iam os abusos cometidos de parte a parte, abusos estes que acabam respingando sobre quem nada tem a ver com a história - a população em geral - que, a despeito de sua necessidade, permanece sem a prestação de serviços públicos essenciais, como previdência social, assistência médica, educação e justiça, entre outros.´ Por outro lado, há de se respeitar o princípio da continuidade dos serviços públicos que preceitua de que os serviços públicos não podem ser interrompidos, pois, como visto, eles destinam-se a atender a necessidade não de um ou alguns indivíduos, mas de toda a sociedade. Mesmo que não haja lei específica regulamentando o direito de greve dos servidores públicos, o direito pode ser exercido mediante a aplicação subsidiária da Lei nº. 7.783/99. Portanto, tem-se que o Supremo Tribunal Federal, embora mantenha posição de que a norma do art. 37, VII, da CR/88, consiste em dispositivo de eficácia limitada, assegurou o exercício imediato do direito de greve e para tanto viu na Lei nº. 7.783/99 o mecanismo legal para propiciar a cobertura jurídica desse direito. Se é certo de que tem o servidor público direito de greve, de igual forma tem o Poder Público o direito de ver-se ressarcido aos dias em que não prestado serviço pelo servidor que aderiu ao movimento paredista, independentemente da declaração de abusividade ou não da greve. No caso em tela, nada mais justo exigir-se destes servidores a reposição pelos dias faltosos. E, de fato, não é razoável que o exercício do direito de greve não tenha nenhuma conseqüência, permitindo que o trabalho não seja prestado e a remuneração seja recebida, tornando o exercício do direito de greve sem nenhum risco ou conseqüência. Em que pese o brilhante pronunciamento da ilustre representante do parquet Estadual, entendemos, em primeiro exame, diante do pedido autoral, e à luz das condições fáticas de que se cerca a pretensão, a necessidade de imediata apreciação do caso concreto, mesmo porque encontram-se presentes as evidências que dão suporte à medida, isto é, o fumus boni iuris e o risco de lesão irreparável, caso em que, colocaria o Autor e os titulares do direito ficar à mercê de atos autoritários da Administração Pública, até que se configure sobre a ilegalidade ou não daquele movimento paradista. Assim sendo, pelas motivações acima expositadas, e, ainda, tendo como presentes os requisitos essenciais à sua concessão, DEFIRO A TUTELA ANTECIPADA vindicada exordialmente pela parte Autora, para determinar a parte Ré de se obstar a efetivar o desconto dos vencimentos dos servidores, a título de ´falta´, pelos dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve, devendo estes que aderiram ao movimento paredista prover a reposição de trabalho dos dias faltosos, à serem agendados e nos prazos estabelecidos pela própria Administração Pública, sob pena de ser efetuado desconto pelos dias não trabalhados. Os valores, por ventura, indevidamente descontados, devem ser pagos mediante folha de pagamento suplementar, ficando, ainda, vedada qualquer anotação em folha funcional, em virtude de tal paralisação. Intime-se a parte Ré para ciência e cumprimento desta decisão e cite-se o mesmo, com as observações legais. Dê-se ciência ao Ministério Público. P. I.


Comentários:

Ganhamos força e não só para nossa luta!

Esta decisão histórica dará gás às outros colegas, em seus municípios, acreditarem na justiça e irem a luta!

Parabéns a tod@s nós, mas também, parabéns ao jurídico do SEPE!

Foram tod@s guerreir@s!!

Orgulhos@s, renovad@s e crentes nas negociações.

Agora não temos mais a faca em nosso pescoço. O governo só tem uma saída: NEGOCIAR. E negociar de forma que NÓS fiquemos satisfeit@s!!

Justiça concede liminar ao Sepe que impede o corte de ponto na greve da rede estadual

A 3ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado acaba de conceder uma liminar em favor do Sepe que impede que o governo estadual promova cortes no ponto dos profissionais de educação que estão fazendo a greve na rede estadual desde o dia 7 de junho. A decisão foi proferida no processo nº 0181463-81.2011.8.19.0001, de autoria do juiz Plínio Pinto Coelho Filho a favor dos profissionais de educação e, além de impedir os descontos dos dias parados, determina que seja efetuada a devolução, em folha suplementar, dos valores que porventura já tenham sido indevidamente descontados da categoria.

