Na Luta pela Escola Pública

Este blog pretende criar um espaço para informações e discussões sobre Escola Pública na Região dos Lagos, com destaque para o município de Cabo Frio.

O nome “Pó de Giz” é tomado, por empréstimo, do antigo time de futebol dos professores do Colégio Municipal Rui Barbosa. Um colégio reconhecido por sua luta pela educação pública de qualidade. Um lugar onde fervilha a discussão educacional, política e social. Colégio que contribui de maneira significativa na formação de seus alunos, lugar onde se trabalha com o sentido do coletivo.

O " Pó de Giz" é uma singela homenagem a essa escola que tem um "pequeno" espaço educacional, mas corajoso e enorme lugar de formação cidadã.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Adesão Nacional - Educação tem motivos, e muitos!!!

Em pelo menos seis Estados, movimentos grevistas de professores da rede pública estão afetando até 1,7 milhão de estudantes, ao todo, segundo sindicatos da categoria. Cada Estado - ou município, no caso de Porto Alegre - tem reivindicações diferentes e negocia de maneira independente.

Os professores do Amapá entraram ontem em greve, por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajuste salarial de 16%, contra os 3% oferecidos pelo governo. Na capital Macapá, 90% dos professores teriam aderido.

Em Porto Alegre, a greve chegou ao terceiro dia e afeta 40 mil alunos. A categoria não aceita reajuste de 6,5% em maio e mais 0,5% em dezembro e quer 18%. A prefeitura sustenta que não pode oferecer mais. O Sindicato dos Municipários estima que 90% dos educadores estão parados, enquanto a prefeitura afirma que o índice é de 70%. A categoria diz que a greve só termina se houver nova proposta.

Em Sergipe, os professores da rede estadual entram no quarto dia de paralisação, prejudicando 300 mil alunos. Eles fazem hoje uma vigília na Assembleia Legislativa a partir das 8 horas e, amanhã, um ato público no centro comercial de Aracaju. A categoria recusou proposta de pagamento integral imediato do reajuste de 15,86% para os professores do nível um e a partir de setembro para os demais níveis.

Adesão

Em Santa Catarina, onde a greve chega ao oitavo dia, a adesão é de quase 90% (35,6 mil dos 39 mil professores da rede), segundo o sindicato da categoria. Cerca de 600 mil alunos estariam sem aula.

A greve é uma reação à proposta do governo que fixa, por medida provisória, o piso nacional do magistério em R$ 1.187 para docentes que não tinham o valor como salário-base sem a soma de abono. Antes, o mínimo era de R$ 609. Os professores são contra a MP porque ela não acompanharia o progresso de carreira. O governo se recusa a negociar, e os grevistas querem que os deputados rejeitem a MP.

Em Alagoas, onde 350 mil estão sem aula, os professores decidiram prorrogar a greve, iniciada na semana passada, por mais uma semana. Os docentes acusam defasagem de 25% no salário, mas o governo oferece 7%.

Na Paraíba, 18 mil funcionários de 600 escolas (60% dos profissionais) estão em greve há 25 dias, segundo o sindicato local, afetando as aulas de 400 mil estudantes. Os professores pedem piso de R$ 890 para 30 horas semanais e manutenção das gratificações. Hoje, o piso é de R$ 661. O governo diz que aceita pagar o piso, desde que as gratificações sejam incorporadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um comentário:

  1. No início dos anos 80, a revista da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-SBPC revelou uma preocupante pesquisa da FGV-RJ em um artigo, o qual apontava a mais baixa formação básica para os vestibulandos das carreiras destinadas à Educação. Oriundos das camadas mais baixas da pirâmide social, esses vestibulandos, por força de sua educação básica deficiente, escolhiam a área da Educação por ser essa a mais viável para o seu perfil de formação, em virtude de ser rejeitada pelos candidatos melhores formados, os quais buscam as carreiras com melhor remuneração.
    Assim, paradoxalmente, os profissionais que deveriam ter uma formação mais sólida, para poderem ser mais eficazes no ofício de educar pessoas, são os menos preparados para a tarefa.
    Isso acaba refletindo na qualidade do ensino e forma um círculo vicioso, pois mais pessoas com deficiências educacionais serão formadas e acabarão mais tarde ingressando no sistema como educadores.
    A greve é contingencial, pois busca um melhor reajuste do salário, mas ´é insuficiente para alterar o quadro patológico do sistema.
    Somente um debate público amplo e uma proposta séria salarial, além de investimentos na infraestrutura, podem trazer algum alento ao moribundo, a quase falecida Educação no país.
    Não sou educador, pois os baixos salários e as péssimas condições não me propiciaram ilusão para o ingresso na área...

    José Wellington Porto
    wellporto@yahoo.com.br

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