Trata-se de uma grande vitória da mobilização da categoria que, por duas vezes foi até o Fórum acompanhar audiências da direção do Sepe com o juiz encarregado de julgar o pedido de liminar do sindicato para impedir o corte no ponto dos grevistas. Veja abaixo trecho do parecer do juiz:

“Assim sendo pelas motivações acima expositadas, e, ainda, tendo como presentes os requisitos essenciais à sua concessão, DEFIRO A TUTELA ANTECIPADA vindicada exordialmente pela parte Autora (Sepe), para determinar a parte RÉ (Governo do Estado) de se obstar a efetivar o desconto dos vencimentos dos servidores, a título de “falta”, pelos dias em que estiveram paralisados, em virtude da greve (...) Os valores, por ventura, indevidamente descontados, devem ser pagos mediante folha de pagamento suplementar, ficando, ainda, vedada qualquer anotação em folha funcional, em virtude de tal paralisação. Intime-se a parte Ré para ciência e cumprimento desta decisão e cite-se o mesmo com as observações legais(...)"

fonte: SEPE

Comentários: Uma decisão histórica!! Abre jurisprudência para que outras lutas possam ser tratadas sem a injustiça do corte!!

Vamos à luta!! Agora, SEM MEDO!!!!!

Flip começa no Rio com protesto

Protesto
Ao deixar o auditório, o publico se deparou com um protesto de professores do Rio de Janeiro que estão em greve há um mês. Em faixas e cartazes, os profissionais criticaram a destinação de recursos para obras da Copa do Mundo 2014, em detrimento dos investimentos em educação.

"O governo investe milhões em reformas superfaturadas de estádios. O dinheiro que deveria ir para a educação está nas mãos de empresários", criticou o professor de inglês Leonardo da Silva Oliveira, 24 anos. Entre outras reivindicações, os professores querem um reajuste de 26% dos salários, reformas nas escolas e descongelamento do plano de carreira dos funcionários. A mobilização ocorre na Flip, segundo os manifestantes, pela visibilidade do evento e pela expectativa da participação do governador Sérgio Cabral (PMDB).

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, participou da abertura da Flip, que também deveria ter contado, pela primeira vez, com a presença de um Presidente da República. A crise envolvendo o Ministério dos Transportes, contudo, impediu que a presidente Dilma viajasse a Paraty para prestigiar o evento.

fonte: Terra

Audiência não teve presença de secretários, mas negociações avançam

Em audiência nesta quarta (06/07) na Assembléia Legislativa, diretores do Sepe e deputados estaduais discutiram a pauta de reivindicações da categoria em greve desde o dia 07 de junho. O líder do governo na ALERJ, deputado André Correa, afirmou que a antecipação de uma parcela da incorporação do Nova Escola deveria ser vista como vitória do movimento. Afirmou ainda que o governo está disposto a apresentar uma política de recuperação salarial para os profissionais da educação para os próximos três anos. Tal recuperação seria independente da incorporação do Nova Escola e da Gratificação do Plano de Metas. Contudo, afirmou que o governo ainda não tem condições para apresentar os índices que estariam envolvidos nesta política e solicitou a suspensão do movimento grevista para a instalação de uma efetiva mesa de negociação desta política de recuperação salarial.

Os diretores do Sepe e os deputados presentes argumentaram que esta proposta ainda é insuficiente e que a apresentação de algo mais concreto é fundamental para que os profissionais avaliem a possibilidade de suspensão da greve. Lembramos que não há motivos para o governo adiar a apresentação de sua proposta e que esta enrolação ameaça seriamente o ano letivo dos alunos. Solicitamos mais uma vez uma audiência direta com o governador.

Lembramos ainda outros pontos específicos que não dependem de muitos recursos para serem atendidos e que poderiam ser respondidos rapidamente: auxílio qualificação (cartão cultura) para todos, vale-transporte para os Animadores Culturais, fim da exigência do cumprimento do estágio probatório para enquadramento e adicional de mestrado/doutorado e equiparação do vencimento básico do funcionário com o salário mínimo. Discutimos por fim, a situação do corte do ponto. Frisamos que a reposição está diretamente relacionada ao não corte do ponto e que, embora não seja o ponto principal, este elemento deve constar das nossas discussões.

O deputado André Correa se comprometeu a levar todos estes pontos até o governador e apresentar as respostas antes da próxima assembleia.Verificará também a possibilidade de avançarmos na construção de um calendário de negociações para a recomposição salarial e no estabelecimento de parâmetros mínimos para o reajustamento salarial.

fonte: SEPE

Notícias da Audiência de ontem, na ALERJ


A audiência com o deputado líder do goveno não avançou nada.

O recado é que o governo só volta a negociar se a categoria suspender a greve.

Então, foi dito que isso não acotecerá e que seria inportante o deputado conseguir uma audiência com o governador antes da assembleia de sexta. Ele disse que se esforçará mas não garantiu nada.

A reunião aconteceu com os deputados andé Correa, Paulo Ramos, Freixo, Janira, Marcus Vinicius, Comte e o lider do PDT.

O secretário e o chefe da casa civil não foram.

Por email, Profª Vera

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cartaz da Assembleia 08/07

Calendário da Greve

A GREVE continua, Cabral a CULPA é SUA!

ALERJ PRETENDE NEGOCIAR ACORDO ENTRE PROFESSORES E GOVERNO

O líder do Governo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado André Corrêa, anunciou, nesta quarta-feira (06/07), durante reunião no Palácio Tiradentes, Centro do Rio, que vai intermediar o diálogo entre o Governo do estado e os professores da rede estadual de ensino que estão em greve. Após anunciar os avanços já conseguidos para a classe pelo Poder Executivo, Corrêa fez também um apelo em prol do fim da paralisação, que completa um mês amanhã. “O Governo já avançou muito, pois contratou mais de 30 mil professores por concurso público, concedeu à categoria o vale-transporte, incorporou o Nova Escola e, agora, antecipou essa incorporação. Com isso, o que estava previsto para acontecer em quatro parcelas, até 2015, está sendo feito de uma vez só. O Governo incorporou o equivalente a um aumento de 9,82%, um dado significativo dentro de uma economia estabilizada”, frisou o parlamentar.

Coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), Maria Beatriz Lugão classificou como proveitosa a reunião. “Saímos com a expectativa de que os deputados consigam interceder junto ao Governo para que a negociação avance. Todos demonstraram bastante boa vontade em intermediar a negociação, em especial o líder do Governo. Agora, precisamos de sinalizações por parte do Executivo para que a greve seja suspensa. Queremos um reajuste salarial de 26% e que a administração estadual não corte os dias parados dos professores e funcionários grevistas”, declarou.

Quanto ao corte dos pontos, Corrêa disse que, caso a categoria suspenda a greve na sexta-feira (08/07), ele se compromete a trabalhar para que os grevistas não deixem de receber os dias parados, desde que os profissionais que aderiram ao movimento reponham as aulas. “Eu me comprometi, ainda sem a autorização do Governo, a trabalhar nesse sentido. Espero dar uma posição a eles até a próxima sexta-feira, quando a categoria fará uma nova reunião. Quanto ao índice de reajustes, deixei claro que não vamos apresentar nenhuma proposta, porque o Governo não vai cometer nenhuma irresponsabilidade ao assumir um compromisso que, depois, não possa ser cumprido”, afirmou.


Presidente da Comissão de Educação da Casa, o deputado Comte Bittencourt (PPS) acredita que o líder do Governo poderá avançar nas negociações junto ao Poder Executivo. “A reunião foi proveitosa. O líder comprometeu-se a levar essas demandas dos sindicatos ao governador Sérgio Cabral e ao setor da área de planejamento econômico governamental”, apontou. Os deputados Paulo Ramos e Luiz Martins, ambos do PDT, Marcus Vinícius (PTB), e Janira Rocha e Marcelo Freixo, ambos do PSol, também participaram da reunião.

Comunicação Social da Alerj

ALERJ PRETENDE NEGOCIAR ACORDO ENTRE PROFESSORES E GOVERNO

O líder do Governo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado André Corrêa, anunciou, nesta quarta-feira (06/07), durante reunião no Palácio Tiradentes, Centro do Rio, que vai intermediar o diálogo entre o Governo do estado e os professores da rede estadual de ensino que estão em greve. Após anunciar os avanços já conseguidos para a classe pelo Poder Executivo, Corrêa fez também um apelo em prol do fim da paralisação, que completa um mês amanhã. “O Governo já avançou muito, pois contratou mais de 30 mil professores por concurso público, concedeu à categoria o vale-transporte, incorporou o Nova Escola e, agora, antecipou essa incorporação. Com isso, o que estava previsto para acontecer em quatro parcelas, até 2015, está sendo feito de uma vez só. O Governo incorporou o equivalente a um aumento de 9,82%, um dado significativo dentro de uma economia estabilizada”, frisou o parlamentar.

Coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), Maria Beatriz Lugão classificou como proveitosa a reunião. “Saímos com a expectativa de que os deputados consigam interceder junto ao Governo para que a negociação avance. Todos demonstraram bastante boa vontade em intermediar a negociação, em especial o líder do Governo. Agora, precisamos de sinalizações por parte do Executivo para que a greve seja suspensa. Queremos um reajuste salarial de 26% e que a administração estadual não corte os dias parados dos professores e funcionários grevistas”, declarou.

Quanto ao corte dos pontos, Corrêa disse que, caso a categoria suspenda a greve na sexta-feira (08/07), ele se compromete a trabalhar para que os grevistas não deixem de receber os dias parados, desde que os profissionais que aderiram ao movimento reponham as aulas. “Eu me comprometi, ainda sem a autorização do Governo, a trabalhar nesse sentido. Espero dar uma posição a eles até a próxima sexta-feira, quando a categoria fará uma nova reunião. Quanto ao índice de reajustes, deixei claro que não vamos apresentar nenhuma proposta, porque o Governo não vai cometer nenhuma irresponsabilidade ao assumir um compromisso que, depois, não possa ser cumprido”, afirmou.


Presidente da Comissão de Educação da Casa, o deputado Comte Bittencourt (PPS) acredita que o líder do Governo poderá avançar nas negociações junto ao Poder Executivo. “A reunião foi proveitosa. O líder comprometeu-se a levar essas demandas dos sindicatos ao governador Sérgio Cabral e ao setor da área de planejamento econômico governamental”, apontou. Os deputados Paulo Ramos e Luiz Martins, ambos do PDT, Marcus Vinícius (PTB), e Janira Rocha e Marcelo Freixo, ambos do PSol, também participaram da reunião.

Deputada Janira Rocha PSOL RJ no Twitter

Deputada Janira Rocha PSOL RJ no Twitter dá informes sobre a reunião na ALER com os líderes na casa e o SEPE:

Reunião apesar de nao ter sido conclusiva foi boa,Lider ficou de conversar com Governador e retornar resposta sobre Anistia dias parados,política salarial,e outros pontos. Percebi do Lider "animus" em resolver,greve eh um problema p/eles

ATENÇÃO: PERSEGUIÇÃO POLÍTICA DA SEEDUC

ATENÇÃO: PERSEGUIÇÃO POLÍTICA DA SEEDUC. HOJE NA PÁGINA 9 DO DIÁRIO OFICIAL TEM UMA SEQUÊNCIA DE EXONERAÇÕES DE DIRETORES E DIRETORES ADJUNTOS. DENTRE AS DIRETORAS EXONERADAS ESTÁ A DIRETORA ELEITA DIONE, DO COLÉGIO ESTADUAL MARIA PEREIRA DAS NEVES EM NITERÓI. ESTE FOI O COLÉGIO QUE APOIOU A LUTA DOS BOMBEIROS QUANDO ESTAVAM PRESOS EM CHARITAS EM NITERÓI, E CONTINUA EM GREVE, COM 100% DE BOICOTE AO SAERJ.

Caros Companheiros,

A Diretora do C E Maria Pereira das Neves, Professora Dione Nacif, acaba de ser exonerada. O mesmo D.O. nomeia uma interina para responder pela unidade (Celeste...., Diretora do CIEP Leonel Brizola).
O Pereirão está em greve desde o início; teve 100% de sucesso no boicote ao Serjinho (nenhuma prova foi aplicada). O CIEP em questão não tem greve, teve SAERJ e todos são tratados a mão-de-ferro e medo.
Não é difícil entender algumas das motivações dessa exoneração e substituição.
Estamos nos mobilizando junto com a Comunidade do Preventório em Charitas mas... PRECISAMOS DE AJUDA!

Cidadania em xeque

Se você é capaz de tremer de indignação a
cada vez que se comete uma injustiça
no mundo, então somos companheiros.
Ernesto Che Guevara

Várias vezes ouço a seguinte pergunta quando estou dando aula: “você está apaixonada?” A resposta é sempre a mesma: “eu sou apaixonada”. Sou uma mulher de muitas paixões, mas duas são especiais: a maternidade e o magistério. Eu não sou simplesmente Yonara, sou a mãe do Martim e a professora dos meus alunos.

Era daquelas que dizia que não queria ser professora; entrei na FFP-UERJ para fazer Letras, não para ser professora de Português e Literatura, mas no primeiro e no segundo semestres eu sabia que não havia jeito: nascia uma educadora. Não tinha como assistir às aulas de Maria Tereza e não querer mudar o mundo. Não tinha como assistir às aulas de Maria Alice e não me apaixonar por literatura.

O magistério é uma profissão muito difícil em um país que educar nunca foi prioridade. Sou há 13 anos professora do estado, onde vivemos uma educação de fachada. O governo criou um cenário para que a população acredite que aparelhos de ar-condicionado e computadores vão melhorar o contexto. Enquanto paga o aluguel do cenário, alunos sofrem com uma merenda sem qualidade e professores com salários ridículos. Outro dia, enquanto eu dava aula, parte da janela caiu na cabeça de uma aluna, levei a janela para fora, quando eu voltava, um aluno trazia a outra parte que acabara de cair. Por sorte, não houve feridos. Mas enquanto entrávamos e saíamos da sala ficamos trancados porque a porta só tem maçaneta de um lado. Quando isso acontece é preciso que alguém ouça que estamos trancados, pegue a maçaneta de outra porta e nos liberte.

O mais triste dessa situação é que muitos perderam a capacidade de indignar-se com o que acontece na educação do estado. É normal alunos saírem cedo da escola porque não há professores de algumas disciplinas É normal no refeitório ter ovo cozido na segunda, ovo frito na terça, ovo mexido na quarta, omelete na quinta... É normal o filtro do ar-condicionado estar sujo. É normal responsabilizar o professor se os alunos não têm bom desempenho nas provas nacionais. É normal professor ter 3, 4 ou 5 empregos para conseguir pagar suas contas. É normal que adoeçam pelo excesso de trabalho. É normal que milhares abandonem o magistério estadual todos os anos.

No início desse mês, em assembleia, muitos professores optaram pela greve como maneira de negociar com o governo do estado e gritar: NÃO É NORMAL!!! Quando conversei sobre esse assunto com a minha turma do 3º. ano, no C. E. Adino Xavier, meus alunos decidiram fazer uma passeata para mostrar à cidade por que os professores estão em greve. Assim o fizeram, tive o privilégio de estar com eles e – junto com o professor Fernando Cid – gritamos para que todos ouvissem as nossas indignações. Eu me enchi de orgulho quando percebi que os alunos não aceitam compactuar com o status quo.

Nestes anos de magistério, eu coordenei projetos direcionados à cidadania e ao voluntariado. Ganhei prêmios em nome da escola. No ano passado, uma equipe de pesquisadores do CNPq considerou estes projetos como exemplo de prática em educação moral no Brasil. É claro que os prêmios e o reconhecimento são importantes para mim, tanto em nível pessoal quanto profissional, no entanto nada se compara a ver meus alunos segurando faixas e exigindo para a educação um tratamento digno.

Quando retornamos à escola, os alunos perguntaram: “e agora, professora, nós vamos voltar amanhã à sala de aula e fingir que nada aconteceu?” A lição de cidadania havia sido dada pelos alunos. A partir daquele momento, eles não seriam mais os mesmos, tinham compreendido que a mudança começa dentro do indivíduo para que chegue ao coletivo.

As consequências do protesto, infelizmente, começaram dentro da própria escola; no dia seguinte, após conversar com os alunos e criticá-los pelo evento; a direção avisou que o colégio tinha sido denunciado ao MINISTÉRIO PÚBLICO. E repetiu o comunicado, no dia posterior, ao reunir os professores do 1º. turno. A seguir, eu soube que há uma denúncia contra mim na 74ª. DP.

É grave haver uma denúncia por eu ter participado da passeata com os alunos (não importa quem tenha feito a denúncia, a pessoa terá de responder um processo por calúnia e difamação, pois nada de ilegal ocorreu durante o protesto, visto que fomos acompanhados por duas viaturas da polícia), ainda considero irredimível o fato de criticar-se uma passeata em prol da educação. Nada pode ser mais democrático que a atitude espontânea dos alunos em exigirem seus direitos.

Não vale argumentar que muitos alunos são menores de idade, eles podem votar, mas não podem protestar? Também não é admissível dizer que havia crianças no protesto; as fotos, os bombeiros e os policiais são testemunhas que somente os alunos do ensino médio participaram da passeata.

Não fiquei calada diante das calúnias, a minha indignação ganhou texto, fiz questão de encaminhar o acontecido para as pessoas que conheço, para o sindicato, para alunos e ex-alunos, para professores. Estes reencaminham para seus conhecidos. Desde então venho recebendo manifestações de apoio de diversos segmentos da sociedade. Ou seja, ainda há quem se indigne.

O SEPE saiu em minha defesa e foi à escola cobrar uma postura da direção, ouviu que sou uma profissional respeitada e que o colégio não sabe sobre a denúncia.

Não aceito o papel de vítima ou de vilã nessa história, sou uma educadora apaixonada, não preciso dizer quem sou, meus alunos o fazem por mim. A revolução eu faço acontecer todos os dias na sala de aula. Só que, às vezes, a minha sala fica numa exposição de artes, num cinema, dentro de uma creche, e no dia 14 de junho, a lição aconteceu nas ruas da cidade.


Yonara Costa